quarta-feira, 18 de maio de 2011

Revisão 2° Ano Jemina Gois

As décadas de 1870 e 80 marcaram o declínio do regime imperial no Brasil. O governo monárquico não foi capaz de solucionar os problemas políticos e atender às aspirações sociais que surgiram com o desenvolvimento do país e as transformações da sociedade.

Gradualmente a monarquia foi perdendo legitimidade diante dos movimentos republicanos e abolicionistas e entrando em conflito com duas instituições importantes: o Exército e a Igreja. Em 15 de novembro de 1889 foi proclamada a República.

O governo monárquico foi derrubado por um golpe militar. A Proclamação da República foi um movimento eminentemente elitista que ocorreu sem luta e sem a participação direta das camadas populares. Uma aliança entre a elite militar do Exército e os fazendeiros cafeicultores do oeste paulista possibilitou aos republicanos tomarem o poder.

Coube ao marechal Deodoro da Fonseca a liderança do movimento golpista de derrubada do governo monárquico. De 1889 a 1894, os militares controlaram o poder político e comandaram os destinos da nação.


Governo Provisório e República da Espada
A fase em que os militares ocuparam a liderança política do país também ficou conhecida como a República da Espada. Com a derrubada do governo monárquico foi constituído um governo provisório chefiado pelo marechal Deodoro da Fonseca, que governou o país até 1891.

O Governo Provisório tomou algumas medidas importantes tais como a separação oficial entre a Igreja e o Estado, acabando com o regime do Padroado (a Igreja obteve autonomia e liberdade para tomar decisões relativas a questões religiosas e administrativas); a instituição do casamento civil e a criação da bandeira republicana com o lema "Ordem e Progresso".

No Governo Provisório surgiram também disputas políticas em torno do modelo republicano que seria implantado. Os militares defenderam um regime republicano centralizado, com um Poder Executivo forte o bastante para controlar o Poder Legislativo e Judiciário, e no qual os Estados (as antigas províncias) não tivessem autonomia.

Os grandes proprietários agrários, sobretudo os ricos cafeicultores paulistas, se opunham a esse modelo e defenderam um regime republicano federalista, onde os Estados fossem autônomos a ponto de poderem ser controlados econômica e administrativamente em benefício dos seus interesses.


A Constituição de 1891
A mais importante medida do Governo Provisório foi a promulgação da Constituição de 1891. O Brasil passava a ser uma República Federativa presidencialista. A República unia e congregava vinte Estados com ampla autonomia econômica e administrativa.

O texto da Carta assegurou a descentralização política. Os Estados puderam constituir seus poderes Executivo e Legislativo, ou seja, tinham liberdade para eleger seus governadores e deputados, criar impostos, possuir suas próprias forças militares e elaborar constituições.

Mas a autonomia dos Estados não ameaçou a soberania da União. O poder central ficou responsável pela defesa nacional, pelas relações exteriores e deteve as melhores fontes de renda proveniente dos impostos. Os Estados deviam plena obediência à Constituição Federal.

O poder central era constituído por três poderes: o Poder Executivo, ocupado por um presidente e um vice-presidente; o Poder Legislativo formado pelo Senado e pela Câmara Federal (cada Estado da federação era representado por três senadores, enquanto que o número de deputados federais era proporcional ao número de habitantes de cada Estado); e por fim o Poder Judiciário, formado por juízes e tribunais federais, sendo a instituição mais importante o Supremo Tribunal Federal.


A República Oligárquica
Embora a Constituição de 1891 tenha estabelecido eleições diretas por meio do voto popular para a escolha do chefe da nação, determinou, em caráter excepcional, que o primeiro governante fosse escolhido pelo Legislativo Federal. Os marechais Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto, foram eleitos presidente e vice-presidentes respectivamente.

Deodoro deveria governar até 1894, mas o agravamento da crise econômica e os constantes desentendimentos entre o Poder Executivo e Legislativo e ainda os conflitos entre militares e civis, o levaram a renunciar nove meses após ter assumido o poder. A chefia do governo passou ao vice-presidente, o marechal Floriano Peixoto.

Nas eleições de 1894 Prudente de Moraes foi eleito. Aristocrata paulista e representante da elite cafeicultora, sua posse como primeiro presidente civil encerrou o período de ascendência militar sobre o governo da República Velha e marca o início de um longo período de predomínio dos civis no poder. Os anos que vão de 1894 a 1930 correspondem à fase em que os grandes proprietários de terra detiveram o poder político em defesa de seus interesses dando origem à denominação de República Oligárquica.

Após o mandato de Prudente de Moraes (1894-1898) a Presidência da República foi ocupada pelos seguintes governantes: Campos Sales (1898-1902), Rodrigues Alves (1902-1906), Afonso Pena (1906-1909), Nilo Peçanha (1909-1910), Hermes da Fonseca (1910-1914), Venceslau Brás (1914-1918), Epitácio Pessoa (1919-1922), Artur Bernardes (1922-1926) e Washington Luís (1926-1930).
* Renato Cancian é cientista social, mestre em sociologia-política e doutorando em ciências sociais, é autor do livro "Comissão Justiça e Paz de São Paulo: Gênese e Atuação Política -1972-1985" (Edufscar).







* Os setores que davam sustentação ao imperador deixaram de apoiá-lo (exército, igreja e aristocracia).
* O café por ser o principal produto de exploração e seus produtores controlariam o país, por conta de seus rendimentos.

