sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Humberto - Período democrático brasieiro

Governo Gaspar Dutra (1946-1951) Democracia e fim do Estado Novo Renato Cancian* Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação O general Gaspar Dutra, eleito pela aliança PSD-PTB Em 1945, a ditadura do Estado Novo chegou ao fim e foi substituído por um regime democrático. O Estado Novo entrou em crise por pressão das forças políticas de oposição, tanto de caráter elitista como popular. Getúlio Vargas, que comandou os destinos do Brasil durante quinze anos previu as dificuldades em torno da manutenção do governo ditatorial. Por conta disso tentou se manter no poder fazendo algumas concessões políticas. Nos primeiros meses de 1945 decretou a anistia e teve início o processo de reorganização dos partidos políticos com a indicação de candidatos a presidência da República, com eleições marcadas para dezembro. Tentativas de continuismo Habilmente, Getúlio patrocinou a formação de dois partidos políticos: o Partido Social Democrático (PSD), que representava os interesses das oligarquias vinculadas aos interventores getulistas; e o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), vinculado à estrutura sindical trabalhista subordinada ao Estado varguista. As manobras políticas de Getúlio foram mais além, com a legalização do Partido Comunista Brasileiro (PCB) que havia sido desarticulado e perseguido durante seu governo ditatorial. O PSB, o PTB e o PCB patrocinaram um amplo movimento que pregava a "Constituinte com Getúlio". Conhecido também como movimento "queremista", a aliança entre essas forças políticas em apoio a um governo de "União nacional com Getúlio" alertou os chefes militares para a possibilidade de Vargas vir a boicotar as eleições, com objetivo de se manter no cargo. Por conta disso, em 29 de outubro de 1945, um golpe liderado pelos generais Góes Monteiro e Eurico Gaspar Dutra depuseram Getúlio Vargas da presidência da República. As eleições de 1945 Afastada a possibilidade de continuidade do governo getulista, em dezembro de 1945 foram realizadas eleições para a Assembléia Constituinte e para presidência da República. Para a Assembléia Constituinte, a representação partidária foi a seguinte: o PSD obteve 54 por cento dos votos, a União Democrática Nacional (UDN) obteve 28 por cento dos votos, enquanto que o PTB obteve 7,5 por cento; por fim, os demais partidos em conjunto obtiveram 7,3 por cento dos votos. Na disputa eleitoral para presidência da República, a UDN que era representante dos setores liberais conservadores lançou como candidato o brigadeiro Eduardo Gomes; o PTB em aliança com o PSD lançou o nome do general Eurico Gaspar Dutra; e o PCB disputou o pleito com o candidato Yedo Fiuza. O general Eurico Gaspar Dutra venceu as eleições com 55 por cento dos votos. A Constituição de 1946 Em setembro de 1946 promulgava-se a quinta Constituição brasileira, que congregou principios liberais e conservadores. Por um lado, assegurou a manutenção da república federativa presidencialista, o voto secreto e universal para maiores de 18 anos, excetuando-se militares, analfabetos e religiosos, a divisão do Estado em três poderes independentes, restauração das garantias individuais aos cidadãos, fim da censura e da pena de morte. Por outro, preservou a estrutura fundiária tornando intocáveis os grandes latifúndios, a estrutura sindical de cunho fascista com os grandes sindicatos trabalhista vinculados ao Estado, e a rejeição das propostas de nacionalização de bancos e algumas indústrias. O governo de Eurico Gaspar Dutra A Constituição concedia e assegurava direitos civis e políticos aos cidadãos brasileiros. Não obstante, quando se tratava de assuntos relacionados com movimentos populares, movimentos trabalhistas e atividades dos adeptos da ideologia comunista, o presidente Gaspar Dutra afastou-se da legalidade. O governo adotou medidas repressivas contra a tentativa de reorganização sindical dos trabalhadores, proibindo a existência do Movimento Unificador dos Trabalhadores (MUT). O MUT havia sido organizado pelos líderes sindicais desejosos da construção de um sindicalismo trabalhista autônomo livre da rotineira interferência estatal nos órgãos de classe. O governo proibiu as eleições sindicais e interveio em praticamente todos os sindicatos. No último ano do mandato de Gaspar Dutra, cerca de 200 sindicatos trabalhistas se encontravam sob intervenção governamental. Autoritarismo Em maio de 1947, o governo colocou na ilegalidade o PCB, e cerca de oito meses depois cassou o mandato de seus representantes no Congresso, inclusive o mandato de Luis Carlos Prestes, figura histórica que conseguiu se eleger senador com o maior número de votos. No curto período de sua existência legal, o PCB tornou-se o maior partido comunista da América Latina, com cerca de 200 mil partidários, e obteve importantes conquistas eleitorais. A política governamental repressiva contra as atividades do PCB foi acompanhada por uma política externa que estreitou os vínculos entre Brasil e Estados Unidos. Após a Conferência para Manutenção da Paz e da Segurança do Continente, patrocinada pelo governo dos Estados Unidos, em 1946, o Brasil rompeu relações diplomáticas com a União Soviética. Com essa política externa, o Brasil se colocava ao lado dos Estados Unidos no contexto internacional da chamada Guerra Fria. Plano SALTE Quinze anos de governo varguista foram mais que suficientes para consolidar uma política desenvolvimentista baseada nos princípios do planejamento econômico com uma forte interferência estatal nos setores produtivos industriais e financeiros. Quando assumiu a presidência da República, Eurico Gaspar Dutra deu continuidade a esse padrão de desenvolvimento do país com a elaboração e aplicação do Plano SALTE, iniciais que representavam planejamento na área da saúde (S), alimentação (AL), transporte (T) e energia (E). O plano SALTE não alcançou o êxito esperado, em razão da fragmentação das atividades em cada área concebida como prioritária, o que comprometeu suas potencialidades. Ainda assim, ele foi um importante fator de crescimento e desenvolvimento da econômia brasileira no período em questão. A democracia nascente O período que abrange os anos de 1946 a 1964, é considerado pelos historiadores e cientistas sociais como a primeira experiência de regime democrático no Brasil. O período de existência da República Oligárquica ou República Velha (1889-1930) esteve longe de representar uma experiência verdadeiramente democrática devido aos incontáveis vícios políticos mascarados por princípios de legalidade juridica prescritos nas leis. Não obstante, o presidente Eurico Gaspar Dutra praticou uma política governamental deliberadamente autoritária a partir de medidas que desrespeitou flagrantemente a Constituição vigente. A repressão para impedir o crescimento vertiginoso dos comunistas e o avanço dos movimentos sociais e sindicais dos trabalhadores pode ser considerada os exemplos mais evidentes do autoritarismo do governamental neste período inicial da experiência democrática no Brasil. fonte: http://educacao.uol.com.br/historia-brasil/governo-gaspar-dutra-1946-1951-democracia-e-fim-do-estado-novo.jhtm

Humberto dá uma lida ae!!!!!!

História do Imperialismo e Neocolonialismo Na segunda metade do século XIX, países europeus como a Inglaterra, França, Alemanha, Bélgica e Itália, eram considerados grandes potências industriais. Na América, eram os Estados Unidos quem apresentavam um grande desenvolvimento no campo industrial. Todos estes países exerceram atitudes imperialistas, pois estavam interessados em formar grandes impérios econômicos, levando suas áreas de influência para outros continentes. Com o objetivo de aumentarem sua margem de lucro e também de conseguirem um custo consideravelmente baixo, estes países se dirigiram à África, Ásia e Oceania, dominando e explorando estes povos. Não muito diferente do colonialismo dos séculos XV e XVI, que utilizou como desculpa a divulgação do cristianismo; o neocolonialismo do século XIX usou o argumento de levar o progresso da ciência e da tecnologia ao mundo. Na verdade, o que estes países realmente queriam era o reconhecimento industrial internacional, e, para isso, foram em busca de locais onde pudessem encontrar matérias primas e fontes de energia. Os países escolhidos foram colonizados e seus povos desrespeitados. Um exemplo deste desrespeito foi o ponto culminante da dominação neocolonialista, quando países europeus dividiram entre si os territórios africano e asiático, sem sequer levar em conta as diferenças éticas e culturais destes povos. Entre novembro de 1884 e fevereiro de 1885 foi realizado o Congresso de Berlim. Neste encontro, os países europeus imperalistas organizaram e estabeleceram regras para a exploração da África. Na divisão territorial que fizeram, a cultura e as diferenças étnicas dos povos africanos não foram respeitadas. Devido ao fato de possuírem os mesmo interesses, os colonizadores lutavam entre si para se sobressaírem comercialmente. O governo dos Estados Unidos, que já colonizava a América Latina, ao perceber a importância de Cuba no mercado mundial, invadiu o território, que, até então, era dominado pela Espanha. Após este confronto, as tropas espanholas tiveram que ceder lugar às tropas norte-americanas. Em 1898, as tropas espanholas foram novamente vencidas pelas norte-americanas, e, desta vez, a Espanha teve que ceder as Filipinas aos Estados Unidos. Um outro ponto importante a se estudar sobre o neocolonialismo, é à entrada dos ingleses na China, ocorrida após a derrota dos chineses durante a Guerra do Ópio (1840-1842). Esta guerra foi iniciada pelos ingleses após as autoridades chinesas, que já sabiam do mal causado por esta substância, terem queimado uma embarcação inglesa repleta de ópio. Depois de ser derrotada pelas tropas britânicas, a China, foi obrigada a assinar o Tratado de Nanquim, que favorecia os ingleses em todas as clausulas. A dominação britânica foi marcante por sua crueldade e só teve fim no ano de 1949, ano da revolução comunista na China. Como conclusão, pode-se afirmar que os colonialistas do século XIX, só se interessavam pelo lucro que eles obtinham através do trabalho que os habitantes das colônias prestavam para eles. Eles não se importavam com as condições de trabalho e tampouco se os nativos iriam ou não sobreviver a esta forma de exploração desumana e capitalista. Foi somente no século XX que as colônias conseguiram suas independências, porém herdaram dos europeus uma série de conflitos e países marcados pela exploração, subdesenvolvimento e dificuldades políticas. Fonte: http://www.suapesquisa.com/historia/imperialismo/

