O mundo árabe tem dado, nestes últimos meses, um forte exemplo de luta por democracia, ou seja, até mesmo o “inabalável” mundo árabe está sendo movido por uma causa iluminista de igualdade, liberdade e fraternidade.
Na velocidade de mudanças e informações em que vivemos e onde tudo é transmitido em fração de segundos, um site aparentemente inofensivo tornou-se a maior arma contra o autoritarismo dos líderes árabes. A Tunísia abriu uma série de atentados populares pró-democracia, isto é, jovens que a pouco tempo não tinham acesso a leitura de obras que não tratasse de Maomé, nem do Alcorão agora tem um acesso a uma rede social que dissemina ideais iluministas, onde o povo tem liberdade de expressão e ainda por cima tem um crescimento financeiro razoável. Exemplificando bem o regime de ditadura militar que afligiu o Brasil na década de 60 até a década de 80 deu ao povo brasileiro uma mote de liberdade onde cada um tem ideia do seu caráter democrático, ou seja, seu direito de ir e vir e de expressar a favor ou contra o regime.
Os jovens atuais tão recriminados por não terem ideias e muito menos ideais mostraram engrandecimento, sede de cultura e liberdade calando aqueles que foram jovens da década de 80 quando depuseram do cargo Ben Ali, Mubarak entre outros que tem seu cargo abalado por um motim juvenil que pressiona os regimes autoritários para uma mudança radical para um regime amplo de plenos direitos e que a sociedade possa, acima de tudo, ultrapassar o degrau da ditadura.
Por fim termino indagando de forma livre. Será que entrar para história é só para super-herói? Ou todos nós brasileiros, cearenses podemos sair às ruas com ideais formados e lutarmos contra inimigos não mais travestidos como forma de governo, e sim contra inimigos que aparentemente são nossos aliados e nos minam, ou melhor, nos matam sem percebermos como a mídia e suas mentiras, contra a falta de educação de nossos estados que se escondem por detrás das mesas e enganam todos os eleitores com suas falácias e por fim contra toda forma de opressão que vivemos em nosso cotidiano.
Viva a resistência da juventude que luta por seus ideais, viva aos jovens que saiam do marasmo das cadeiras universitárias e saiamos à rua para gritar a TODOS que nós somos jovens e lutamos, pois seria a maior contradição como compara Che “ser jovem e não ser revolucionário!”
Prof: Márcio Lôbo