* O ensino público não era gratuito impedindo que grande parcela da população fosse alfabetizada e portanto, tivesse direito ao voto.
* Na atual constituição a alfabetização não é impecílio importante do desenvolvimento nacional.

* Fatores do desgaste de D. Pedri II:
- Descontentamento de oficiais da Marinha, com a perda dos postos de destaque no cenário político nacional, em detrimento dos oficiais do Exército.
- Eram contrários à posse de Floriano Peixoto na presidência, considerando-a inconstitucional por não haverem transcorridos dois anos do mandato de Deodoro da Fonseca.

* Os dois grupos oligárquicos gaúchos - os maragatos e os chimangos ou pica-paus divergiam quanto ao caráter da política nos níveis regional e nacional.Os maragatos eram federalistas e acusados de simpatizantes da monarquia, levando o governo federal a apoiar os chimangos, defensores da centralização política que caracterizava o governo de Floriano Peixoto.

* Recém-proclamada a República, o país vivia um quadro de mudanças. Decadência das velhas oligarquias, abolição, imigração e uma incipiente industrialização e urbanização.
* O país viveu uma grande imigração, principalmente de italianos que trabalhavam no campo e nas áreas urbanas.

* A população brasileira "assistiu" ao nascimento da república, não tendo participação ativa.

* Breve espanação do que foi o desenvolvimento trazido com a construção da estrada de ferro: No caso, da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, ferrovia no território do atual Estado de Rondônia, sua construção estava relacionada a interesses econômicos e estratégicos na região Amazônica. Do ponto de vista econômico, visava o escoamento da borracha extraída na região, sobretudo junto aos afluentes da margem direita do rio Amazonas. E do ponto de vista estratégico, devido aos conflitos entre bolivianos e brasileiros que adentraram ao território do atual Acre atraídos pela extração da borracha, o governo brasileiro interveio sob a orientação do barão do Rio Branco (ministro do Exterior de 1902 a 1912) para se posicionar como potência hegemônica na América do Sul. Daí, a Assinatura do Tratado de Petrópolis em 1903, em que a Bolívia cedia o Acre ao Brasil mediante uma indenização e o compromisso de construir a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré.
Considera-se que apesar da Madeira-Mamoré ter sido desativada somente na década de 1960, desde o início da sua operação, foi considerada um fracasso, pois dispendeu um altíssimo custo, tanto financeiro quanto humano durante sua construção e sua finalidade deixou de ter sentido à época da conclusão, pois a concorrência da borracha asiática no mercado internacional provocou a desvalorização do produto brasileiro. Deve-se considerar ainda as técnicas inadequadas da construção da ferrovia em um ambiente hostil caracterizado pela alta umidade do clima equatorial e a densidade da floresta Amazônica.
Quanto ao projeto de construção da Rodovia Transamazônica, integra-se ao contexto do "Milagre Brasileiro" durante o governo Médici (1969-1974) e o ufanismo dele decorrente, na medida em que se apregoava a importância e a capacidade do país e a necessidade das grandes obras.
O governo estabelecia como objetivo para a construção da rodovia, a interligação da Região Amazônica ao Nordeste e consequentemente ao restante do Brasil viabilizando-se assim o antigo projeto de integrar o Norte Brasileiro às demais regiões para diminuir as desigualdades regionais, econômicas e sociais. Considere-se também, o interesse em termos estratégicos do Estado Brasileiro em assegurar o controle da região mediante as incipientes, porém incisivas, propostas de internacionalização da Amazônia e os projetos de expansão das fronteiras agrícolas.
O fracasso da Transamazônica, deveu-se ao esgotamento dos recursos financeiros disponíveis para a construção, em razão do fim do "Milagre Brasileiro" como consequência da crise mundial do petróleo em1973, aos erros de planejamento como a falta de estudos levando em conta as dificuldades impostas pelo quadro natural da Amazônia e à falta de infra-estrutura para viabilizar assentamentos de colonos.
Atualmente, Amazônia adquiriu enorme importância em nível global, e consequentemente nacional devido a sua biodiversidade, a disponibilidade de recursos minerais e aos recursos hídricos, além da disversidade de povos que atraem a vinda de missionários ou de grupos defensores das minorias, vindos do exterior.
Esse quadro, têm intensificado as ingerências externas em relação à região, exigindo do governo brasileiro a afirmação da soberania nacional como ficou caracterizado na realização dos projetos como o Calha Norte, iniciado em 1985 e a posterior criação do SIVAM (Sistema de Vigilância da Amazônia), um mecanismo de controle da região amazônica, baseado na utilização de radares e satélites, para localizar e identificar nas áreas observadas, atividades realcionadas ao narcotráfico ou de movimentos guerrilheiros nas fronteiras com países vizinhos, desmatamentos e vôos de aeronaves sob suspeição.
Apesar dos esforços do governo brasileiro e de já se verificar algum êxito nas políticas em relação a Amazônia, ainda se requer maior empenho quanto a soberania na região, na medida em que se intensificam as pressões pela internacionalização.

* Entre as ações empreendidas pelo governo brasileiro estão a incorporação do Acre (longa negociação que terminou com o Tratado de Petrópolis, firmado com a Bolívia em 1903) e a obtenção da região de Palmas por meio de tratado com a Argentina (1898).
* Dificuldades geradas pela precariedade de meios de transportes e comunicação e pelo caráter autoritário que norteava muitas iniciativas - dificultando sua aceitação pelos indígenas e, portanto, gerando conflitos. E ainda: enfermidades; desconhecimento de línguas nativas etc.