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

TD de recuperação do 9° ano do Colégio Jemina Gois

1. "Somos uma raça superior e devemos governar com dureza [...] Arrancarei deste país tudo que puder. Não vim para espalhar bem-aventurança [...] A população deve trabalhar sempre [...] Não viemos para distribuir o maná [vantagens]. Viemos para criar as bases da vitória. Somos uma raça superior que precisa lembrar que o mais humilde operário alemão é, racial e biologicamente, mais valioso que a população daqui." (Fonte: Adap. de Erich Koch, Comissário do Reich na Ucrânia em março de 1943, in: SHIRER, William L. Ascensão e queda do III Reich. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 1967, vol. 4, p. 13) O Texto permite identificar alguns valores que permeavam a ação alemã na Segunda Guerra Mundial (1939-1945). a) Identifique no texto dois valores da ideologia nazista. b) Cite duas razões que levaram o Brasil a participar da Segunda Guerra Mundial. 2. Hiroshima, Japão. No exato momento em que 60 anos antes a primeira bomba atômica da história devastava a cidade de Hiroshima no Japão, mais de 50 mil pessoas fizeram um minuto de silêncio em homenagem às vítimas do ataque. Às 8:15 min [...] o mundo relembrou a detonação da arma mais poderosa já vista no planeta até então, que matou cerca de cem mil pessoas diretamente e outras milhares nos anos seguintes. Fonte: Adaptado de O GLOBO de 06 de agosto de 2005, p.36. a) Apresente um argumento do governo norte-americano em defesa da ação que devastou Hiroshima, no dia 06 de agosto de 1945, e Nagasaki, três dias depois. b) Considerando a situação militar da Ásia Oriental em meados de 1945, mencione uma crítica aos bombardeios dessas duas cidades japonesas. 3. Leia o texto a seguir e responda a questão. Cerca de 20 líderes mundiais reunidos na França deixaram de lado suas divergências políticas - sobretudo no que diz respeito à invasão do Iraque - para comemorar ontem os 60 anos do desembarque das tropas aliadas na Normandia. Nas homenagens aos mortos e aos veteranos de uma das batalhas mais decisivas da História, prevaleceu o espírito de união que garantiu a vitória sobre os nazistas na II Guerra Mundial. "JORNAL DO BRASIL", Rio de Janeiro, segunda-feira, 7 de junho de 2004. p. 20. O texto citado faz referência a dois momentos de grande importância para a política mundial, o dia D (6 de junho de 1944) durante a 2 Guerra Mundial (1939/45) e a invasão do Iraque por tropas de uma coalizão, lideradas pelos Estados Unidos da América em 2004. Com base nesses acontecimentos, a) Analise a importância do desembarque dos Aliados na Normandia para a II Guerra Mundial. b) Cite duas razões que geraram as divergências dos líderes mundiais frente à atual situação iraquiana. 4. "Esta guerra, de fato, é uma continuação da anterior." (Winston Churchill, trecho de seu pronunciamento no Parlamento Inglês, 21/08/1941) A partir da continuidade admitida no texto, procure caracterizar o capitalismo monopolista, importante elo da crise que permeou os dois conflitos mundiais. 5. A ALCA é parte de um projeto integral dos Estados Unidos que começa há muito tempo, na realidade, há quase dois séculos, quando, em 1823, James Monroe proclama a famosa doutrina que leva seu nome, a da América para os americanos. ATILIO BORON Adaptado de http://www.revistaforum.com.br A política externa dos Estados Unidos sempre se constituiu em um elemento preponderante nas relações entre os povos americanos, apesar das diferentes conjunturas verificadas ao longo desses quase duzentos anos. a) Descreva o contexto histórico em que surgiu a Doutrina Monroe e aponte seu principal objetivo. b) Indique a proposta dos idealizadores da ALCA e a principal argumentação dos críticos dessa proposta. 6. A belle époque do começo do século XX acabou num período de caos sistêmico (1914-48), caracterizado por guerras, revoluções e pela crise profunda dos processos globais de acumulação de capital. É bem possível que a belle époque do final do século XX esteja para desembocar num período caótico, em muitos aspectos análogo (mas em outros aspectos bem diferente) ao período 1914-48. Se for o caso, o colapso do comunismo na Europa oriental será visto retrospectivamente como o final, não como o começo, de uma era de prosperidade e segurança para o Ocidente. O fato de o colapso do comunismo ter sido seguido imediatamente pela crise Iraque e Kuwait e a primeira recessão séria da economia americana desde 1982 sugerem que isso pode estar acontecendo. (G. Arrighi, "A desigualdade mundial na distribuição de renda e o futuro do socialismo".) a) Que nome recebeu a guerra que teve início com a crise entre Iraque e Kuwait a que se refere o autor do texto? b) Nas duas últimas décadas do século XX, imperou em muitos países do mundo um sistema político e econômico que ficou conhecido como neoliberalismo. Quais os princípios desse sistema? TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO Planos, metas e Brasília O "planejamento econômico" estava no ar desde os anos 30, influenciado principalmente pelo sucesso da política do New Deal, aplicada por Franklin Delano Roosevelt à Depressão norte-americana. Como governador de Minas (1945-51), JK adotara o binômio energia/transportes como metas de desenvolvimento. O Plano de Metas foi a primeira medida de planejamento econômico 'stricto sensu', no Brasil. Constava de 31 metas, agrupadas em cinco setores básicos, para os quais deveriam ser encaminhados todos os investimentos públicos e privados do país: energia, transportes, indústrias de base, alimentação e educação (...). A meta 31, denominada meta síntese, era a construção de Brasília, que foi inaugurada em 21 de abril de 1960. Entre 1956 e 1961, a economia brasileira cresceu, em média, 8,1% ao ano (...). A fabricação de automóveis e de material elétrico ultrapassou 25% ao ano. Vários outros setores, como siderurgia, álcalis, celulose e papel, construção e pavimentação de rodovias, ultrapassaram as metas estabelecidas. (Revista "Problemas Brasileiros". n. 352. julho/ago/2002. p. 22) 7. O texto identifica dois momentos da história contemporânea associados, respectivamente, à a) Revolução Francesa, que pôs em prática os ideais de liberdade e fraternidade e à Revolução Socialista, que se inspirou no princípio de igualdade social. b) Primeira Guerra Mundial, que acabou por ressaltar as contradições do capitalismo e à Segunda Grande Guerra, que dividiu o mundo em dois blocos antagônicos. c) Guerra do Oriente Médio, que provocou a crise econômica do mundo capitalista e à Primeira Grande Guerra, que enfraqueceu os países com regimes democráticos. d) Primeira Guerra Mundial, que criou condições para o desenvolvimento do capitalismo moderno e à Revolução Russa, que desmantelou a ordem capitalista e burguesa. e) Segunda Guerra Mundial, que combateu os regimes políticos totalitários na Europa e à Revolução Russa, que promoveu o desenvolvimento econômico dos países pobres. TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO Cultura dos almanaques 1. Como explicar ao meu leitor mais jovem o que é (ou o que era) um ALMANAQUE? Vamos ao dicionário. Lá está, entre outras acepções, a que vem ao caso: folheto ou livro que, além do calendário do ano, traz diversas indicações úteis, poesias, trechos literários, anedotas, curiosidades etc. O leitor não faz idéia do que cabia nesse etc.: charadas, horóscopo, palavras cruzadas, enigmas policiais, astúcias da matemática, recordes mundiais, caricaturas, provérbios, dicas de viagem, receitas caseiras... Pense em algo publicável, e lá estava. 2. Já ouvi a expressão "cultura de almanaque", dita em tom pejorativo. Acho injusto. Talvez não seja inútil conhecer as dimensões das três pirâmides, ou a história de expressões como "vitória de Pirro", "vim, vi e venci" e "até tu, Brutus?". E me arrepiava a descrição do ataque à base naval de Pearl Harbor, da guilhotina francesa, do fracasso de Napoleão em Waterloo, da queda de Ícaro, das angústias de Colombo em alto mar. Sim, misturava povos e séculos com grande facilidade, mas ainda hoje me valho das informações de almanaque para explicar, por exemplo, a relação que Pitágoras encontrou não apenas entre catetos e hipotenusa, mas - pasme, leitor - entre o sentimento da melancolia e o funcionamento do fígado. Um bom leitor de almanaque explica como uma bela expressão de Manuel Bandeira - "o fogo de constelações extintas há milênios" - é também uma constatação da astrofísica. 3. Algum risco sempre havia: não foi boa idéia tentar fazer algumas experiências químicas com produtos caseiros. E alguns professores sempre implicavam quando eu os contestava ou argüía, com base no almanaque. Pegadinhas do tipo "quais são os números que têm relações de parentesco?" ou questões como "por que uma mosca não se esborracha no vidro dentro de um carro em alta velocidade?" não eram bem-vindas, porque despertavam a classe sonolenta. Meu professor de Ciências fechou a cara quando lhe perguntei se era hábito de Arquimedes tomar banho na banheira brincando com bichinhos que bóiam, e minha professora de História fingiu que não me ouviu quando lhe perguntei de quem era mesmo a frase "E no entanto, move-se!", que eu achei familiar quando a li pintada no pára-choque de um fordinho com chapa 1932 (relíquia de um paulista orgulhoso?). 4. Almanaque não se emprestava a ninguém: ao contrário de um bumerangue, nunca voltaria para o dono. Lembro-me de um exemplar que falava com tanta expressão da guerra fria e de espionagem que me proporcionou um prazer equivalente ao das boas páginas de ficção. Um outro ensinava a fazer balão e pipa, a manejar um pião, e se nunca os fiz subir ou rodar era porque meu controle motor já não dava inveja a ninguém. Em compensação, conhecia todas as propriedades de uma carnaubeira, o curso e o regime do rio São Francisco, fazia prodígios com ímãs e saberia perfeitamente reconhecer uma voçoroca, se viesse a cair dentro de uma. 5. Pouco depois dos almanaques vim a conhecer as SELEÇÕES - READER'S DIGEST - uma espécie de almanaque de luxo, de circulação regular e internacional. Tirando Hollywood, as SELEÇÕES talvez tenham sido o principal meio de difusão do AMERICAN WAY OF LIFE, a concretização editorial do SLOGAN famoso: TIME IS MONEY. Não tinha o charme dos almanaques: levava-se muito a sério, o humor era bem-comportado, as matérias tinham um tom meio autoritário e moralista, pelo qual já se entrevia uma América (como os EUA gostam de se chamar) com ares de dona do mundo. Não tinha a galhofa, o descompromisso macunaímico dos nossos almanaques em papel ordinário. Eu não trocaria três exemplares do almanaque de um certo biotônico pela coleção completa das SELEÇÕES. 6. Adolescente, aprendi a me especializar nas disciplinas curriculares, a separar as chamadas áreas do conhecimento. Deixei de lado os almanaques e entrei no funil apertado das tendências vocacionais. Com o tempo, descobri este emprego de cronista que me abre, de novo, todas as portas do mundo: posso falar da minha rua ou de Bagdad, da reunião do meu condomínio ou da assembléia da ONU, do meu canteirinho de temperos ou da safra nacional de grãos. Agora sou autor do meu próprio almanaque. Se fico sem assunto, entro na Internet, esse almanaque multidisciplinaríssimo de última geração. O "buscador" da HOME PAGE é uma espécie de oráculo de Delfos de efeito quase instantâneo. E o inglês, enfim, se globalizou pra valer: meus filhos já aprenderam, na prática, o sentido de outro SLOGAN prestigiado, NO PAIN, NO GAIN (ou GAME, no caso deles). Se eu fosse um nostálgico, diria que, apesar de todo esse avanço, os velhos almanaques me deixaram saudades. Mas não sou, como podeis ver. (Argemiro Fonseca) 8. O ataque à base naval de Pearl Harbor tornou-se um dos acontecimentos decisivos para o desfecho da Segunda Guerra Mundial. Esse ataque a) representou a primeira grande derrota dos aliados, uma vez que os japoneses passaram a utilizar armas atômicas contra cidades asiáticas, porque estas defendiam os aliados. b) criou condições favoráveis para os aliados na luta contra as forças nazi-fascistas, pois foi um fato histórico decisivo para a entrada dos Estados Unidos da América na guerra. c) contribuiu para o aumento do poderio estratégico e militar dos alemães, haja vista o aniquilamento quase total das forças americanas e de seus aliados no Leste Europeu. d) marcou a derrota final dos países que faziam parte da Tríplice Entente, tornando-se o símbolo da restauração da democracia e do liberalismo em toda a Europa. e) foi importante para o fortalecimento do nazi-fascismo, em razão da vitória esmagadora das forças alemãs sobre o exército soviético e de outros países do Leste Europeu. 9. Apesar de possuírem zonas de influência no mundo, alguns países estavam insatisfeitos e, aliados, entraram na 2 Guerra Mundial. Esses países eram: a) Japão, Espanha e Itália. b) Estados Unidos, Itália e Inglaterra. c) Rússia, Letônia e França. d) Alemanha, Itália e Japão. e) França, Inglaterra e Itália. 10. (BELMONTE, 1943. In: JAGUAR (org.). Caricatura dos tempos. São Paulo: Melhoramentos, 1982.) A caricatura acima refere-se a dois momentos das relações entre a Alemanha e a URSS no entre-guerras. A alternativa que identifica esses momentos é: a) Conferência de Munique - invasão alemã à Polônia b) T ratado de Moscou - Política alemã de expansão para o leste c) Política de Apaziguamento - Pacto tripartite entre Alemanha, Itália e Japão d) Pacto de não-agressão germano-soviético - invasão da URSS pelas tropas alemãs 11. NAKAZAWA, K. "Gen. O dia seguinte". São Paulo: Conrad, 2001, p. 5. Do ponto de vista dos Estados Unidos, as bombas lançadas em Hiroshima e Nagasaki visavam a) a abreviar a guerra com o Japão e a provar aos países europeus a sua superioridade econômica. b) a concretizar o entendimento diplomático com o Japão e a Alemanha, com vistas à consolidação da paz. c) a encerrar a guerra com menos custos de vidas humanas para os dois lados do conflito. d) a testar nova tecnologia militar e a inaugurar o exercício do poder sem utilização de técnicas de terror. e) a sinalizar para a URSS o seu poderio bélico e a terminar a guerra sem maior custo de tropas e armas americanas. 12. O fato concreto que desencadeou a Segunda Guerra Mundial foi: a) a saída dos invasores alemães do território dos Sudetos na Tchecoslováquia. b) a tomada do "corredor polonês" que desembocava na cidade livre de Dantzig (atual Gdansk) pelos italianos. c) a invasão da Polônia por tropas nazistas e a ação da Inglaterra e da França em socorro dos seus aliados, declarando guerra ao Terceiro Reich. d) a efetivação de "Anschluss", que desmembrava a Áustria da Alemanha. e) a invasão da Petrônia por tropas alemãs, quebrando o Pacto Germânico-Soviético. 13. "... a morte da URSS foi a maior catástrofe geopolítica do século. No que se refere aos russos, ela se tornou uma verdadeira tragédia" (Vladimir Putin, presidente da Rússia, abril de 2005) "Para mim, o maior evento do século XX foi o colapso da URSS, que completou o processo de emancipação das nações" (Adam Rotfeld, chanceler da Polônia, abril de 2005) As duas declarações a) coincidem, a partir de pontos de vistas opostos, sobre a importância do desaparecimento da União Soviética. b) revelam que a Polônia, ao contrário da Rússia e dos demais ex-países do Pacto de Varsóvia, beneficiou-se com o fim da União Soviética. c) mostram ainda ser cedo para afirmar que o desaparecimento da União Soviética não foi historicamente importante. d) consideram que o fim da União Soviética, embora tenha sido uma tragédia, beneficiou russos e poloneses. e) indicam já ser possível afirmar, em caráter definitivo, que o fim da União Soviética foi o acontecimento mais importante da história. 14. Em 1989, o líder soviético Mikhail Gorbatchev visita a ilha de Cuba. Nos tempos da Perestroika, o presidente russo tem como meta: a) reaproximar o líder cubano do governo norte-americano com o objetivo de derrubar o bloqueio econômico imposto à ilha caribenha. b) convencer Fidel Castro a abrir o regime para garantir o ingresso de Cuba na nova ordem mundial capitalista. c) informar ao dirigente cubano a retirada dos investimentos soviéticos em Cuba, devido à grave crise econômica em curso na URSS. d) integrar a URSS à nova Organização Latino Americana de Solidariedade patrocinada pelo ditador Fidel Castro. 15. Analise a imagem a seguir. Com base na charge e nos conhecimentos sobre o processo de globalização, é correto afirmar: a) A heterogeneidade cultural foi fator determinante no processo de ampliação da desigualdade social planetária, visto que alimenta práticas repulsivas à incorporação dos benefícios da globalização. b) A globalização resultou no aumento do número de empregos, na ampliação do mercado formal de trabalho, na melhoria dos contratos de trabalho e na ampliação das conquistas sindicais. c) A charge demonstra que, com os processos de globalização, os excluídos no planeta foram brindados com um irreversível processo de incorporação ao mercado consumidor. d) Com o processo de globalização, apesar da abertura de novos mercados, uma parcela significativa da população mundial encontra-se à margem do consumo de produtos básicos. e) A charge retrata a prática conhecida do "dumping" (rebaixamento) comercial, estratégia inerente à globalização econômica que equalizou o acesso às mercadorias no planeta. 16. A partir da observação do quadro, analise as afirmativas a seguir. I - A Eslovênia possui pouca importância no conjunto da lugoslávia, porque tem uma das menores populações e pequena participação na economia e nas exportações. II - A Bósnia, apesar de concentrar boa parte da população iugoslava, não possui uma grande participação na economia. III - Na Sérvia, concentra-se a maior parte dos benefícios econômicos, por isso apresenta o maior índice de participação nas exportações em relação às demais regiões. Está(ão) correta(s) a) apenas I. b) apenas I e II. c) apenas II. d) apenas III. e) apenas II e III.

