terça-feira, 20 de maio de 2014

Revisão 2° Bimestre 1° Ano do Ens. Médio

  •  A comparação entre o sistema feudal e a organização do futebol brasileiro fundamenta-se: na redução do feudalismo a um sistema fechado, autossuficiente e hierárquico, o que permite associar o feudo às federações, uma vez que ambos são apreendidos como unidades capazes de produzir riqueza e sustentar relações de poder; na atribuição de riqueza, de poder de mando e de exploração aos senhores feudais e aos cartolas. No caso do senhor feudal, a “massa” explorada é constituída pelos servos; no caso dos cartolas, a “massa” explorada é composta de torcedores dos vários clubes de futebol.
  •     Na comparação, são desconsiderados os seguintes elementos que caracterizam o feudalismo (o candidato deve caracterizar apenas um): economia com uso restrito de moeda, baseada na troca e no dom; posse da terra como critério de diferenciação dos grupos sociais, sobretudo dos senhores e dos servos; constituição da camada servil pela maior parte da população camponesa; presença da cavalaria que, em decorrência da relação feudo-vassálica, cumpre obrigações militares para com os senhores feudais.
  •    Pode-se ressaltar também o poder adquirido pela Igreja Católica durante o período e seu papel como sustentáculo do regime e como grande proprietária de terras e recebedora de benefícios.  
  •  Por que colocava o indivíduo em contato direto com Deus e, portanto, desprezava a importância da Igreja Católica. Segundo a instituição religiosa, a Igreja era a formada pelos representantes de Deus na terra e a única que poderia guiar e salvar os homens.
  •  A baixa idade média é um período caracterizado por transformações, época das cruzadas e do renascimento comercial e urbano. Para a maioria dos autores, esse período coincide com a formação das monarquias nacionais, quando o poder real tendeu a se fortalecer, o que implicou em perda do espaço por parte da Igreja Católica. Ao mesmo tempo, as relações entre reis e papas se redefiniram, pois a Igreja e a religião foram importantes instrumentos dos governantes para reforçar seu poder e isso pode ser entendido como um equilíbrio entre os poderes temporal e religioso.  
  •  Entre as contribuições da Idade Média para a posteridade, podem-se destacar:
- A preservação e difusão da filosofia clássica;
- A invenção de um novo tipo de arado, a charrua, e a utilização da rotação trienal (rodízio de campos).
  •  Entre as práticas ou instituições que conferiram à Idade Média a denominação de "Idade das Trevas", conceito este formulado no Renascimento e reforçado pelo Iluminismo, podem-se destacar:

- As limitações ao desenvolvimento das ciências, uma vez que experimentos químicos eram associados à bruxaria;
 - As ações violentas da Inquisição para impor os valores e poder da Igreja, vista como monopolizadora do saber.
  • O mundo medieval era assolado pelo medo da fome e pela própria fome. Em muito isso se devia à fragilidade das técnicas de produção e à estrutura econômica. A fome atingia a todos, mas, sobretudo, os camponeses expostos à pobreza e à insuficiência de sua auto-subsistência, já que o excedente de sua produção era apropriado pela classe senhorial. Além disso, no mundo medieval, não havia um sistema de armazenagem e de distribuição de trigo (tal como no mundo romano), o que agravava a situação. É nesse período que se desenvolvem o sonho do País de Cocanha e os mitos das comezainas e que se propagam as lendas dos milagres alimentares, tornando-se importante tema do imaginário medieval. Em meio à fome e à miséria, toda uma civilização sonhava com esses países e paraísos de abundância alimentar.  
  •  Na Europa Medieval, o trabalho manual na era exercido, sobretudo, pelos camponeses submetidos, em sua maioria, à condição de servos.
  • A Igreja determinava os papéis sociais e se utilizava de preceitos bíblicos como, "vais comer o fruto do vosso suor", para justificar o  trabalho manual como destinado à "terceira ordem" por determinação divina.
  • Pode-se mencionar que em decorrência do Renascimento Comercial e Urbano no final da Idade Média, o trabalho artesanal ganhou impulso e sua valorização pode ser verificada com o surgimento das Corporações de Ofício, das quais participavam  mestres, oficiais e aprendizes ligados à produção artesanal. Tais corporações, visavam o controle da produção e seu comércio nas localidades onde se estabeleciam. 

  •  Na servidão característica do feudalismo, os camponeses fixavam-se a uma propriedade territorial sob a dependência e proteção de um senhor, devendo ao proprietário (senhor feudal) obrigações costumeiras em gêneros ou em trabalho.
  • No séulo XVI, as altas taxas de mortalidade,  em decorrência da Peste Negra, que reduziam a oferta de mão de obra, aliadas às revoltas camponesas decorrentes da superexploração dos servos, contribuíram para que o trabalho servil fosse substituído por novas relações de trabalho. O arrendamento das terras aos camponeses passou a ser em troca de rendas em dinheiro e não mais em obrigações e em algumas terras, empregava-se o trabalho assalariado. Acrescenta-se ainda que no entorno das cidades que começavam a ressurgir ou crescer, expandiram-se as terras comunais, nas quais os trabalhadores eram livres.  
  • As cidades fazem parte do importante processo de transição feudo-capitalista por serem locais em que ocorriam transformações comerciais e atividades bancárias.  
  • Oposição ao caráter luxuoso, dogmático e distanciado dos princípios de Deus. Francisco de Assis propunha os votos de pobreza como forma de criticar e de estar próximo dos princípio cristãos.  
  • Sua cosmologia traduzia uma visão de mundo desigual, porém inquestionável. Seus dogmas eram hegemônicos. As torturas em aparelhos grotescos, julgamentos injustos e mortes violentas eram símbolo de poder.