- Importante perceber que a questão não exige que o aluno destaque elementos quaisquer da obra, mas aqueles que mostram o “olhar europeu”, ou seja, a visão do conquistar/colonizador, frente a uma nova realidade. Nesse sentido pode-se destacar:
- A folha cobrindo o sexo da indígena, elemento introduzido pelo autor da obra, devido ao moralismo cristão da época, uma vez que os índios andavam nus.
- Os pedaços de corpos carregados pela índia, em sua mão e na cesta, indicando a visão de que os nativos eram selvagens e canibais, representando uma ameaça.
- A exuberância da natureza, em uma visão idílica, influenciada pela ideia bíblica de “paraíso perdido”.
- Sociedade rural, patriarcal, elitizada e aristocrática.
- O Latifúndio monocultor de base escravista, voltado para o mercado externo, insere-se no quadro de acumulação primitiva do capital.
- A produção açucareira, o engenho, os escravos e o tipo de engenho, o trapiche movido a tração animal.
- Eram as mais precárias, praticamente a de manterem-se vivos para o trabalho
- Regime de mão de obra barata, favorecendo a acumulação capitalista.
- Tratado entre Portugal e Espanha que partilhava o novo mundo.
- Foram excluídos dessa partilha. Exemplo: França.
- Quilombos, suicídio e a capoeira.
- Compara os escravos negros com os escravos hebreus do Egito e a possibilidade de obras malfeitoras (crenças/religião).
- A sociedade colonial brasileira era patriarcal, elitista e calcada na aristocracia rural canavieira.
- O texto de Vera Lúcia Amaral Ferlini remete ao Plantation, o modelo de colonização implantado no Brasil Colonial que deixou marcas profundas em nossa história. O Plantation consiste em uma colônia de exploração através de latifúndio, monocultura (açúcar), trabalho escravo e a economia visava o mercado externo. “Configuração peculiar da propriedade da terra” era a grande propriedade agrária uma vez que para produzir açúcar era imprescindível muita mão de obra, daí a escravidão e muita terra para o plantio.
- Na sociedade açucareira, o braço forte do processo da sociedade colonial estava no elemento escravocrata; já na sociedade mineradora, pela especificidade da organização econômica, houve a inserção de atividades intermediárias que inseriram o escravo numa condição antagônica, ou seja, o escravo passou a ser visto em atividades urbanas, diferente das atividades rurais predominante na sociedade açucareira. Em virtude dessa condição, a economia açucareira estava voltada para o mercado externo; em contrapartida, na economia mineradora, pela questão do processo de desenvolvimento interno, houve alteração ocorrida pelo deslocamento demográfico para a região Centro-Sul.