Td de recuperação dos segundos anos do Colégio Salomé Bastos e Jemina Gois

1. "Guerra improvável, paz impossível." Em que esta frase de Raymond Aron ilustra as relações americano-soviéticas de 1945 a 1989? 2. "Existem hoje, sobre a terra, dois grandes povos que, tendo partido de pontos diferentes, parecem adiantar-se para o mesmo fim: são os americanos e os russos. (...) Para atingir a sua meta, o primeiro apóia-se no interesse pessoal e deixa agir, sem dirigí-las, a força e a razão dos indivíduos. O segundo concentra num homem, de certa forma todo o poder da sociedade. Um tem por principal meio a liberdade; o outro, a servidão. O seu ponto de partida é diferente, os seus caminhos são diversos; não obstante, cada um deles parece convocado, por um desígnio secreto da Providência, a deter nas mãos, um dia, os destinos da metade do mundo". (Alexis de Tocqueville, A DEMOCRACIA NA AMÉRICA, 1835) Comente este texto publicado há mais de um século e meio. 3. "O monopólio da bomba atômica, cujo poder de destruição fora demonstrado em Hiroshima e Nagasaki, deu aos Estados Unidos a temporária ilusão de que seriam os senhores exclusivos do mundo (...) A penetração da ciência nos segredos da desintegração do átomo passou a influenciar as relações internacionais." A partir do texto, esclareça como se chegou: a) ao equilíbrio do terror nuclear; b) à coexistência pacífica. 4. Na fase Pós-Guerra emergiram e se consolidaram dois grandes blocos rivais, liderados pelos EUA e a URSS, originando a Guerra Fria. a) Discorra sobre as diferenças, apenas do ponto de vista econômico, entre capitalismo e socialismo. b) Apresente os nomes dos países onde o socialismo chegou a ser questionado através do Sindicato Solidariedade, da perestroika e da repressão às manifestações na Praça da Paz Celestial. 5. A partir da Perestroika, presenciamos um processo de abertura no leste europeu que vem modificar uma divisão de poderes entre as grandes potências, estabelecidas desde o final da Segunda Guerra Mundial. A reunificação das duas Alemanhas é parte importante destas transformações, pois modifica um regime de equilíbrio vigente há quase cinqüenta anos. Em que condições históricas a Alemanha foi dividida? Quais as conseqüências, para a política mundial, dessa divisão do mundo em dois blocos de poder? 6. "Um dos exemplos do estado de pânico total que dominou a sociedade norte-americana naqueles anos iniciais da década foi a 'cruzada anticomunista' que levou o nome de Macarthismo por causa do senador Joseph MacCarthy." (Dea Fenelon, A GUERRA FRIA,1983) Explique o que foi o Macarthismo e as suas relações com a Guerra Fria. TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO Urbanização descontrolada Na verdade, o grande período da sociedade brasileira foi o pós-guerra, quando é adotado o padrão da sociedade de "bem-estar social". Esse é o melhor momento tanto em termos de crescimento econômico quanto de crescimento ligado a uma política redistributiva. Foram abertos canais de promoção social, com investimentos públicos em infra-estrutura, em serviços de base, educação, saúde e urbanização. Isso perdurou até os fins dos anos 1970, mas a partir daí o país voltou a patinar e tornou-se cada vez mais concentrador de renda. Como, mesmo com retração econômica, a população continuou a crescer, passamos a ter cada vez mais marginalizados e excluídos. Hoje, o que era um problema social virou um problema de segurança e vivemos o agravamento de um quadro que era excludente. Temos uma situação de confronto entre o contigente de excluídos e aqueles que concentram as possibilidades. (Nicolau Sevcenko. In: "Cartacapital", 8/10/2003, p. 38) 7. O período pós-Segunda Guerra Mundial até os anos 1970, foi marcado por uma série de transformações socioeconômicas e políticas na Europa Ocidental, dentre as quais, o fortalecimento da chamada sociedade de bem-estar social, que teve intrínsecas relações com a) a postura isolacionista dos europeus em relação à política instaurada pelas duas superpotências mundiais durante a Guerra Fria. b) o processo de privatizações e de desmantelamento do Estado realizado sob inspiração dos ideólogos do liberalismo econômico. c) as concessões do Estado às organizações de trabalhadores em razão, dentre outras, do temor à proliferação dos ideais socialistas. d) a vitória do Estado neoliberal, que eliminou grande parte dos direitos sociais e políticos conquistados pelas organizações sindicais. e) o intenso intercâmbio comercial realizado com países do Leste Europeu visando sobretudo sua recuperação econômica. 8. (BELMONTE, 1946. In: JAGUAR (org.). Caricatura dos tempos. São Paulo: Melhoramentos, 1982.) A caricatura acima refere-se ao contexto histórico da Guerra Fria, marcado por um sistema de relações na política internacional que estabelece um estado entre beligerância e não-beligerância. A Guerra Fria pode ser caracterizada por: a) cisão no bloco socialista, a partir da oposição entre União Soviética e China b) formação de alianças continentais, devido às tensões decorrentes da descolonização c) ocorrência de conflitos localizados, em função da possibilidade de utilização da energia atômica d) confronto direto entre os Estados Unidos e a União Soviética, em virtude da divisão da Europa pela cortina de ferro 9. O lançamento da bomba atômica sobre Hiroshima e Nagasaki, em 6 de agosto de 1945, provocou a rendição incondicional do Japão, na Segunda Guerra. Nesse momento, o mundo ocidental vivia a dualidade ideológica, capitalismo e socialismo. Nesse contexto, o lançamento da bomba está relacionado com a) o descompasso entre o desenvolvimento da ciência, financiado pelos Estados beligerantes, e os interesses da população civil. b) a busca de hegemonia dos Estados Unidos, que demonstraram seu poder bélico para conter, no futuro, a União Soviética. c) a persistência da luta contra o nazi-fascismo, pelos países aliados, objetivando a expansão da democracia. d) a difusão de políticas de cunho racista associadas a pesquisas que comprovassem a superioridade da civilização européia. e) a convergência de posições entre norte-americanos e soviéticos, escolhendo o Japão como inimigo a ser derrotado. 10. Entre 1961 e 1973, um total de 57.939 norte-americanos morreram no conflito da Indochina, a mais longa e custosa guerra externa na história dos Estados Unidos. A Força Aérea dos EUA jogou sobre o Vietnã uma tonelagem de bombas mais de três vezes superior ao que foi jogado na Alemanha durante a Segunda Guerra. KEYLOR, William R. "The twentieth-century world"; an international history. New York: Oxford University Press, 1996. p. 375. Considerando-se a Guerra do Vietnã, é CORRETO afirmar que a) o conflito foi motivado pela intenção do Governo norte-americano de impedir a expansão do Comunismo no Sudeste asiático. b) os norte-americanos deram apoio decidido às ações de seu Governo no Vietnã e manifestaram insatisfação quando suas tropas foram retiradas de lá. c) os vietnamitas que enfrentavam o exército dos EUA lutavam em condições difíceis, pois não dispunham de apoio externo. d) a saída das tropas norte-americanas e a subseqüente derrota das forças locais pró-Ocidente levou à divisão do Vietnã. 11. A Guerra Fria, nos anos 1950/60, deu lugar à política de distensão entre os EUA e a URSS conhecida como Coexistência Pacífica. Entre as causas que contribuíram para essa mudança, NÃO se encontra a) a grande dianteira econômico-militar alcançada pelos EUA nessa época, que obrigou a URSS a adotar uma posição defensiva. b) a divergência surgida no campo socialista entre a URSS e a China. c) a recuperação econômica da Europa, que permitiu maior autonomia política a alguns países, como a França do governo De Gaulle. d) a relativa equivalência de forças dos blocos que resultou da Guerra da Coréia e do equilíbrio nuclear alcançado entre as duas superpotências. e) a expansão da descolonização afro-asiática, que gerou uma nova realidade política com a Conferência de Bandung (1955) e o estabelecimento do Movimento dos Não-Alinhados (1961). 12. Sobre a queda do muro de Berlim, no dia 10 de novembro de 1989, é correto afirmar que a) o fato acirrou as tensões entre Oriente e Ocidente, manifestas na permanência da divisão da Alemanha. b) resultou de uma longa disputa diplomática, que culminou com a entrada da Alemanha no Pacto de Varsóvia. c) expressou os esforços da ONU que, por meio de acordos bilaterais, colaborou para reunificar a cidade, dividida pelos aliados. d) constituiu-se num dos marcos do final da Guerra Fria, política que dominou as relações internacionais após a Segunda Guerra Mundial. e) marcou a vitória dos princípios liberais e democráticos contra o absolutismo prussiano e conservador. 13. NAKAZAWA, K. "Gen. O dia seguinte". São Paulo: Conrad, 2001, p. 5. Do ponto de vista dos Estados Unidos, as bombas lançadas em Hiroshima e Nagasaki visavam a) a abreviar a guerra com o Japão e a provar aos países europeus a sua superioridade econômica. b) a concretizar o entendimento diplomático com o Japão e a Alemanha, com vistas à consolidação da paz. c) a encerrar a guerra com menos custos de vidas humanas para os dois lados do conflito. d) a testar nova tecnologia militar e a inaugurar o exercício do poder sem utilização de técnicas de terror. e) a sinalizar para a URSS o seu poderio bélico e a terminar a guerra sem maior custo de tropas e armas americanas. 14. Em agosto de 1990, o presidente iraquiano Saddam Hussein ordenava a invasão do Kuweit, pequeno emirado petrolífero, situado entre o Iraque e a Arábia Saudita, com litoral no Golfo Pérsico. A invasão representava a retomada do projeto geopolítico iraquiano, fundado na modernização econômico-militar e na conquista de uma posição de liderança não-fundamentalista do mundo árabe, após uma década de confronto com o Irã. A crise originada pela invasão determinou a intervenção militar dos Estados Unidos, com amplo leque de apoio regional e global, a qual se conclui, em 1991, com a desocupação do Kuweit e a derrota humilhante do Iraque. Dentre as conseqüências regionais do conflito, NÃO é correto mencionar a) a afirmação do Egito como liderança árabe pró-ocidental. b) a confirmação da Arábia Saudita como líder petroleira do Golfo. c) a conquista, pela Síria, da liderança árabe anti-israelense. d) o término do regime fundamentalista do Irã. e) a pacificação interna do Líbano, sob influência da Síria. 15. Considerando-se a fragmentação territorial da ex-Iugoslávia, é CORRETO afirmar que esse processo a) foi um desdobramento dos choques entre as diversas nacionalidades que, até então, compunham o País. b) decorreu da queda da Monarquia, responsável pela unidade política e pela integridade territorial do País. c) resultou da luta da Sérvia, apoiada pela Bósnia, contra Montenegro, de população majoritariamente muçulmana. D) derivou da resistência da Federação à política de Tito, que transformou o País em uma República Social Democrata. 16. A partir de 1980 e intensificando-se na década de 1990, a Europa vem passando por um processo de xenofobização e de expansão de nova forma de racismo contra imigrantes, que também se manifesta no continente americano. É característica deste renascimento da extrema-direita militante, a afirmação de que os a) imigrantes destroem a cultura européia e tiram os postos de trabalho dos europeus, gerando desemprego. b) judeus foram responsáveis pela crucificação de Cristo. c) negros e judeus são geneticamente primitivos e incapazes de criar cultura. d) imigrantes estão se apropriando das empresas européias e globalizando sua economia. e) imigrantes aumentam o custo da produção por causa de seus altos salários e reduzem a competitividade da economia, gerando desemprego. 17. O neoliberalismo predomina nas economias internas das nações e nas relações econômicas internacionais desde o final do século XX. No Brasil, o neoliberalismo manifesta-se a) no crescimento da concentração de riqueza. b) na intensificação do desenvolvimento industrial. c) no fortalecimento das organizações sindicais. d) na diminuição da distância entre ricos e pobres. e) na socialização da produção agrícola. 18. "De acordo com o UNAIDS, 25,3 milhões de pessoas têm o vírus da Aids na África subsaariana, o epicentro da epidemia global que atinge 36 milhões de pessoas." (AFRICANOS não sabem que têm o HIV. "O Globo"/2001) O trecho de notícia acima apresenta uma situação de catástrofe sanitária à qual se somam a fome e outras doenças que assolam a África subsaariana, em uma grave ameaça à população africana. A situação atual do continente africano se relaciona corretamente com: a) a saída dos países da África subsaariana dos organismos de representação política internacional, tais como a ONU b) a exclusão econômica da África no contexto de expansão e interesses do capitalismo transnacional c) a industrialização dos países do continente africano sem os necessários investimentos em saúde pública d) o isolamento religioso da África subsaariana provocado pelo fundamentalismo islâmico nessa região e) o afastamento do continente africano do processo de globalização decorrente da supremacia comunista no continente 19. Podemos definir o macartismo como: a) Uma dura campanha de investigações dirigida por parlamentares norte-americanos, voltada a quem fosse considerado suspeito de subversão ou colaboração com os países comunistas. b) Uma campanha anti-semita que se estabeleceu nos Estados Unidos após a Segunda Guerra Mundial e que investigava as vinculações entre os judeus e os dirigentes soviéticos. c) Uma campanha de investigações que se voltou contra sindicalistas, intelectuais e cientistas e poupou os artistas de Hollywood, os diretores de cinema e os escritores norte-americanos. d) Uma campanha publicitária que procurava enaltecer o Senador Joseph McCarthy, candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos da América e que era profundamente anticomunista. e) Uma política de aproximação entre os EUA e a União Soviética liderada, na década de 1940, pelo socialista Joseph McCarthy, em virtude da necessidade de derrotar o nazi-fascismo. 20. Nas décadas de 1960 e 1970, a relação dos EUA com a América Latina a) caracterizou-se pela ausência de investimentos econômicos significativos, uma vez que a região oferecia menores oportunidades de lucro do que os chamados tigres asiáticos. b) alterou-se quando os norte-americanos condicionaram a ajuda financeira aos relatórios de organizações internacionais que avaliavam o respeito aos direitos humanos e à democracia. c) desenvolveu-se de acordo com o programa do Departamento de Estado Norte-americano, com o objetivo de suplantar o domínio político e cultural dos países europeus na região. d) particularizou-se pela aplicação da "política da boa vizinhança", que objetivava industrializar e desenvolver o sul do continente, ainda que sob o controle dos norte-americanos. e) pautou-se por um clima tenso, sobretudo depois da subida ao poder de Fidel Castro e da crise dos mísseis na baía dos Porcos. 21. Observe a imagem: A análise da charge remete a) ao período da Guerra Fria, quando os imperialismos soviético e britânico, associados ao Pacto de Varsóvia e à OTAN, respectivamente, foram controlados pelas tropas de paz da ONU. b) à invasão soviética na Ásia e à dominação inglesa sobre o norte da África, frente à inoperância da Liga das Nações. c) aos conflitos do pós-Segunda Guerra Mundial, como a expansão dos comunistas na Hungria, dos ingleses no Egito, dos nazistas na Polônia e dos norte-americanos na Coréia. d) à histórica impotência da ONU, cujo Conselho de Segurança é dominado por potências vencedoras da Segunda Guerra Mundial, com direito a veto na decisões da Assembléia Geral. e) à atuação da Organização das Nações Unidas, na intermediação dos conflitos militares, como aquela que resultou no acordo de paz que pôs fim à Segunda Guerra Mundial.