* Lideranças das minorias populares: Zumbi - Palmares; Antônio Conselheiro - Canudos; Lampião - Cangaço.
* Canudos e Caldeirão: Movimentos de caráter messiânico popular, ocorrido no sertão nordestino contra as oligarquias dos coronéis.

* São Paulo sempre esteve presente nas atividades econômicas do país, como o bandeirismo, a cafeicultura, etc.
* São Paulo foi pólo de irradiação de bandeiras, passava de comerciante de gado para minas, de produtor de café à industrialização.


Abraços e bons estudos a todos, lembrando que sou curitibano desde criancinha, viu Alexandre!!!! KKKKKKKKKKKKKKK

Revisão 1° ano Jemina Gois

Revisão para Verificação Parcial.

A Idade Média e os temas medievais são usados até hoje em histórias reais ou fantásticas que chegaram até nós. Assim, os contos de fada, com suas princesas, castelos, dragões e reis, são geralmente ambientadas na Idade Média. Ainda ouvimos falar também da bravura dos cavaleiros das Cruzadas, que atravessaram o Oriente Médio e a Europa para lutar contra os infiéis. Muitos rituais católicos têm origem medieval. Enfim, a Idade Média é uma fonte de histórias infantis, de lendas, filmes, jogos e videogames. Mas ela se compôs fundamentalmente de fatos reais.

Por isso, devemos separar a realidade da imaginação. As pessoas, hoje em dia, têm uma visão idealizada desse passado, que foi recriado no imaginário da humanidade durante os últimos séculos. Por exemplo, muitos contos de fada foram escritos por autores românticos do século 19, tendo como base histórias do folclore que eram contadas por diversos povos ao longo dos séculos.

Desse modo, os autores românticos inventaram um passado medieval cercado de ricos castelos e belas princesas. Isso estava dentro de um ideal artístico, que, no entanto, estava longe de espelhar a realidade da maioria da população que vivia naquele período.


Idade "média" por quê?
Mas o que devemos entender, afinal de contas, quando dizemos "Idade Média"? Esse termo refere-se a uma divisão do tempo que engloba praticamente 1.000 anos de história do continente europeu. Essa classificação para o período - "Média" - foi uma forma de os homens dos séculos 14 e 15, dos reinos italianos, mostrarem que eram inovadores, modernos, transformadores.

Esses homens - pintores, artistas e pensadores do chamado Renascimento - achavam que estavam rompendo com um período culturalmente atrasado do mundo ocidental, dominado pelo pensamento da Igreja católica. Assim, os renascentistas classificavam-se como "modernos" e acreditavam que estavam fazendo renascer o esplendor das culturas grega e romana da Antigüidade.

Entre a Idade Moderna e a Idade Antiga havia, portanto uma idade intermediária, que ficava no meio, sendo a média entre esses dois períodos. Assim nasceu o conceito de Idade Média. Essa classificação, na verdade, é uma simplificação preconceituosa, pois classifica uma cultura como inferior a outra e resume a história de diversos povos que viviam na Europa como uma só história.

De qualquer forma, o estudo desse período é extremamente importante, para podermos entender diversos aspectos da história do mundo ocidental.


Roma, Ocidente e Oriente
A Idade Média tem como marcos de seu começo e seu fim duas datas que se referem ao Império Romano. Seu início é marcado pela tomada de Roma pelos germanos: a derrubada do Império Romano do Ocidente ocorreu no ano de 476. O fim da era medieval é dado pelo ataque de Constantinopla, capital do Império Romano do Oriente, tomada pelos turcos em 1453.


Alta e Baixa Idade Média
Para compreender melhor esse vasto período, costuma usar-se uma subdivisão temporal entre Alta e Baixa Idade Média. A Alta Idade Média é o primeiro momento, quando ocorreu formação de diversas sociedades na Europa e se passou entre os séculos 5 e 10. Foi nesse período que se formaram os feudos, estabeleceram-se as relações de suserania e vassalagem, e o poder da Igreja Católica constituiu-se e fortaleceu-se.

Já o período da Baixa Idade Média, sua segunda e última fase, foi aproximadamente do século 10 ao século 15. A partir dessa época, novas idéias e novas práticas foram surgindo e houve um processo de decadência das instituições feudais, que se formaram ao longo dos cinco séculos anteriores.


Idéias equivocadas sobre a Idade Média
No entanto, mais do que pensar em auge e decadência, nascimento e morte de uma época, é importante entender que todos os aspectos que formaram o pensamento e as práticas medievais estão longe de representar um cenário único, um panorama unitário.

A idéia de Idade Média desde de muito tempo esteve associada a atraso, a uma época de "trevas" no conhecimento, de pouca liberdade e de restrita circulação de idéias. Embora essa concepção não esteja totalmente errada, de maneira nenhuma podemos imaginar que foi somente isso que ocorreu no continente europeu durante os 1.000 anos de duração do período medieval.

