sábado, 28 de janeiro de 2012

ABSURDO!!!

Os desfiles dos blocos do Pré-Carnaval estiveram ameaçados de não se repetir, neste fim de semana, por conta da insatisfação dos organizadores com o precário sistema da segurança pública. O problema foi contornado depois de reunião com a Secretaria de Cultura de Fortaleza, a Autarquia Municipal de Trânsito, Serviços Públicos e de Cidadania (AMC), o Comando de Policiamento da Capital e os representantes dos blocos. O baixo efetivo de policiais militares estava dando ensejo a assaltos, furtos, ataques a veículos, agressões e até arrastões. A principal fonte dos distúrbios seriam as gangues que se formam em torno dos paredões de som. Os equipamentos, como se sabe, são proibidos por lei municipal, mas apreendê-los envolve um risco muito grande por causa da reação violenta dos transgressores. Para tanto, é requerida a presença da Polícia, dando apoio aos fiscais. Identificados os problemas, a PM comprometeu-se a aumentar o número de seus efetivos; ao mesmo tempo solicitou da Prefeitura a instalação de torres para que se pudesse ter uma visão panorâmica da aglomeração de foliões e assim identificar com mais eficácia os focos de distúrbio. A colocação de telefones específicos e outros meios de acionamento do policiamento para atender prontamente denúncias de perturbação da ordem já havia sido outra boa iniciativa. Na reunião, sentiu-se a preocupação de que a proposta original do Pré-Carnaval seja deturpada. A realização de concentrações multitudinárias, cujo gigantismo dificulta seu controle, é um desses perigos. Ora, a ideia original foi a de alentar a formação de blocos carnavalescos, nos bairros, para proporcionar a volta de um carnaval comunitário, sem violência, e que incentivasse os valores culturais locais e reforçasse os laços entre os moradores. Transformá-lo em carnaval-espetáculo, industrializado, com trios elétricos e outros procedimentos semelhantes poderá provocar um retrocesso. É engano imaginar que só há atração turística com a massificação da festa. Ao contrário, muito mais atrativo é proporcionar ao visitante um ambiente humanizado e de aconchego, que ele não encontra mais em suas cidades de origem. (Editorial / O POVO) Categoria(s): Sem categoria por Eliomar de Lima José Leite Barbosa Neto, em 27-01-2012 as 9:38 Said: Caro Eliomar, Bom dia. Acredito ser muito complicado em uma cidade como Fortaleza, que tem sido referenciada pelos elevados índices de insegurança e que sofre o terror da insegurança em todos os bairros, patrocinar uma festa onde as drogas lícitas e ilícitas dominam, a prostituição inclusive infantil é explorada ao máximo, entre outras transgressões. Exigir a massificação da Polícia Militar nesses eventos, é retirar efetivo dos bairros, onde famílias e comerciantes, que estão em seu lar ou no seu “ganha pão”, sofrerão a ação da bandidagem. Acredito que tirar a polícia dos bairros – sim porque essa não tem efetivo suficiente para suportar o contingente dos bairros quando existem grandes eventos – para aumentar a presença em um evento onde a violência é gerada por consequência da droga, da prostituição, dos paredões que perturbam a ordem pública, do caos no trânsito … é mais uma vez brincar com o cidadão de bem.

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