TD de recuperação dos primeiros anos do Salomé Bastos e Jemina Gois

1. "Deus colocou o servo na terra para trabalhar e obedecer." Analise os compromissos, fortemente influenciados pela ação de uma instituição feudal, vinculados ao enunciado acima. 2. "A Igreja, durante toda a Idade Média, guiava todos os movimentos do homem, do batismo ao serviço fúnebre. A Igreja educava as crianças; o sermão do pároco era a principal fonte de informação sobre os acontecimentos e problemas comuns. A paróquia constituía uma importante unidade de governo local, coletando e distribuindo as esmolas que os pobres recebiam. Como os homens ficavam atentos aos sermões era freqüente o governo dizer aos pregadores exatamente o que deviam pregar." (Adaptado de Christopher Hill, A REVOLUÇÃO INGLESA DE 1640, 1977) A partir do texto acima escreva quais eram as funções sociais e políticas da Igreja Católica na Idade Média. 3. O feudo era a principal unidade de produção da Idade Média. a) Como se dividia o feudo? b) Explique a função de cada uma das partes do feudo. 4. Qual o papel das cidades na transição da Idade Média para a Idade Moderna? 5. "A idéia de 'bem comum', de 'utilidade comum', tão importante, por exemplo, em Aristóteles, foi aplicada à atividade dos mercadores pelos autores cristãos. Ligando esta idéia à do trabalho, São Tomás de Aquino (1225-1274) declarou: 'se alguém se entrega ao comércio tendo em vista a utilidade pública, se se quer que as coisas necessárias à existência não faltem ao reino, então o lucro, em lugar de ser visto como um fim, é somente reclamado como remuneração do trabalho'." (J. Le Goff, MERCADORES E BANQUEIROS NA IDADE MÉDIA) Esclareça por que a Igreja Católica, na transição do Século XIII para o Século XIV, passou a admitir o lucro variável nas operações mercantis. 6. "A própria vocação do nobre lhe proibia qualquer atividade econômica direta. Ele pertencia de corpo e alma à sua função própria: a do guerreiro. (...) um corpo ágil e musculoso não é o bastante para fazer o cavaleiro ideal. É preciso ainda acrescentar a coragem. E é também porque proporciona a esta virtude a ocasião de se manifestar que a guerra põe tanta alegria no coração do homens, para os quais a audácia e o desprezo da morte são, de algum modo, valores profissionais." Bloch, Marc. A SOCIEDADE FEUDAL. Lisboa, Edições 70, 1987. O autor nos fala da condição social dos nobres medievais e dos valores ligados às suas ações guerreiras. É possível dizer que a atuação guerreira desses cavaleiros representa, respectivamente, para a sociedade e para eles próprios: a) a garantia de segurança, um contexto em que as classes e os estados nacionais se encontram em conflito, e a perspectiva de conquistas de terras e riquezas. b) o cumprimento das obrigações senhoriais ligadas à produção, e à proibição da transmissão hereditária das conquistas realizadas. c) a permissão real para realização de atividades comerciais, e a eliminação do tédio de um cotidiano de cultura rudimentar e alheio a assuntos administrativos. d) o respeito às relações de vassalagem travadas entre senhores e servos, e a diversão sob a forma de torneios e jogos em épocas de paz. e) a participação nas guerras santas e na defesa do catolicismo, e a possibilidade de pilhagem de homens e coisas, de massacres e mutilações de inimigos. 7. O período histórico comumente designado como Transição do Feudalismo para o Capitalismo caracterizou-se por: a) mão-de-obra escrava, grandes extensões de terras dedicadas à monocultura e produção estabelecida pela demanda do mercado interno. b) escravismo antigo, terra de propriedade estatal com usufruto da elite agrária e comércio externo determinado pelo Estado. c) proletariado urbano, concretização dos "trustes" e produção industrial estabelecida por uma demanda artificial. d) acumulação primitiva do capital, liberação da mão-de-obra do campo para a cidade e crescente progresso da técnica aplicada à produção. e) produção de subsistência, propriedade comunal dos campos e comércio estabelecido por rotas domésticas. 8. Entre os fatores que explicam o renascimento do comércio, a partir do século XI na Europa ocidental, podemos apontar: I - A invasão da Europa por diversos povos bárbaros que estimularam as trocas comerciais. II - Uma renovação das práticas agrícolas com a difusão de instrumentos de trabalho como o arado de ferro, a foice e a enxada. III - O movimento das cruzadas que, ao reabrir o Mediterrâneo, intensificou os contatos com o Oriente. Quais estão corretos? a) Apenas I b) Apenas I e II c) Apenas I e III d) Apenas II e III e) I, II e III 9. "Entre os movimentos mais conhecidos da Idade Média estão as Cruzadas, que foram originalmente expedições organizadas pela Igreja, contando com o apoio dos dirigentes políticos das principais monarquias feudais". (Marco Antônio de Oliveira Pais) As Cruzadas no Ocidente tinham por objetivo: a) reconquistar os territórios sagrados do cristianismo na Palestina e reunificar o mundo cristão abalado com o Cisma do Ocidente. b) libertar do domínio muçulmano o Sacro Império Romano Germânico do Ocidente através da união dos reis, Ricardo Coração de Leão, Felipe Augusto e Frederico Barba Ruiva. c) expulsar os muçulmanos da Península Ibérica, promover a expansão cristã nas terras eslavas e combater os hereges albigenses na França. d) libertar as cidades de Gênova e Veneza do domínio islâmico e expulsar os mouros da região de Flandres, reabrindo as rotas comerciais. e) conquistar Jerusalém, organizar na região o sistema feudal e criar ordens monásticas como a dos Templários e dos Hospitalários. 10. "Os homens da Idade Média procuravam na Bíblia um modelo que lhes guiasse o comportamento em relação à usura. [...] As transformações da sociedade ocidental cristã nos séculos XII e XIII tornavam a realidade da prática usurária possível e muitas vezes socialmente útil. [...] Às vésperas do nascimento dos grandes movimentos econômicos que preparam o advento do capitalismo moderno, a teologia medieval salvará o usurário do inferno ao inventar o purgatório. O usurário terá assim atingido seu duplo objetivo: salvaguardar sua bolsa na terra sem perder a vida eterna". (FRANCO Jr. Hilário. "A Bolsa e a vida: a usura na Idade Média". 2. ed. São Paulo: Brasiliense, 1989. s.p.) Com base no texto e nos conhecimentos sobre o tema, considere as afirmativas a seguir. I. Esse momento histórico caracteriza-se pelo início do processo de acumulação de riquezas monetárias. II. Na Idade Média, as práticas da vida material estavam separadas das práticas da vida religiosa. III. Nesse período da história, a sociedade medieval tornava a prática da usura socialmente aceitável. IV. O fenômeno da usura era tanto econômico, quanto moral, clerical ou religioso. Estão corretas apenas as afirmativas: a) I e II. b) II e III. c) III e IV. d) I, II e IV. e) I, III e IV. 11. Na Baixa Idade Média, mais precisamente entre os séculos XII e XIII, o centro-norte da Itália formava um viveiro de prósperas cidades que expressavam o vigor da retomada econômica do Ocidente naqueles séculos. Muitas dessas cidades, em termos político-administrativos, eram a) autônomas, organizadas como repúblicas, e internamente divididas em simpatizantes do papa (guelfos) e simpatizantes do imperador (gibelinos). b) repúblicas, internamente coesas, e aliadas umas às outras na luta contra os poderes universais do papa e do imperador. c) organizadas internamente como democracias, e externamente como uma federação, para tratar com o papa e o imperador. d) governadas por condottieri, que garantiam sua independência frente aos inimigos externos, constituídos pelo papa e pelo imperador. e) soberanas que, para escapar à dominação bizantina e sarracena, financiavam o Império e o Papado. 12. "Diferente dos movimentos de libertação da segunda metade do século XX, a primeira descolonização foi feita por iniciativa dos próprios europeus, ou seja, por colonos que viviam além-mar e pouco devem aos povos nativos dominados por esses colonos." (Marc Ferro, HISTÓRIA DAS COLONIZAÇÕES.) Enquadram-se na primeira descolonização acima referida as independências a) dos EUA e das colônias espanholas. b) do Brasil e das colônias africanas. c) do Brasil e do Haiti. d) do Haiti e de Cuba. e) das colônias africanas e espanholas. Abraços e bons estudos!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Revisão do 1º ano Jemina Gois