Por que não podemos dizer que a Idade Média foi uma época só de atraso para os povos europeus? Porque, embora impregnada pela mentalidade religiosa, a cultura floresceu, como comprova a arquitetura da época, com suas grandes catedrais. Da mesma maneira, no interior da Igreja, diversos pensadores se esforçaram para conciliar a religião cristã com a filosofia grega, em especial a de Aristóteles. Ao mesmo tempo, assentando-se sobre a organização social e jurídica do antigo Império Romano, a Igreja contribuiu para civilizar as tribos e reinos bárbaros.

Ao mesmo tempo, se é fato que durante a Alta Idade Média a economia esteve praticamente centrada na agricultura, isso ocorria porque os feudos produziam grande parte dos produtos que necessitavam consumir e a circulação de pessoas era restrita numa Europa povoada por fortificações isoladas uma da outra. No entanto, nem sempre esse cenário correspondeu à Europa inteira.


Além dos feudos
Assim, nem todas as relações sociais e de produção estavam concentradas nos feudos, com os senhores e servos. A partir do século 10, os povos que não se encaixavam nesse esquema, que viviam de outras atividades, como comércio e negócios, começaram a morar no entorno dos feudos, nas áreas de passagem e de feiras.

Enfim, não podemos mais continuar repetindo que a Idade Média (séculos 5 a 15) seja um período "de trevas", de falta de conhecimento e de opressão contra os povos. Repetir isso é complicado porque estaremos concordando com os artistas renascentistas, os "modernos", que tinham uma visão preconceituosa sobre o período medieval.

Na verdade, a própria Idade Moderna (a partir do século 15) foi conseqüência de muitas conquistas medievais, como o renascimento comercial da Europa (século 11), obtido principalmente devido a ação das Cruzadas (séculos 11 e 13).





Aula de revisão


* As invasões bárbaras no Império Romano do Ocidente tiveram como causas:
- pressões sofridas pelos povos germânicos pelos mongóis que vinham do oriente;
- crises na administração interna de um Império muito grande;
- exército desorganizado e ineficiente.
* Os principais povos bárbaros que invadiram as fronteiras do Império Romano foram os francos, ostrogodos, visigodos, vândalos, saxões e hunos.

* A igreja Católica, instituição já organizada na época medieval, determinava a teoria social, hierarquizava a sociedade, condenava a usura, monopolizava a cultura e a educação, influenciava governantes e era grande detentora de terras.

* O feudo estava dividido da seguinte forma: Manso servil, senhorial, terras em descanso, bosques, vilas e o castelo, etc.

* As cidades fazem parte do importante processo de transição feudo-capitalista por serem locais em que ocorriam transformações comerciais e atividades bancárias.

* O poder local era exercido pela nobreza e cidades autônomas; o poder Estado-Nação pelo rei, e o poder supranacional pelo papa.
* O fim da Idade Média se dá devido: o Estado-Nação com o apoio da burguesia, o enfraquecimento da nobreza, as guerras e a nova realidade econômica.

* Durante a idade média e a retirada do comércio, as cidades passaram a ter um papel secundário. Estas reaparecem com a reabertura do mediterrâneo. As novas cidades surgem desorganizadas, sem planejamento e propícias às epidemias, etc.

* Oposição ao caráter luxuoso, dogmático e distanciado dos princípios de Deus. Francisco de Assis propunha os votos de pobreza como forma de criticar e de estar próximo dos princípio cristãos.

Boa prova a todos em especial ao Caio LINDO!!!!!!!!KKKKKKKKKKKKKK

Revisão 2° ano

O PRIMEIRO REINADO (1822/1831)

O primeiro reinado é um período de transição, segundo alguns historiadores brasileiros, visto que muitas estruturas coloniais foram mantidas e, o próprio Imperador era oriundo da elite portuguesa colonizadora.
Economicamente o Brasil estava vivenciando uma crise econômica, pelo fato de seus principais produtos - açúcar, algodão, tabaco, couro - estarem em baixa no mercado mundial. Assim sendo, o Imperador tinha muitos problemas a resolver, o primeiro deles era ser reconhecido tanto interna como externamente.

• o reconhecimento interno: a resistência a autoridade do Imperador não foi pequena. Como o país recém-independente não dispunha de exército organizado, nem de contingente militar experiente e suficiente para sufocar possíveis revoltas, D. Pedro e seus partidários contrataram mercenários estrangeiros que tiveram participação decisiva, como John Grenfell, John Taylor, David Jewet, Pierre Labatut, Lord Cochrane e outros. As guerras mais violentas se deram na Bahia, Pará e Província Cisplatina.
• reconhecimento externo: o Brasil não precisou enfrentar nenhuma guerra para ser reconhecido externamente, bastaram alguns acordos para tudo ficar acertado. O primeiro a reconhecer o Brasil foram os EUA, interessados em conseguir privilégios no mercado brasileiro. Logo em seguida veio a Inglaterra, que visava manter seus privilégios e, se possível, aumentá-los. A Portugal não restava outra saída senão negociar com o Brasil. Para reconhecê-lo exigiu que D. João VI fosse aclamado imperador e que o Brasil saldasse uma dívida com a Inglaterra, em nome de Portugual, de 2 milhões de libras esterlinas.
Ao mesmo tempo em que se procurava reconhecimento era primordial organizar a vida política da nação, para isso D. Pedro iniciou os trabalhos da Assembléia Constituinte em 1823. Os grupos políticos dividiram-se em três tendências: moderados (adeptos dos 3 poderes); exaltados (federalistas) e portugueses (defendiam o absolutismo). O anteprojeto da Constituição teve como base a Constituição americana, por isso suas idéias básicas eram: a divisão de poderes, proibição de dissolução do Parlamento, voto censitário (rendas).
D. Pedro, ao receber o ante projeto, se irritou com as propostas e dissolveu a Assembléia. Este episódio ficou conhecido como a “Noite da Agonia”.
O Imperador resolve ele mesmo elaborar uma Constituição e, em 1824 outorga ao povo brasileiro sua primeira Constituição, que tinha como principais características:

• a forma de governo era a Monarquia Hereditária Constitucional e Representativa.
• estabelecimento de 4 poderes: Executivo, Legislativo, Judiciário e Moderador.
• voto censitário.
• a igreja oficial do Estado era a Católica, e esta estava presa à autoridade do Imperador. - PADROADO.

A dissolução da Assembléia Constituinte e a Outorga da Constituição causaram grande descontentamento da classe política do Brasil e da população em geral. Após estes fatos, D. Pedro vai pouco a pouco tornando-se autoritário e acaba perdendo apoio para governar, sendo coagido a abdicar em 1831.
Confederação do Equador: revolta iniciada em Pernambuco, com ideais republicanos e federalistas. A causa principal foi a outorga da Constituição. Várias províncias aderiram ao movimento - Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará - mas logo em seguida foram dominadas e Pernambuco ficou isolado na luta. D. Pedro contratou mercenários e rapidamente o movimento foi debelado. Muitos líderes foram executados, entre eles Frei Caneca.
Guerra da Cisplatina: conflito envolvendo Brasil e Argentina pela disputa da região da Cisplatina. Esta guerra desagradou os brasileiros porque para financiar a guerra houve aumento de impostos. Além disso, o Brasil nem ficou com a região. Devido a intervenção da Inglaterra, em 1828, foi criado o Estado Oriental do Uruguai, pondo fim momentaneamente aos conflitos no Prata.
Devido a estes acontecimentos o governo de D. Pedro ficou bastante fragilizado, uma vez que o Imperador perdeu apoio da elite agrária e da população. Para piorar a situação, um jornalista da oposição, Libero Badaró, é assassinado e a culpa recai sobre D. Pedro.
Em fins de 1830, o Imperador, tentando recuperar seu prestígio, empreendeu uma viagem a Minas Gerais, onde foi friamente recebido. No Rio de Janeiro, os portugueses prepararam homenagens para receber D. Pedro que foram prejudicadas pelos brasileiros descontentes: aconteceria a “Noite das Garrafadas” (12 de março de 1831).
Na madrugada do dia 7 de abril de 1831, D. Pedro abdicava em favor de seu filho Pedro de Alcantara, na época um menino de cinco anos.

PERÍODO REGENCIAL (1831 - 1840)

A abdicação de D.Pedro I gerou um clima de euforia entre políticos brasileiros. Muitos acreditavam que era possível iniciar uma série de mudanças na vida política do país. Era a verdadeira comemoração da independência. Por outro lado, era necessário tomar cuidado para que a ausência de um poder central forte não determinasse uma onda de revoltas .
Nas províncias de um modo geral havia um profundo descontentamento em relação ao centralismo político-administrativo do Império no Rio de Janeiro. Tal descontentamento foi motivo para várias revoltas, algumas de caráter social, pelo abandono a que estavam relegadas as populações das regiões mais distantes dos centros decisórios da nação.

Assim que D.Pedro abdicou, formaram-se no país três grupos políticos:

• Moderados: defendiam uma monarquia constitucional representativa, formado principalmente por grandes proprietários de terras.
• Exaltados: defendiam princípios federalistas e republicanos, formado por classes urbanas.
• Restauradores: defendiam o absolutismo e a volta de D.Pedro, formado por portugueses radicados no Brasil.

Pela Constituição de 1824, na falta de Imperador e na impossibilidade do herdeiro assumir, seriam escolhidos três regentes para governar até a posse do herdeiro legítimo


Revoltas Regenciais

Cabanagem - Pará (1835 - 1840)

A população do Pará vivia isolada do restante do país até pela geografia da região. As condições miseráveis em que vivia a população ribeirinha (cabanos) já havia provocado vários protestos e manifestações, como a que fora reprimida por Grenfell em 1823, quando da luta pelo reconhecimento da independência.
Em 1834 iniciou-se em Belém uma grande revolta popular, sob a liderança dos irmãos Vinagre (Francisco Pedro, Antonio Raimundo e José). Cercando o palácio do governo os revoltosos mataram o presidente de província, Bernardo de Souza Lobo e, instituem Clemente Malcher como o novo governador.
Declarando-se fiel ao imperador e prometendo governar até a maioridade de D.Pedro, Malcher passou a reprimir os elementos mais radicais dos cabanos. Novamente a revolta tomou conta de Belém, Malcher foi deposto e morto. O poder foi entregue a Francisco Pedro Vinagre.
Francisco Pedro não conseguiu pacificar a região e o governo regencial enviou tropas para pôr fim ao conflito. A aproximação de tropas determinou uma onda de saques e depredações, principalmente contra estabelecimentos pertencentes a portugueses.
Chegou então a Belém um forte contingente militar comandado por Francisco José Soares de Andréia, que conseguiu tomar a cidade. Os cabanos ainda resistiram no interior, porém aos poucos vão sendo derrotados e dizimados. Cerca de trinta mil pessoas morreram e, apesar da falta de orientação que caracterizou o movimento, os cabanos conseguiram exercer o controle provincial por algum tempo.