Introdução A Revolução Industrial teve início no século XVIII, na Inglaterra, com a mecanização dos sistemas de produção. Enquanto na Idade Média o artesanato era a forma de produzir mais utilizada, na Idade Moderna tudo mudou. A burguesia industrial, ávida por maiores lucros, menores custos e produção acelerada, buscou alternativas para melhorar a produção de mercadorias. Também podemos apontar o crescimento populacional, que trouxe maior demanda de produtos e mercadorias. Pioneirismo Inglês Foi a Inglaterra o país que saiu na frente no processo de Revolução Industrial do século XVIII. Este fato pode ser explicado por diversos fatores. A Inglaterra possuía grandes reservas de carvão mineral em seu subsolo, ou seja, a principal fonte de energia para movimentar as máquinas e as locomotivas à vapor. Além da fonte de energia, os ingleses possuíam grandes reservas de minério de ferro, a principal matéria-prima utilizada neste período. A mão-de-obra disponível em abundância (desde a Lei dos Cercamentos de Terras ), também favoreceu a Inglaterra, pois havia uma massa de trabalhadores procurando emprego nas cidades inglesas do século XVIII. A burguesia inglesa tinha capital suficiente para financiar as fábricas, comprar matéria-prima e máquinas e contratar empregados. O mercado consumidor inglês também pode ser destacado como importante fator que contribuiu para o pioneirismo inglês. Avanços da Tecnologia O século XVIII foi marcado pelo grande salto tecnológico nos transportes e máquinas. As máquinas à vapor, principalmente os gigantes teares, revolucionou o modo de produzir. Se por um lado a máquina substituiu o homem, gerando milhares de desempregados, por outro baixou o preço de mercadorias e acelerou o ritmo de produção. Locomotiva: importante avanço nos meios de transporte Na área de transportes, podemos destacar a invenção das locomotivas à vapor (maria fumaça) e os trens à vapor. Com estes meios de transportes, foi possível transportar mais mercadorias e pessoas, num tempo mais curto e com custos mais baixos. A Fábrica As fábricas do início da Revolução Industrial não apresentavam o melhor dos ambientes de trabalho. As condições das fábricas eram precárias. Eram ambientes com péssima iluminação, abafados e sujos. Os salários recebidos pelos trabalhadores eram muito baixos e chegava-se a empregar o trabalho infantil e feminino. Os empregados chegavam a trabalhar até 18 horas por dia e estavam sujeitos a castigos físicos dos patrões. Não havia direitos trabalhistas como, por exemplo, férias, décimo terceiro salário, auxílio doença, descanso semanal remunerado ou qualquer outro benefício. Quando desempregados, ficavam sem nenhum tipo de auxílio e passavam por situações de precariedade. Reação dos trabalhadores Em muitas regiões da Europa, os trabalhadores se organizaram para lutar por melhores condições de trabalho. Os empregados das fábricas formaram as trade unions (espécie de sindicatos) com o objetivo de melhorar as condições de trabalho dos empregados. Houve também movimentos mais violentos como, por exemplo, o ludismo. Também conhecidos como "quebradores de máquinas", os ludistas invadiam fábricas e destruíam seus equipamentos numa forma de protesto e revolta com relação a vida dos empregados. O cartismo foi mais brando na forma de atuação, pois optou pela via política, conquistando diversos direitos políticos para os trabalhadores. Conclusão A Revolução tornou os métodos de produção mais eficientes. Os produtos passaram a ser produzidos mais rapidamente, barateando o preço e estimulando o consumo. Por outro lado, aumentou também o número de desempregados. As máquinas foram substituindo, aos poucos, a mão-de-obra humana. A poluição ambiental, o aumento da poluição sonora, o êxodo rural e o crescimento desordenado das cidades também foram conseqüências nocivas para a sociedade. Até os dias de hoje, o desemprego é um dos grandes problemas nos países em desenvolvimento. Gerar empregos tem se tornado um dos maiores desafios de governos no mundo todo. Os empregos repetitivos e pouco qualificados foram substituídos por máquinas e robôs. As empresas procuram profissionais bem qualificados para ocuparem empregos que exigem cada vez mais criatividade e múltiplas capacidades. Mesmo nos países desenvolvidos tem faltado empregos para a população.

Revisão 2º ano Salomé Bastos e Jemina Gois

1. INTRODUÇÃO Na época da Guerra Fria, o poder das armas valia mais que o poder do dinheiro. O cenário mundial estruturava-se em torno das grandes potências termonucleares. O ocidente - essa expressão geopolítica que abarca os Estados de economia de mercado, tanto ocidentais como orientais - organizava-se em torno da hegemonia dos Estados Unidos, cuja liderança militar formava par com o seu incontrastável poderio econômico. O fim da Guerra Fria embaralhou as cartas do jogo planetário. A dissolução do bloco soviético, uma aparente vitória da superpotência da América do Norte, descortinou realidades novas, que prefiguram o próximo século. O poder mundial tende a se concentrar em macroáreas do hemisfério norte que aglutinam a riqueza e a capacidade de inovação tecnológica. A economia mundial globalizava-se e, simultaneamente, fragmentava-se em blocos regionais. A partilha do mercado mundial envolve as estratégias das grandes corporações econômicas e as políticas externas dos Estados. A geometria de poder mundial em rearranjo faz emergirem megablocos econômicos regionais, como a União Européia, o Nafta e a Bacia do Pacífico. Esse movimento de integração e abertura de mercados repercute sobre áreas do mundo subdesenvolvido, assumindo formas e expressões variadas. O México integra-se ao bloco comercial liderado pelos EUA; os novos países industrializados do leste asiático estreitam seus laços com o Japão; os antigos satélites da ex-União Soviética no leste europeu reestruturam as suas economias à sombra da Alemanha unificada. 2. ORDEM MUNDIAL DA GUERRA FRIA 2.1 - Quadro Resumo Marco Inicial (1947) – Doutrina Truman Marco Final (1989) – Queda do Muro de Berlim Geopolítica – Bipolar Poder Político – Militar Potências – EUA x URSS Oposição – Capitalismo (países ocidentais ou do leste) x Socialismo (países orientais ou do oeste) Corrida Armamentista Cenário Principal – Europa País síntese – Alemanha Cidade síntese – Berlim Construção do Muro de Berlim – evitar a passagem de mão-de-obra de Berlim oriental socialista para Berlim ocidental capitalista Criação de Planos Econômicos pelos EUA: Plano Marshall (Europa Ocidental) e Colombo (Ásia – principalmente para o Japão) – recuperação econ6omica para conter o avanço do socialismo Bipartição do espaço europeu: Europa ocidental capitalista x Europa oriental socialista "Cortina de Ferro" – Fronteira entre capitalismo x socialismo na Europa Descolonização afro-asiática – a Europa perde as suas colônias Nacionalismo Emancipador – as colônias passa a ser nações Aumento da situação de subdesenvolvimento Conferência de Bandung – reunião das ex-colônias africanas e asiáticas. Movimento dos países não alinhados – 3º mundo – eqüidistância das grandes potências (EUA e URSS) Neocolonialismo: dominação econômica, financeira e tecnológica Criação de organizações econômicas: MCE (Mercado Comum Europeu) ou CEE (Comunidade Econômica Européia) x COMECON Criação de organizações político – militares: OTAN x PACTO DE VARSÓVIA 2.2 – A Crise Soviética A URSS era um país socialista localizado na Europa e na Ásia, que era constituído por 15 repúblicas, onde a maior e mais importante era a Rússia (onde fica a capital do país – a cidade de Moscou) A crise da URSS assinalou a crise no socialismo, a queda do Muro de Berlim, o fim da Guerra e conseqüentemente a passagem de um mundo bipolar para multipolar (pós – Guerra Fria). Em 1985, Mikhail Gorbatchev assume o governo soviético e estabelece mudanças, como a Glasnost (abertura política) e a Perestroika (reestruturação econômica), porém não teve sucesso devido a diversidade étnica e a oposição dos burocratas. A crise soviética provocou grande crise no socialismo do leste europeu, o que acabou causando a queda do Muro de Berlim e o fim da Guerra Fria. 2.2.1 – Fragmentação da URSS Esta começa em Setembro de 1991 com a independência das Repúblicas Bálticas (Lituânia, Letônia e Estônia). Após este acontecimento a URSS passou a ser formada por 12 repúblicas. Em 08 de Dezembro de 1991, foi assinado o Acordo de Minsk por Rússia, Ucrânia e Bielorússia (Bielorus) formado a CEI (Comunidade dos Estados Independentes). Em 14 de Dezembro de 1991 teve a adesão de 8 países. A CEI não funciona como país, pois é formada por países - membros, que têm leis e nacionalidade próprias. 2.3 – Queda do Muro de Berlim e Reunificação Alemã No pós – 2º guerra, o território da Alemanha foi dividido em 2 partes: Alemanha ocidental – ocupada por EUA, França e Grã Bretanha (Capitalista) e Alemanha oriental – ocupada por URSS (Socialista). A queda do Muro de Berlim (Novembro/89) foi o marco inicial da reunificação alemã, em Outubro de 1990. Agora, temos um país capitalista, cuja capital é Berlim. A queda do Muro de Berlim estabelece o fim da Guerra (fim do mundo bipolar), abrindo espaço para o início do mundo multipolar, com a formação de blocos econômicos. 3. ORDEM MUNDIAL PÓS-GUERRA FRIA 3.1 – Quadro Resumo: Geopolítica da Multipolaridade Forma de Poder: Econômico – Tecnológico – Comercial Oposição: Países do Norte Ricos x Países do Sul Pobres Potências: EUA, Japão e Alemanha Formação dos Megablocos econômicos: União Européia, Nafta e Bloco Oriental Revigoramento: Neoliberalismo e do Neocolonialismo (separatista) Tendências no Mercado: Regionalização e Globalização (mundialização) Problemas: Xenofobia e racismo, fundamentalismo, questão ecológica, monopólio tecnológico com instrumento de dominação dos países do norte, narcotráfico e fome 3.2 – Multipolaridade A nova ordem mundial é marcada não mais pelo poder das armas, mas pelo poder do dinheiro, as relações econômicas estão mais intensas e não estão mias apoiadas em dois pólos, mas sobre os megablocos econômicos e geopolíticos. Serão citadas algumas mudanças com o aparecimento dessa ordem multipolar: Neoliberalismo Surgiu como doutrina econômica sistematizada no final da década de 1930. Os princípios defendidos por seus teóricos são basicamente os mesmos do liberalismo, diferindo apenas naquilo que a nova realidade do capitalismo impõe. A supressão de livre – concorrência, determinada pela formação dos monopólios, oligopólios, trustes, etc. trouxe à baila a necessidade de intervenção do Estado na economia. Para os neoliberais, portanto, os mecanismos de mercado são capazes de organizar a vida econômica, política e social, desde de que sob a ação disciplinadora do Estado. Na prática do Estado neoliberal há uma redução dos gastos públicos em educação, saúde e habitação, enfim, seguridade social. Globalização É a mundialização do capitalismo, onde a competição e a competitividade entre as empresas tornaram-se questões de sobrevivência. A globalização pode ser resumida em duas características: internacionalização da produção e das finanças e o Estado passa de protetor de economias nacionais é provedor do bem-estar social, a adaptar-se à economia mundial ou às transformações do mundo que ela própria e a exaltação do livre mercado provocam. Regionalização Na época da Guerra Fria tudo girava entre dois pólos, ou duas potências, EUA e URSS, com a nova ordem internacional o eixo econômico passou a ser outros países que se estruturaram em megablocos, a economia ficou em regiões, em blocos. UNIÃO EUROPÉIA – Europa NAFTA – (Acordo de livre comércio da América do Norte) – América do Norte + México BLOCO ORIENTAL MERCOSUL (Mercado Comum do Sul) – América do Sul ALCA (Área de livre comércio das Américas) – América (Todas) APEC (Ásia – Pacífico) Tigres Asiáticos Os Tigres Asiáticos são formados por 3 países (Coréia do Sul, Formosa ou Taiwan e Singapura) e uma ex-possessão britânica (Hong – Kong: devolvida em 1997 para China Popular) China Popular Teve abertura econômica (capitalismo), mas não política. Assim poderá ser a potência das próximas décadas. Xenofobia Quando a economia dos países desenvolvidos estava em expansão, a presença da mão-de-obra do imigrante era bem vinda. Porém, diante da recente recessão, os trabalhadores imigrantes passaram a concorrer pelo mercado de trabalho com os trabalhadores locais, o que provocou uma aversão ao estrangeiro (xenofobia). Neo-Nacionalismo: Separatista Com todo esse avanço há povos que querem se separa de seus países dentre alguns temos: Quebec – Canadá País Basco – Espanha / França Caxemira – Índia / Paquistão Tchetchênia – Rússia Kosovo – Iugoslávia Tibete – China Popular Curdos – Turquia, Iraque, Irã, Síria e outros Daguestão – Rússia Países Emergentes Grupo de país subdesenvolvidos favoráveis aos investimentos estrangeiros. Ex.: Brasil, México, Argentina, China e África do Sul. Fundamentalismo Ato de seguir fielmente as diretrizes impostas pelas potências; utilizando aqui no sentido de fazer política usando a religião como instrumento. Ex.: grupos islâmicos extremistas, principalmente no Oriente Médio e na Argélia (GIA – Grupo Islâmico Armado). A Terceira Revolução Industrial ou Revolução Técnico-Científica A ciência, no estágio atual da terceira revolução industrial, está estreitamente ligada à atividade industrial e às outras atividades econômicas: agricultura, pecuária, serviços. É um componente fundamental, pois, para as empresas, o desenvolvimento científico e tecnológico é revertido em novos produtos e em redução de custos. Permitindo a elas maior capacidade de competição num mercado cada vez mais disputado. A microeletrônica, o microcomputador, o software, a telemática, a robótica, a engenharia genética e os semicondutores são alguns símbolos dessa nova etapa. A Revolução técnico-científica, movida pela produtividade, ao mesmo, tempo em que pode gerar mais riquezas e ampliar as taxas de lucros, é também responsável pelo emprego de centenas de milhares de pessoas em todo o mundo. Para os alunos do Jemina Gois o Gabarito do TD é 01 - B 02 - C 03 - A 04 - A 05 - D 06 - E 07 - B 08 - C 09 - E 10 - D Grande abraço e ótimas férias à TODOS!!!!!!