Balaiada - Maranhão (1838 - 1840)

Também no Maranhão a população havia participado ativamente do processo de expulsão das autoridades portuguesas durante as lutas pela independência em 1823.
Porém, como em outras regiões, reinava um clima de decepção, pois a independência não conseguira melhorar as condições de vida da população nem a economia da região.
A luta política no Maranhão era travada entre dois grupos políticos: os bem-te-vis - liberais exaltados- e os cabanos - conservadores. Em muitas ocasiões a luta deixava de ser política e passava a ser armada. Após cada eleição sucediam-se os crimes políticos.
A maior parte da população do Maranhão era composta de negros e pequenos agricultores. Muitos negros aproveitavam-se da instabilidade reinante na região para fugir e formar quilombos. Os pequenos agricultores “sertanejos”, em geral, mulatos, eram a base das tropas que lutavam em defesa das facções políticas da região. Muitos grupos de sertanejos agiam de forma autônoma, invadindo fazendas e roubando gado. Em dezembro de 1838, o líder de um desses grupos, Raimundo Gomes, atacou uma cadeia no interior do Maranhão para libertar seu irmão. Receberam a adesão do grupo de Manoel Francisco dos Anjos Ferreira, o Balaio, e do negro Cosme Bento, que liderava 3 mil negros. Em 1839 o grupo conseguiu tomar a cidade de Caxias, então capital do Maranhão, invadindo posteriormente outras localidades.
Em 1840 foi nomeado o então coronel Luís Alves de Lima e Silva como presidente do Maranhão com o objetivo de reprimir a revolta. Apoiado nos fazendeiros da região e aproveitando-se das rivalidades existentes entre os grupos de rebeldes, iniciou uma violenta repressão. Com a morte de Balaio, a rendição de Raimundo Gomes e a prisão de Cosme Bento, Luís Alves de Lima e Silva foi condecorado com o título de “Barão de Caxias” pelo imperador.

Sabinada - Bahia (1837 - 1840)

A Bahia foi uma região brasileira onde a luta pela independência travou-se de forma mais intensa. Com forte participação popular, as tropas portuguesas foram expulsas. Porém, com o passar do tempo a população percebeu que pouca coisa havia mudado com a independência. Assim, várias manifestações de descontentamento ocorreram durante o 1º Reinado e mesmo no início do período regencial.
Em 1835, ocorreu a revolta dos malês, escravos de origem sudanesa que professavam a fé islâmica. Milhares de negros e mestiços espalharam o pânico entre os proprietários de terras. A revolta foi duramente reprimida.
Em 1837, em Salvador, ocorreu um levante popular e de profissionais liberais liderados pelo médico Francisco Sabino da Rocha Vieira. Os revoltosos defendiam a separação temporária da Bahia até que D.Pedro assumisse o trono. O movimento, porém, restringia-se a Salvador.
Preocupado com a possibilidade de expansão do movimento, o regente Araújo Lima determinou uma violenta repressão apoiada pelos senhores de terra e de engenhos da Bahia. Os principais líderes do movimento foram mortos.

Farroupilha - Rio Grande Do Sul (1835 - 1845)

O Rio Grande do Sul teve sua formação econômica voltada para o atendimento das necessidades do mercado interno. Sua produção de charque e couro abastecia as regiões agro-exportadoras do país.
Desde a independência, porém, a economia rio-grandense enfrentava sérios problemas. Havia uma pesada tributação sobre os produtos da região ao mesmo tempo em que as taxas de importação baixavam. Assim, os grandes proprietários rurais preferiam adquirir produtos importados do mercado platino, especialmente a Argentina, do que os produtos do Rio Grande do Sul. Por outro lado, a produção gaúcha baseava-se no trabalho livre e progredia sempre.
Desenvolveu-se, assim, entre os pecuaristas gaúchos, um forte sentimento em defesa de seus interesses que se confundia com uma formação histórica diferenciada e com o republicanismo próprio da área platina. Organizados em sua Assembléia Legislativa, os políticos rio-grandenses passaram a opor-se aos presidentes provinciais nomeados pelo governo regencial. Liderados por Bento Gonçalves, os farrapos ou farroupilhas, como eram chamados os revoltosos, invadiram Porto Alegre e destituíram o presidente da província. Tinha início a mais duradoura revolta histórica do país.
Em 1836 proclamou-se a República do Piratini, no Rio Grande do Sul. Os combates com as forças legalistas se acirraram. Bento Gonçalves foi preso e enviado para a Bahia de onde fugiu ajudado pelos baianos radicais da Sabinada.
Em 1837 os revoltosos passaram a contar com a ajuda do revolucionário italiano Giuseppe Garibaldi que, juntamente com Davi Canabarro, invadiram Santa Catarina, dominando Laguna, onde proclamaram a República Juliana. O movimento atingia seu ponto máximo.
Entretanto, isolados do país passaram a enfrentar sérias dificuldades econômicas com a queda de venda de charque e couro. Com a ascensão e coroação de D.Pedro II, tentou-se pacificar a região, sem sucesso, porém.
Em 1842 foi nomeado presidente da província Luís Alves de Lima e Silva, o Barão de Caxias, que já havia sufocado a Balaiada no Maranhão e a Revolução Liberal em São Paulo e Minas Gerais. Caxias conseguiu o fim da revolta negociando com os revoltosos. O governo central fez inúmeras concessões aos farrapos: anistia geral, incorporação dos soldados e oficiais ao exército imperial, devolução de terras confiscadas e libertação dos escravos que lutaram ao lado dos revoltosos.


*Aula de Revisão:

* A Independência do Brasil foi dirigida pela elite rural, teve apoio da Inglaterra e o povo ficou como espectador.

* D. Pedro I conduziu a separação do Brasil de Portugal em associação com os interesses da elite que queria preservar a integridade territorial e o mercado nacional de escravos. Sua posição como "defensor perpétuo do Brasil" fica abalada graças a uma sucessão de incidentes causados pela inexperiência na condução das questões políticas e de estado. Alguns fatos podem ser destacados:
- dissolução da Assembléia Constituinte;
- outorga da Constituição de 1824;
- empréstimos do exterior aplicados em setores não-produtivos;
- guerra com a Argentina na questão da província Cisplatina
- repressão violenta em relação à Confederação do Equador.
Esses fatos e o movimento de oposição promovido pela elite e pelos militares acabaram culminando com a abdicação de D. Pedro I.

* O Brasil viveu sua independência política, porém marcou-se a dependência do capitalismo inglês (divisão internacional do trabalho) e a sociedade viveu sua organização aristocrática e a população excluída do regime.

* São Rebeliões Regenciais (Cabanagem, Sabinada, Farroupilha e Balaiada). Movimentos de caráter separatista ou populares contra a aristocracia, politicamente dominante do país.

* Período Regencial. Centralização do poder na aristocracia rural ao lado do Estado, além da pobreza e a miséria vivida pela população.

Desjo a todos em especial a Jessica Mirtes uma ótima prova (KKKKKKKKKKKKKKK)
Abraços em todos(até no Vitor) boa prova!!!!!


Fonte: http://www.ailton.pro.br/aulas.html - 18/05/2011 às 14:32hs.

Revisão 1º ano Salomé Bastos

Resumo



A Idade Média e os temas medievais são usados até hoje em histórias reais ou fantásticas que chegaram até nós. Assim, os contos de fada, com suas princesas, castelos, dragões e reis, são geralmente ambientadas na Idade Média. Ainda ouvimos falar também da bravura dos cavaleiros das Cruzadas, que atravessaram o Oriente Médio e a Europa para lutar contra os infiéis. Muitos rituais católicos têm origem medieval. Enfim, a Idade Média é uma fonte de histórias infantis, de lendas, filmes, jogos e videogames. Mas ela se compôs fundamentalmente de fatos reais.

Por isso, devemos separar a realidade da imaginação. As pessoas, hoje em dia, têm uma visão idealizada desse passado, que foi recriado no imaginário da humanidade durante os últimos séculos. Por exemplo, muitos contos de fada foram escritos por autores românticos do século 19, tendo como base histórias do folclore que eram contadas por diversos povos ao longo dos séculos.

Desse modo, os autores românticos inventaram um passado medieval cercado de ricos castelos e belas princesas. Isso estava dentro de um ideal artístico, que, no entanto, estava longe de espelhar a realidade da maioria da população que vivia naquele período.


Idade "média" por quê?
Mas o que devemos entender, afinal de contas, quando dizemos "Idade Média"? Esse termo refere-se a uma divisão do tempo que engloba praticamente 1.000 anos de história do continente europeu. Essa classificação para o período - "Média" - foi uma forma de os homens dos séculos 14 e 15, dos reinos italianos, mostrarem que eram inovadores, modernos, transformadores.

Esses homens - pintores, artistas e pensadores do chamado Renascimento - achavam que estavam rompendo com um período culturalmente atrasado do mundo ocidental, dominado pelo pensamento da Igreja católica. Assim, os renascentistas classificavam-se como "modernos" e acreditavam que estavam fazendo renascer o esplendor das culturas grega e romana da Antigüidade.

Entre a Idade Moderna e a Idade Antiga havia, portanto uma idade intermediária, que ficava no meio, sendo a média entre esses dois períodos. Assim nasceu o conceito de Idade Média. Essa classificação, na verdade, é uma simplificação preconceituosa, pois classifica uma cultura como inferior a outra e resume a história de diversos povos que viviam na Europa como uma só história.

De qualquer forma, o estudo desse período é extremamente importante, para podermos entender diversos aspectos da história do mundo ocidental.


Roma, Ocidente e Oriente
A Idade Média tem como marcos de seu começo e seu fim duas datas que se referem ao Império Romano. Seu início é marcado pela tomada de Roma pelos germanos: a derrubada do Império Romano do Ocidente ocorreu no ano de 476. O fim da era medieval é dado pelo ataque de Constantinopla, capital do Império Romano do Oriente, tomada pelos turcos em 1453.


Alta e Baixa Idade Média
Para compreender melhor esse vasto período, costuma usar-se uma subdivisão temporal entre Alta e Baixa Idade Média. A Alta Idade Média é o primeiro momento, quando ocorreu formação de diversas sociedades na Europa e se passou entre os séculos 5 e 10. Foi nesse período que se formaram os feudos, estabeleceram-se as relações de suserania e vassalagem, e o poder da Igreja Católica constituiu-se e fortaleceu-se.