Revisão 1º ano Salomé Bastos

Contexto Histórico: A França no século XVIII A situação da França no século XVIII era de extrema injustiça social na época do Antigo Regime. O Terceiro Estado era formado pelos trabalhadores urbanos, camponeses e a pequena burguesia comercial. Os impostos eram pagos somente por este segmento social com o objetivo de manter os luxos da nobreza. A França era um país absolutista nesta época. O rei governava com poderes absolutos, controlando a economia, a justiça, a política e até mesmo a religião dos súditos. Havia a falta de democracia, pois os trabalhadores não podiam votar, nem mesmo dar opiniões na forma de governo. Os oposicionistas eram presos na Bastilha (prisão política da monarquia) ou condenados à guilhotina. A sociedade francesa do século XVIII era estratificada e hierarquizada. No topo da pirâmide social, estava o clero que também tinha o privilégio de não pagar impostos. Abaixo do clero, estava a nobreza formada pelo rei, sua família, condes, duques, marqueses e outros nobres que viviam de banquetes e muito luxo na corte. A base da sociedade era formada pelo terceiro estado (trabalhadores, camponeses e burguesia) que, como já dissemos, sustentava toda a sociedade com seu trabalho e com o pagamento de altos impostos. Pior era a condição de vida dos desempregados que aumentavam em larga escala nas cidades francesas. A vida dos trabalhadores e camponeses era de extrema miséria, portanto, desejavam melhorias na qualidade de vida e de trabalho. A burguesia, mesmo tendo uma condição social melhor, desejava uma participação política maior e mais liberdade econômica em seu trabalho. A Revolução Francesa (14/07/1789) A situação social era tão grave e o nível de insatisfação popular tão grande que o povo foi às ruas com o objetivo de tomar o poder e arrancar do governo a monarquia comandada pelo rei Luis XVI. O primeiro alvo dos revolucionários foi a Bastilha. A Queda da Bastilha em 14/07/1789 marca o início do processo revolucionário, pois a prisão política era o símbolo da monarquia francesa. O lema dos revolucionários era " Liberdade, Igualdade e Fraternidade ", pois ele resumia muito bem os desejos do terceiro estado francês. Durante o processo revolucionário, grande parte da nobreza deixou a França, porém a família real foi capturada enquanto tentava fugir do país. Presos, os integrantes da monarquia, entre eles o rei Luis XVI e sua esposa Maria Antonieta foram guilhotinados em 1793.O clero também não saiu impune, pois os bens da Igreja foram confiscados durante a revolução. No mês de agosto de 1789, a Assembléia Constituinte cancelou todos os direitos feudais que existiam e promulgou a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. Este importante documento trazia significativos avanços sociais, garantindo direitos iguais aos cidadãos, além de maior participação política para o povo. Girondinos e Jacobinos Após a revolução, o terceiro estado começa a se transformar e partidos começam a surgir com opiniões diversificadas. Os girondinos, por exemplo, representavam a alta burguesia e queriam evitar uma participação maior dos trabalhadores urbanos e rurais na política. Por outro lado, os jacobinos representavam a baixa burguesia e defendiam uma maior participação popular no governo. Liderados por Robespierre e Saint-Just, os jacobinos eram radicais e defendiam também profundas mudanças na sociedade que beneficiassem os mais pobres. A Fase do Terror Maximilien de Robespierre: defesa de mudanças radicais Em 1792, os radicais liderados por Robespierre, Danton e Marat assumem o poder e organização as guardas nacionais. Estas, recebem ordens dos líderes para matar qualquer oposicionista do novo governo. Muitos integrantes da nobreza e outros franceses de oposição foram condenados a morte neste período. A violência e a radicalização política são as marcas desta época. A burguesia no poder Napoleão Bonaparte: implantação do governo burguês Em 1795, os girondinos assumem o poder e começam a instalar um governo burguês na França. Uma nova Constituição é aprovada, garantindo o poder da burguesia e ampliando seus direitos políticos e econômico. O general francês Napoleão Bonaparte é colocado no poder, após o Golpe de 18 de Brumário (9 de novembro de 1799) com o objetivo de controlar a instabilidade social e implantar um governo burguês. Napoleão assumi o cargo de primeiro-cônsul da França, instaurando uma ditadura. Conclusão A Revolução Francesa foi um importante marco na História Moderna da nossa civilização. Significou o fim do sistema absolutista e dos privilégios da nobreza. O povo ganhou mais autonomia e seus direitos sociais passaram a ser respeitados. A vida dos trabalhadores urbanos e rurais melhorou significativamente. Por outro lado, a burguesia conduziu o processo de forma a garantir seu domínio social. As bases de uma sociedade burguesa e capitalista foram estabelecidas durante a revolução. A Revolução Francesa também influenciou, com seus ideais iluministas, a independência de alguns países da América Espanhola e o movimento de Inconfidência Mineira no Brasil.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Revisão 1º ano Salomé Bastos e Jemina Gois Globais!!!!!

"Bizus" para estudo dirigido. *O escambo de pau-brasil e a catequização empreendida pela Companhia de Jesus, foi o fator primário na colonização portuguesa no Brasil. *A catequese feita pelos religiosos portugueses no Brasil foram de várias ordens Católicas principalmente Jesuítas, ordens estas que visavam antes mesmo da fidelização do indígena seus recursos financeiros. *A oposição senhor-escravo é uma das formas de explicar a ordenação social no período colonial, embora tenha existido o trabalho livre (assalariado ou não) mesmo nas grandes propriedades açucareiras e fazendas de gado. Os escravos trazidos da África pelos traficantes pertenciam a diferentes etnias e foram transformados em trabalhadores cativos empregados tanto nas atividades econômicas mais rentáveis (cana-de-açúcar e mineração) quanto nas atividades domésticas e urbanas. Caracteristicas da sociedade colonial. *A pecuária utilizava uma margem minúscula de escravo, pois primeiro era extensiva, ouseja em longa faixa de terra e segundo por trabalhar em sistema de terço, ou seja, a cada três filhotes nascidos um era do vaqueiro. *Sobre o tráfico negreiro, podemos elencar. Garantiu o poder da metrópole no Brasil, assegurando a transferência da renda do setor produtivo para o setor mercantil. Na América, a Coroa portuguesa reconheceu a liberdade dos índios, mas na África estimulou o negócio negreiro. Estimulou o intercâmbio alimentar e de costumes entre a África e a América. *Situação do negro no final do regime escravista era: Tinha uma situação ambígua, pois não estava livre de recair, arbitrariamente, na escravidão. *Entre os donatários das capitanias hereditárias (1531-1534), não havia nenhum representante da grande nobreza, pois as possibilidades de bons negócios aqui eram menores do que em Portugal e em outros domínios da Coroa. Negrada estuda por estes Bizus!!!! Abração e desculpas pela demora!!!!!!!!!!!!!!!!!!

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Revisão 1° Ano 3° Bimestre Salomé Bastos