Já o período da Baixa Idade Média, sua segunda e última fase, foi aproximadamente do século 10 ao século 15. A partir dessa época, novas idéias e novas práticas foram surgindo e houve um processo de decadência das instituições feudais, que se formaram ao longo dos cinco séculos anteriores.


Idéias equivocadas sobre a Idade Média
No entanto, mais do que pensar em auge e decadência, nascimento e morte de uma época, é importante entender que todos os aspectos que formaram o pensamento e as práticas medievais estão longe de representar um cenário único, um panorama unitário.

A idéia de Idade Média desde de muito tempo esteve associada a atraso, a uma época de "trevas" no conhecimento, de pouca liberdade e de restrita circulação de idéias. Embora essa concepção não esteja totalmente errada, de maneira nenhuma podemos imaginar que foi somente isso que ocorreu no continente europeu durante os 1.000 anos de duração do período medieval.

Por que não podemos dizer que a Idade Média foi uma época só de atraso para os povos europeus? Porque, embora impregnada pela mentalidade religiosa, a cultura floresceu, como comprova a arquitetura da época, com suas grandes catedrais. Da mesma maneira, no interior da Igreja, diversos pensadores se esforçaram para conciliar a religião cristã com a filosofia grega, em especial a de Aristóteles. Ao mesmo tempo, assentando-se sobre a organização social e jurídica do antigo Império Romano, a Igreja contribuiu para civilizar as tribos e reinos bárbaros.

Ao mesmo tempo, se é fato que durante a Alta Idade Média a economia esteve praticamente centrada na agricultura, isso ocorria porque os feudos produziam grande parte dos produtos que necessitavam consumir e a circulação de pessoas era restrita numa Europa povoada por fortificações isoladas uma da outra. No entanto, nem sempre esse cenário correspondeu à Europa inteira.


Além dos feudos
Assim, nem todas as relações sociais e de produção estavam concentradas nos feudos, com os senhores e servos. A partir do século 10, os povos que não se encaixavam nesse esquema, que viviam de outras atividades, como comércio e negócios, começaram a morar no entorno dos feudos, nas áreas de passagem e de feiras.

Enfim, não podemos mais continuar repetindo que a Idade Média (séculos 5 a 15) seja um período "de trevas", de falta de conhecimento e de opressão contra os povos. Repetir isso é complicado porque estaremos concordando com os artistas renascentistas, os "modernos", que tinham uma visão preconceituosa sobre o período medieval.

Na verdade, a própria Idade Moderna (a partir do século 15) foi conseqüência de muitas conquistas medievais, como o renascimento comercial da Europa (século 11), obtido principalmente devido a ação das Cruzadas (séculos 11 e 13).

Aula de revisão:
* As invasões bárbaras no Império Romano do Ocidente tiveram como causas:
- pressões sofridas pelos povos germânicos pelos mongóis que vinham do oriente;
- crises na administração interna de um Império muito grande;
- exército desorganizado e ineficiente.
* Os principais povos bárbaros que invadiram as fronteiras do Império Romano foram os francos, ostrogodos, visigodos, vândalos, saxões e hunos.

*Herança romana: servidão e colonato.
*Herança germânica: comitatus e benefício.

* A Igreja Católica. A instituição mais organizada e manipuladora de poder político e econômico.

* A igreja, instituição já organizada na época medieval, determinava a teoria social, hierarquizava a sociedade, condenava a usura, monopolizava a cultura e a educação, influenciava governantes e era grande detentora de terras.

* Divisão do Feudo: Manso servil, senhorial, terras em descanso, bosques, vilas e o castelo, etc.

* Fatores que ocasionaram o fracasso do sistema feudal: Ampliação das terras cultiváveis, inovações técnicas e crescimento demográfico formam um conjunto de mudanças decorrentes do desenvolvimento do feudalismo que permitiu a geração de excedentes agrícolas. Estabelecia-se uma economia com circuitos mercantis que articulava a produção local ao comércio de longa distância e impulsionava o desenvolvimento das cidades, centros econômicos onde se desenvolviam a especialização de funções. As catedrais góticas eram expressão dessas transformações: edificações urbanas, voltadas para abrigar grandes multidões e produto da ação de diversos artífices construídas a partir da concentração de riquezas produzidas pela expansão feudal.

* O renascimento comercial urbano muda o ar da cidade torna o homem livre, pois, na baixa Idade Média, os centros urbanos em luta por seus direitos libertaram-se, em parte, da tutela feudal. Os impostos cobrados em dinheiro, as atividades bancárias, a força política dos comerciantes (burguesia), o crescimento das corporações de ofícios, a retomada com mais vigor das rotas de comércio internacional impuseram um novo modo de viver ao mundo citadino.

* Retaliação da Igreja Católica para Libertar a Terra Santa (Jerusalém) do domínio muçulmano é chamada de Cruzadas, estas proporcionaram a reabertura do Mediterrâneo Ocidental ao comércio europeu, intensificando as relações mercantis da Europa com o Oriente, sobretudo com Constantinopla, Alexandria e Antioquia, criando-se assim, as bases para o Renascimento Comercial e Urbano da Baixa Idade Média.

Finalizo desejando uma excelente prova e muito sucesso a todos os alunos!!! Abraços.

Fonte de pesquisa: http://educacao.uol.com.br/historia/idade-media-idade-das-trevas-periodo-medieval-durou-dez-seculos.jhtm - 18/05/2011 às 14:22hs.