Colonização da America Portuguesa. A colonização da America Portuguesa enquadra-se na perspectiva da política mercantilista e na etapa do Capitalismo Comercial. O mercantilismo é a política econômica, na qual o Estado faz a sua intervenção na economia. 1.Características do mercantilismo: a) metalismo. Acreditava-se que a riqueza de um país era marcada pelo acumulo de metais preciosos. b) Balança Comercial Favorável: Para o país ter uma economia desenvolvida era preciso exportar mais e importar menos. c) Sistema Colonial: Através da colonização do Novo Mundo (América), os países europeus vão enriquecer, acumular capital. A exploração das colônias se deu através do pacto colonial. O pacto colonial subordinava a colônia a sua metrópole, e desta maneira, cabia a metrópole tomar as decisões econômicas e políticas com relação a colônia. Período Pré-Colonial: (1500-1530). Nos trinta primeiros anos da chegada dos portugueses ao Brasil, o governo português não tomou medidas que visavam a colonização do Brasil. Nesse período, o interesse econômico da metrópole portuguesa estava voltada para o comercio de especiarias nas Índias, e para a exploração da costa africana ( ilhas de Açores, Cabo Verde e Madeira). No entanto, Portugal enviava ao Brasil, expedições de Reconhecimento, que tinham como principal objetivo buscar riquezas no território brasileiro. Umas das riquezas encontradas no litoral, na Mata Atlântica, foi o pau-brasil, que era utilizado principalmente para pintar tecidos, pois dele era extraída a cor vermelha. Vejamos a seguir, as principais características do extrativismo do pau-brasil. Características: 1.Estanco (o produto era um monopólio real) 2.A extração era feita com a mão-de-obra do índio, que recebia em troca do seu trabalho presentes, bugigangas ( Essa troca de trabalho por presente é chamada de escambo) 3.A madeira era armazenada em feitorias construídas no litoral. 4.O extrativismo do pau-brasil foi uma atividade predatória. No entanto, Portugal se deparou com as invasões dos franceses que vinham ao Brasil roubar o pau-brasil. Na tentativa de solucionar o problema, o governo português enviou as expedições Guarda-Costas que tinham a função de vigiar o literal e evitar o contrabando do pau-brasil. Em 1530, o governo português interessado em combater as invasões estrangeiras, e já que o comércio com o oriente não era mais tão lucrativo, Portugal enviou a primeira expedição de colonização, sob a chefia de Martim Afonso de Sousa, para iniciar a colonização do Brasil. A colonização inglesa na América do Norte Introdução A Inglaterra iniciou seu processo de expansão marítima no final do século XV, após a Guerra das Duas Rosas, com a ascensão da Dinastia Tudor, que deu início a formação do absolutismo e desenvolveu uma política mercantilista. No entanto, as expedições que a princípio pretendiam encontrar uma passagem para o Oriente, não tiveram resultados efetivos, seja pelos conflitos com a Espanha, ou com os povos indígenas na América do Norte.
A Inglaterra No século XVII a Inglaterra vivia uma conjuntura favorável à colonização. O comércio havia dado origem a uma burguesia enriquecida e dotado o país de uma grande frota, pois no século anterior, principalmente do reinado de Elizabeth I, o mercantilismo havia se imposto, utilizando-se inclusive das atividades dos corsários; a Espanha, em decadência, não tinha condições de manter os territórios que julgava seus pelo Tratado de Tordesilhas. Do ponto de vista social, havia nas cidades inglesas uma grande massa de homens pobres, resultado do êxodo rural, provocado pelos "cercamentos" e outra camada de origem burguesa, porém que sofria com as perseguições religiosas. Parte desses dois grupos migraram para as colônias da América do Norte. A Empresa Colonizadora O início da colonização da América do norte pelos ingleses deu-se a partir da concessão real a duas empresas privadas: A Companhia de Londres, que passou a monopolizar a colonização das regiões mais ao norte, e a Companhia de Plymonth, que recebeu o monopólio dos territórios mais ao sul. Dessa maneira dizemos que a colonização foi realizada a partir da atuação da "iniciativa privada". Porém subordinadas as leis do Estado. A primeira colônia inglesa foi a Virgínia, que nasceu a partir da fundação da cidade de Jamestown, mas a efetiva ocupação e desenvolvimento da região levaria algumas décadas, ao longo das quais foram estabelecidas outras colônias na região sul: Maryland (colônia católica, em 1632) Carolina Do Norte e Carolina do Sul (1663) e Geórgia (1733). Nessas colônias desenvolveu-se a estrutura tradicional de produção, caracterizada pelo latifúndio monocultor, voltado para a exportação segundo os interesses da metrópole, utilizando o trabalho escravo africano. As Colônias do Norte têm sua origem na fundação da cidade de New Plymonth ( Massachussets) em 1620, pelos "peregrinos do mayflower", puritanos que fugiam da Inglaterra devido as perseguições religiosas e que estabeleceram um pacto, segundo o qual o governo e as leis seguiriam a vontade da maioria. A partir de NewPlymonth novos núcleos foram surgindo, vinculados a atividade pesqueira, ao cultivo em pequenas propriedades e ao comércio. No entanto a intoler6ancia religiosa determinou a migração para outras regiões e assim novas colônias foram fundadas: Rhode Island e Connecticut (1636) e New Hampshire (1638). Nessa região, denominada genericamente de "Nova Inglaterra" as colônias prosperaram principalmente devido ao comércio. Do ponto de vista da produção, a economia caracterizou-se pelo predomínio da pequena propriedade policultora, voltada aos interesses dos próprios colonos, utilizando-se o trabalho livre, assalariado ou a servidão temporária. As Colônias do Centro foram as últimas a surgirem, após a Restauração da Monarquia inglesa em 1660. A ocupação daregião ocorreu principalmente por refugiados religiosos e foi onde opensamento liberal rapidamente enraizou-se, tanto do ponto de vista político como religioso. Nova Iorque, Pensilvânia, Nova Jérsei e Delaware desenvolveram tanto a agricultura em pequenas propriedades como a criação de animais, com uma produção diversificada e estrutura semelhante à da Nova Inglaterra. A Organização Política As 13 colônias eram completamente independentes entre si, estando cada uma delas subordinada diretamente à metrópole. Porém como a colonização ocorreu a partir da iniciativa privada, desenvolveu-se um elevado grau de autonomia político-administrativa, caracterizada principalmente pela idéia do auto-governo. Cada colônia possuía um governador, nomeado, e que representava os interesses da metrópole, porém existia ainda um Conselho, formado pelos homens mais ricos que assessorava o governador e uma Assembléia Legislativa eleita, variando o critério de participação em cada colônia, responsável pela elaboração das leis locais e pela definição dos impostos. Apesar dos governadores representarem os interesses da metrópole, a organização colonial tendeu a aumentar constantemente sua influência, reforçando a idéia de "direitos próprios". O Desenvolvimento Econômico As características climáticas contribuíram para a definição do modelo econômico de cada região, o clima tropical no sul e temperado no centro-norte. no entanto foi determinante o tipo de sociedade e de interesses existentes. Na região centro norte a colonização foi efetuada por um grupo caracterizado por homens que pretendiam permanecer na colônia (ideal de fixação), sendo alguns burgueses com capitais para investir, outros trabalhadores braçais, livres, caracterizando elementos do modelo capitalista, onde havia a preocupação do sustento da própria colônia, uma vez que havia grande dificuldade em comprar os produtos provenientes da Inglaterra. A agricultura intensiva, a criação de gado e o comércio de peles, madeira, e peixe salgado, foram as principais atividades econômicas, sendo que desenvolveu-se ainda uma incipiente indústria de utensílios agrícolas e de armas. Em várias cidades litorâneas o comércio externo se desenvolveu, integrando-se às Antilhas, onde era obtido o rum, trocado posteriormente na África por escravos, que por sua vez eram vendidos nas colônias do sul: Assim nasceu o "Comércio Triangular", responsável pela formação de uma burguesia colonial e pela acumulação capitalista. A colonização espanhola A viagem de Colombo América em 1492 trouxe à Espanha perspectivas de enriquecimento, pois acreditava o navegador ter encontrado um novo caminho para as Índias. Mesmo nas expedições subsequentes, desde o ano seguinte, Colombo manteve a mesma crença e conforme procurava as riquezas orientais fundou vilas e povoados, iniciando a ocupação da América. Na Espanha suspeitava-se que as terras descobertas por Colombo fossem um obstáculo entre a Europa e as terras do oriente, e essa suspeita confirmou-se com a descoberta de Vasco Nunez Balboa, que chegou ao Pacífico, atravessando por terra a América Central. Até a década de 20 os espanhóis ainda procuravam uma nova rota par as Índias, modificando essa política a partir das descobertas de Cortez no México. A estrututa política metropolitana O processo de exploração da América colonial foi marcado pela pequena participação da Coroa, devido a preocupação espanhola com os problemas europeus, fazendo com que a conquista fosse comandada pela iniciativa particular, mediante o sistema de capitulações. As >capitulações eram contratos em que a Coroa concedia permissão para explorar, conquistar e povoar terras, fixando direitos e deveres recíprocos. Surgiram assim os adelantados, responsáveis pela colonização e que acabaram representando o poder de fato nas terras colonias, como Cortez e Pizarro que, apesar de incorporarem ao domínio espanhol grandes quantidades de terra, não conseguiram implementar um sistema eficiente de exploração, normalmente pela existência de disputas entre aqueles que participavam do empreendimento. Por isso, à medida que se revelavam as riquezas do Novo Mundo, a Coroa foi centralizando o processo de colonização, anulando as concessões feitas aos particulares. O primeiro orgão estatal foi a Casa de Contratação, criada em 1503 e sediada em Sevilha, era responsável pelo controle de todo o comércio realizado com as colônias da América e foi responsável pelo estabelecimento do regime de Porto Único. Apenas um porto na metrópole, a princípio Sevilha, poderia realizar o comércio com as colônias, enquanto na América destacou-se o porto de Havana, com permissão para o comércio metropolitano e anos depois os portos de Vera Cruz, Porto Belo e Cartagena. Desenvolveu ainda o sistema de frotas anuais (duas); desde 1526 havia a proibição de navegarem os barcos isoladamente. O Conselho das Índias foi criado em 1524, por Carlos V, e a ele cabia as decisões políticas em relação às colônias, nomeando Vice-reis e Capitaes gerais, autoridades militares, e judicias. Foram criados ainda os cargos de Juízes de Residência e de Visitador. O Primeiro, responsável por apurar irregularidades na gestão de algum funcionário da metrópole na colônia; o segundo, responsável por fiscalizar um orgão metropolitano ou mesmo um Vice reino, normalmente para apurar abusos cometidos. A estrutura POLÍTICA COLONIAL Nas colônias o poder dos adelantados foi eliminado com a formação dos Vice-Reinos e posteriormente dos Capitães gerais. O território colonial foi dividido em quatro Vice-Reinos -- Nova Espanha, Peru, Rio da Prata, e Nova Granada -- e posteriormente foi redividido, surgindo as Capitanias Gerais, áreas consideradas estratégicas ou não colonizadas. Os Vice-Reis eram nomeados pelo Conselho das Índias e possuíam amplos poderes, apesar de estarem sujeitos à fiscalização das Audiências As Audiências eram formadas pelos ouvidores e possuíam a função judiciária na América. Com o tempo passaram a ter funções administrativas. Os Cabildos ou ayuntamientos eram equivalentes às câmaras municipais, eram formadas por elementos da elite colonial, subordinados as leis da Espanha, mas com autonomia para promover a adminisrtração local, municipal. O mapa ilustra a divisão política das colônias da Espanha, porém não é preciso. Note que coloca as dimensões atuais do Brasil.

Revisão do 2° ano 3° Bimestre Salomé Bastos

Queridos espero sinceramente que todos alcançem o resultado desejado nesta avaliação abraços e até a proxima!!! GUERRA FRIA (1945 – 1989) BIPOLARIZAÇÃO POLÍTICA, IDEOLÓGICA E MILITAR ENTRE: EUA X URSS CARACTERÍSTICAS: • Influência (capitalista ou comunista) nos diversos continentes • Corrida Armamentista • Corrida Espacial INÍCIO DA GUERRA FRIA: • 1945: Conferência de São Francisco: criação da Organização das Nações Unidas (O.N.U.) • Doutrina Truman (12/03/45) • Plano Marshall (1947) • Comecom (1949) • OTAN (1949) • PACTO DE VARSÓVIA (1955) • 1959: Coexistência Pacífica EUROPA: • BENELUX • 1951: CECA • 1957: Mercado Comum Europeu (Tratado de Roma) DESCOLONIZAÇÃO AFRO-ASIÁTICA • Enfraquecimento Europeu Pós-Guerra • Líderes Nacionalistas • Influências da Guerra Fria ÍNDIA (1947): • Gandhi: Resistência Pacífica CHINA (1949): • Revolução Socialista: Mao Tsé Tung • Estatização da Economia • Planos Quinquenais • 1960-66: Revolução Cultural • 1980 - ... : Abertura econômica ORIENTE: • Guerra da Coréia (1950 – 53) • Guerra do Vietnã (1963-1973) ÁFRICA: • Guerras Civis (Miséria, Doenças) • África do Sul: • Apartheid • Nelson Mandela (1980) • 1955: Conferência de Bandung (política de não-alinhamento dos países do 3º Mundo) AMÉRICA LATINA • Domínio econômico dos EUA • 1959: Revolução Cubana o Fidel Castro, Ernesto Che Guevara o Embargo econômico dos EUA o Aproximação com a URSS • EUA financiam golpes militares: o Brasil (1964) o Chile (1973) o Etc. ORIENTE MÉDIO: • 1948: Criação do Estado de Israel; • Liga Árabe (Egito, Síria, Líbano, Transjordânia, e Iraque) • Guerra de Independência (1949), Suez (1956), Seis Dias (1967), Yom Kippur (1973) • Israelenses X Palestinos • IRÃ: • 1979: Revolução Islâmica (Aiatola Khomeini): o Fanatismo religioso, terrorismo, EUA: Grande Satã) o Guerra Irã – Iraque (1980 – 88) o Guerra do Golfo (1991) FIM DA GUERRA FRIA: • 1989: Queda do Muro de Berlim • 1991: Fim da URSS • Europa Oriental: Nacionalismos • Mikhail Gorbatchev (1985 – 91): • GLASNOST (Transparência – Liberalização Política) • PERESTROIKA (Reconstrução – Reestruturação Econômica) • Eleições Livres no Leste Europeu • Agosto/ 91: tentativa de golpe militar (comunistas) • Natal de 91: Renúncia O MUNDO ATUAL • Globalização: o Formação de Mercados Comuns o Neoliberalismo o Avanço Tecnológico o Aumento do Desemprego • Ataque Terrorista WTC (11/09/2001) • Doutrina Bush (EUA X Terror) • Invasão do Afeganistão e do Iraque. Fonte: http://www.ailton.pro.br/aulas.html

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Historiadores de Madalena

Queridos alunos de Madalena,
Na maioria das vezes o historiador é um homem que muito bem usa as palavras, sendo assim, não posso deixar de me desculpar no início deste texto, pois ao contrário de escrever gosto bem mais de ler o que os outros escrevem e traçam dentro das novas perspectivas históricas.
Falar da disciplina de história antiga me remete imediatamente à revolução agrícola, ou seja, a sedentarização do homem e o uso inicial da técnica agrícola fazendo com que a terra passasse a ter uma produtividade bem maior do que tinha. Assim vamos trabalhar e podemos refletir de onde surgiu o homem, e como este se espalhou por todas as partes do planeta Terra, incluindo seus feitos, como por exemplo, a escrita e suas conquistas durante este tempo. Após isto, a pré-história acaba e a história, ou seja, a ciência que necessita de provas escritas (documentos oficiais) para existir se inicia. Sabemos que isso gerou em sala uma longa discussão que findamos concordando com a nova história crítica, corrente historiográfica que surgiu para dizer que a história é fonte de um processo cultural e suas representações no meio social. Desta maneira, dialogamos sobre o assunto abordado nos dois textos estudados em sala e nos seminário apresentados, que sem dúvidas serão de grande valia neste último final de semana da disciplina que se aproxima.
Concluo me desculpando pela demora na escrita para cada um de vocês, que muito me ajudaram a estudar e principalmente a amadurecer profissionalmente como pesquisador e professor.
Forte abraço a todos e todas de Madalena!!!!

Link da Apostila

http://www.4shared.com/file/4ENjuv7j/Apostila_Madalena_HIstria_anti.html

Podem imprimir o texto 04 e 05 se puderem.

Resivão 9ª série do Jemina Gois e o 2° do Jemina Gois

Breve história do regime militar
Renato Cancian*
As intervenções militares foram recorrentes na história da república brasileira. Antes de 1964, porém, nenhuma dessas interferências resultou num governo presidido por militares. Em março de 1964, contudo, os militares assumiram o poder por meio de um golpe e governaram o país nos 21 anos seguintes, instalando um regime ditatorial.

A ditadura restringiu o exercício da cidadania e reprimiu com violência todos os movimentos de oposição. No que se refere à economia, o governo colocou em prática um projeto desenvolvimentista que produziu resultados bastante contraditórios, tendo em vista que o país ingressou numa fase de industrialização e crescimento econômico acelerados, sem beneficiar, porém, a maioria da população, em particular a classe trabalhadora.


Antecedentes do golpe
Os militares golpistas destituíram do poder o presidente João Goulart, que havia assumido a presidência após a inesperada renúncia de Jânio Quadros, em 1961. Sua posse foi bastante conturbada e só foi aceita pelos militares e pelas elites conservadoras depois da imposição do regime parlamentarista. Essa fórmula política tinha como propósito limitar as prerrogativas presidenciais, subordinando o Poder Executivo ao Legislativo. Goulart, contudo, manobrou politicamente e conseguiu aprovar um plebiscito, cujo resultado restituiu o regime presidencialista.

O presidente, entretanto, continuou a não dispor de uma base de apoio parlamentar que fosse suficiente para aprovar seus projetos de reforma política e econômica. A saída encontrada por Goulart foi a de pressionar o Congresso Nacional por meio de constantes mobilizações populares, que geraram inúmeras manifestações públicas em todo o país.

Ao mesmo tempo, a situação da economia se deteriorou, provocando o acirramento dos conflitos de natureza classista. Todos esses fatores levaram, de forma conjunta, a uma enorme instabilidade institucional, que acabou por dificultar a governabilidade.

Nessa conjuntura, o governo tentou mobilizar setores das Forças Armadas, como forma de obter apoio político, mas isso colocou em risco a hierarquia entre os comandos militares e serviu como estímulo para o avanço dos militares golpistas.

Em 1964, a sociedade brasileira se polarizou. As classes médias, as elites agrárias e os industriais se voltaram contra o governo e abriram caminho para o movimento dos golpistas.


Os governos militares
•Governo Castello Branco (abril de 1964 a julho de 1967):


O marechal Humberto de Alencar Castello Branco esteve à frente do primeiro governo militar e deu início à promulgação dos Atos Institucionais. Entre as medidas mais importantes, destacam-se: suspensão dos direitos políticos dos cidadãos; cassação de mandatos parlamentares; eleições indiretas para governadores; dissolução de todos os partidos políticos e criação de duas novas agremiações políticas: a Aliança Renovadora Nacional (Arena), que reuniu os governistas, e o Movimento Democrático Brasileiro (MDB), que reuniu as oposições consentidas.

Em fins de 1966, o Congresso Nacional foi fechado, sendo imposta uma nova Constituição, que entrou em vigor em janeiro de 1967. Na economia, o governo revogou a Lei de Remessa de Lucros e a Lei de Estabilidade no Emprego, proibiu as greves e impôs severo controle dos salários. Castelo Branco planejava a transferir o governo aos civis no final de seu mandato, mas setores radicais do Exército impuseram a candidatura do marechal Costa e Silva.


•Governo Costa e Silva (março de 1967 a agosto de 1969):


O marechal Arthur da Costa e Silva enfrentou a reorganização política dos setores oposicionistas, greves e a eclosão de movimentos sociais de protesto, entre eles o movimento estudantil universitário. Também neste período os grupos e organizações políticas de esquerda organizaram guerrilhas urbanas e passaram a enfrentar a ditadura, empunhando armas, realizando sequestros e atos terroristas. O governo, então, radicalizou as medidas repressivas, com a justificativa de enfrentar os movimentos de oposição.

A promulgação do Ato Institucional nº 5 (AI-5), em dezembro de 1968, representou o fechamento completo do sistema político e a implantação da ditadura. O AI-5 restringiu drasticamente a cidadania, pois dotou o governo de prerrogativas legais que permitiram a ampliação da repressão policial-militar.

Suprimidos os direitos políticos, na área econômica o novo presidente flexibilizou a maioria das medidas impopulares adotadas por seu antecessor. Costa e Silva não conseguiu terminar seu mandato devido a problemas de saúde. Afastado da presidência, os militares das três armas formaram uma junta governativa de emergência, composta pelos três ministros militares: almirante Augusto Rademaker, da Marinha; general Lira Tavares, do Exército; e brigadeiro Sousa e Melo, da Aeronáutica.

Ao término do governo emergencial, que durou de agosto a outubro de 1969, o general Médici foi escolhido pela Junta Militar para assumir a presidência da República.


•Governo Médici (novembro de 1969 a março de 1974):


O general Emílio Garrastazu Médici dispôs de um amplo aparato de repressão policial-militar e de inúmeras leis de exceção, sendo que a mais rigorosa era o AI-5. Por esse motivo, seu mandato presidencial ficou marcado como o mais repressivo do período da ditadura. Exílios, prisões, torturas e desaparecimentos de cidadãos fizeram parte do cotidiano de violência repressiva imposta à sociedade.

Siglas como Dops (Departamento de Ordem Política e Social) e Doi-Codi (Destacamento de Operações e Informações-Centro de Operações de Defesa Interna) ficaram conhecidas pela brutal repressão policial-militar. Com a censura, todas as formas de manifestações artísticas e culturais sofreram restrições. No final do governo Médici, as organizações de luta armada foram dizimadas.

Na área econômica, o governo colheu os frutos do chamado "milagre econômico", que representou a fase áurea de desenvolvimento do país, obtido por meio da captação de enormes recursos e de financiamentos externos. Todos esses recursos foram investidos em infra-estrutura: estradas, portos, hidrelétricas, rodovias e ferrovias expandiram-se e serviram como base de sustentação do vigoroso crescimento econômico. O PIB (Produto Interno Bruto) chegou a crescer 12% ao ano e milhões de empregos foram gerados.

A curto e médio prazo, esse modelo de desenvolvimento beneficiou a economia, mas a longo prazo o país acumulou uma dívida externa cujo pagamento (somente dos juros) bloqueou a capacidade de investimento do Estado. A estabilidade política e econômica obtida no governo Médici permitiu que o próprio presidente escolhesse seu sucessor: o general Ernesto Geisel foi designado para ocupar a Presidência da República.


•Governo Geisel (março de 1974 a março de 1979):


O governo do general Ernesto Geisel coincidiu com o fim do milagre econômico. O aumento vertiginoso dos preços do petróleo, principal fonte energética do país, a recessão da economia mundial e a escassez de investimentos estrangeiros interferiram negativamente na economia interna.

Na área política, Geisel previu dificuldades crescentes e custos políticos altíssimos para a corporação militar e para o país, caso os militares permanecessem no poder indefinidamente. Ademais, o MDB conseguiu expressiva vitória nas eleições gerais de novembro de 1974, conquistando 59% dos votos para o Senado, 48% da Câmara dos Deputados e as prefeituras da maioria das grandes cidades. Por essa razão, o presidente iniciou o processo de distensão lenta e gradual em direção à abertura e à redemocratização.

Não obstante, militares radicais (denominados pelos historiadores como a "linha dura"), que controlavam o sistema repressivo, ofereceram resistência à política de liberalização. A ação desses militares gerou graves crises institucionais e tentativas de deposição do presidente.

Os casos mais notórios de tentativas de desestabilizar o governo ocorreram em São Paulo, quando morreram, sob tortura, o jornalista Vladimir Herzog e o operário Manoel Fiel Filho.

O conflito interno nas Forças Armadas, decorrente de divergências com relação à condução do Estado brasileiro, esteve presente desde a tomada do poder pelos militares até o fim da ditadura.

No entanto, Geisel conseguiu superar todas as tentativas de desestabilização do seu governo. O golpe final contra os militares radicais foi dado com a exoneração do ministro do Exército, general Sílvio Frota.

Ao término do mandato de Geisel, a sociedade brasileira tinha sofrido muitas transformações. A repressão havia diminuído significativamente; as oposições políticas, o movimento estudantil e os movimentos sociais começaram a se reorganizar. Em 1978, o presidente revogou o AI-5 e restaurou o habeas corpus. Geisel conseguiu impor a candidatura do general João Batista Figueiredo para a sucessão presidencial.


•Governo Figueiredo (março de 1979 a março de 1985):


João Baptista de Oliveira Figueiredo foi o último general presidente, encerrando o período da ditadura militar, que durou mais de duas décadas.

Figueiredo acelerou o processo de liberalização política e o grande marco foi a aprovação da Lei de Anistia, que permitiu o retorno ao país de milhares de exilados políticos e concedeu perdão para aqueles que cometeram crimes políticos. A anistia foi mútua, ou seja, a lei também livrou da justiça os militares envolvidos em ações repressivas que provocaram torturas, mortes e o desaparecimento de cidadãos. O pluripartidarismo foi restabelecido. A Arena muda a sua denominação e passa a ser PDS; o MDB passa a ser PMDB. Surgem outros partidos, como o Partido dos Trabalhadores (PT) e o Partido Democrático Trabalhista (PDT).

O governo também enfrentou a resistência de militares radicais, que não aceitavam o fim da ditadura. Essa resistência tomou a forma de atos terroristas. Cartas-bombas eram deixadas em bancas de jornal, editoras e entidades da sociedade civil (Igreja Católica, Ordem dos Advogados do Brasil, Associação Brasileira de Imprensa, entre outras). O caso mais grave e de maior repercussão ocorreu em abril de 1981, quando uma bomba explodiu durante um show no centro de convenções do Rio Centro. O governo, porém, não investigou devidamente o episódio.

Na área econômica, a atuação do governo foi medíocre, os índices de inflação e a recessão aumentaram drasticamente.

No último ano do governo Figueiredo surgiu o movimento das Diretas Já, que mobilizou toda a população em defesa de eleições diretas para a escolha do próximo presidente da República. O governo, porém, resistiu e conseguiu barrar a Lei Dante de Oliveira. Desse modo, o sucessor de Figueiredo foi escolhido indiretamente pelo Colégio Eleitoral, formado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal. Em 15 de janeiro de 1985, o Colégio Eleitoral escolheu o deputado Tancredo Neves como novo presidente da República. Tancredo derrotou o deputado Paulo Maluf. Tancredo Neves, no entanto, adoeceu e morreu. Em seu lugar, assumiu o vice-presidente, José Sarney.
Obs: Não esqueçam de estudar os governos liberais de 45 à 64.

Grande abraço e ótima prova à Todos!!!!!

Fonte: Site Uol (http://educacao.uol.com.br/historia-brasil/historia-regime-militar.jhtm) no dia 31 de agosto de 2011 às 20:28:40