sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Humberto - Período democrático brasieiro

Governo Gaspar Dutra (1946-1951) Democracia e fim do Estado Novo Renato Cancian* Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação O general Gaspar Dutra, eleito pela aliança PSD-PTB Em 1945, a ditadura do Estado Novo chegou ao fim e foi substituído por um regime democrático. O Estado Novo entrou em crise por pressão das forças políticas de oposição, tanto de caráter elitista como popular. Getúlio Vargas, que comandou os destinos do Brasil durante quinze anos previu as dificuldades em torno da manutenção do governo ditatorial. Por conta disso tentou se manter no poder fazendo algumas concessões políticas. Nos primeiros meses de 1945 decretou a anistia e teve início o processo de reorganização dos partidos políticos com a indicação de candidatos a presidência da República, com eleições marcadas para dezembro. Tentativas de continuismo Habilmente, Getúlio patrocinou a formação de dois partidos políticos: o Partido Social Democrático (PSD), que representava os interesses das oligarquias vinculadas aos interventores getulistas; e o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), vinculado à estrutura sindical trabalhista subordinada ao Estado varguista. As manobras políticas de Getúlio foram mais além, com a legalização do Partido Comunista Brasileiro (PCB) que havia sido desarticulado e perseguido durante seu governo ditatorial. O PSB, o PTB e o PCB patrocinaram um amplo movimento que pregava a "Constituinte com Getúlio". Conhecido também como movimento "queremista", a aliança entre essas forças políticas em apoio a um governo de "União nacional com Getúlio" alertou os chefes militares para a possibilidade de Vargas vir a boicotar as eleições, com objetivo de se manter no cargo. Por conta disso, em 29 de outubro de 1945, um golpe liderado pelos generais Góes Monteiro e Eurico Gaspar Dutra depuseram Getúlio Vargas da presidência da República. As eleições de 1945 Afastada a possibilidade de continuidade do governo getulista, em dezembro de 1945 foram realizadas eleições para a Assembléia Constituinte e para presidência da República. Para a Assembléia Constituinte, a representação partidária foi a seguinte: o PSD obteve 54 por cento dos votos, a União Democrática Nacional (UDN) obteve 28 por cento dos votos, enquanto que o PTB obteve 7,5 por cento; por fim, os demais partidos em conjunto obtiveram 7,3 por cento dos votos. Na disputa eleitoral para presidência da República, a UDN que era representante dos setores liberais conservadores lançou como candidato o brigadeiro Eduardo Gomes; o PTB em aliança com o PSD lançou o nome do general Eurico Gaspar Dutra; e o PCB disputou o pleito com o candidato Yedo Fiuza. O general Eurico Gaspar Dutra venceu as eleições com 55 por cento dos votos. A Constituição de 1946 Em setembro de 1946 promulgava-se a quinta Constituição brasileira, que congregou principios liberais e conservadores. Por um lado, assegurou a manutenção da república federativa presidencialista, o voto secreto e universal para maiores de 18 anos, excetuando-se militares, analfabetos e religiosos, a divisão do Estado em três poderes independentes, restauração das garantias individuais aos cidadãos, fim da censura e da pena de morte. Por outro, preservou a estrutura fundiária tornando intocáveis os grandes latifúndios, a estrutura sindical de cunho fascista com os grandes sindicatos trabalhista vinculados ao Estado, e a rejeição das propostas de nacionalização de bancos e algumas indústrias. O governo de Eurico Gaspar Dutra A Constituição concedia e assegurava direitos civis e políticos aos cidadãos brasileiros. Não obstante, quando se tratava de assuntos relacionados com movimentos populares, movimentos trabalhistas e atividades dos adeptos da ideologia comunista, o presidente Gaspar Dutra afastou-se da legalidade. O governo adotou medidas repressivas contra a tentativa de reorganização sindical dos trabalhadores, proibindo a existência do Movimento Unificador dos Trabalhadores (MUT). O MUT havia sido organizado pelos líderes sindicais desejosos da construção de um sindicalismo trabalhista autônomo livre da rotineira interferência estatal nos órgãos de classe. O governo proibiu as eleições sindicais e interveio em praticamente todos os sindicatos. No último ano do mandato de Gaspar Dutra, cerca de 200 sindicatos trabalhistas se encontravam sob intervenção governamental. Autoritarismo Em maio de 1947, o governo colocou na ilegalidade o PCB, e cerca de oito meses depois cassou o mandato de seus representantes no Congresso, inclusive o mandato de Luis Carlos Prestes, figura histórica que conseguiu se eleger senador com o maior número de votos. No curto período de sua existência legal, o PCB tornou-se o maior partido comunista da América Latina, com cerca de 200 mil partidários, e obteve importantes conquistas eleitorais. A política governamental repressiva contra as atividades do PCB foi acompanhada por uma política externa que estreitou os vínculos entre Brasil e Estados Unidos. Após a Conferência para Manutenção da Paz e da Segurança do Continente, patrocinada pelo governo dos Estados Unidos, em 1946, o Brasil rompeu relações diplomáticas com a União Soviética. Com essa política externa, o Brasil se colocava ao lado dos Estados Unidos no contexto internacional da chamada Guerra Fria. Plano SALTE Quinze anos de governo varguista foram mais que suficientes para consolidar uma política desenvolvimentista baseada nos princípios do planejamento econômico com uma forte interferência estatal nos setores produtivos industriais e financeiros. Quando assumiu a presidência da República, Eurico Gaspar Dutra deu continuidade a esse padrão de desenvolvimento do país com a elaboração e aplicação do Plano SALTE, iniciais que representavam planejamento na área da saúde (S), alimentação (AL), transporte (T) e energia (E). O plano SALTE não alcançou o êxito esperado, em razão da fragmentação das atividades em cada área concebida como prioritária, o que comprometeu suas potencialidades. Ainda assim, ele foi um importante fator de crescimento e desenvolvimento da econômia brasileira no período em questão. A democracia nascente O período que abrange os anos de 1946 a 1964, é considerado pelos historiadores e cientistas sociais como a primeira experiência de regime democrático no Brasil. O período de existência da República Oligárquica ou República Velha (1889-1930) esteve longe de representar uma experiência verdadeiramente democrática devido aos incontáveis vícios políticos mascarados por princípios de legalidade juridica prescritos nas leis. Não obstante, o presidente Eurico Gaspar Dutra praticou uma política governamental deliberadamente autoritária a partir de medidas que desrespeitou flagrantemente a Constituição vigente. A repressão para impedir o crescimento vertiginoso dos comunistas e o avanço dos movimentos sociais e sindicais dos trabalhadores pode ser considerada os exemplos mais evidentes do autoritarismo do governamental neste período inicial da experiência democrática no Brasil. fonte: http://educacao.uol.com.br/historia-brasil/governo-gaspar-dutra-1946-1951-democracia-e-fim-do-estado-novo.jhtm

Humberto dá uma lida ae!!!!!!

História do Imperialismo e Neocolonialismo Na segunda metade do século XIX, países europeus como a Inglaterra, França, Alemanha, Bélgica e Itália, eram considerados grandes potências industriais. Na América, eram os Estados Unidos quem apresentavam um grande desenvolvimento no campo industrial. Todos estes países exerceram atitudes imperialistas, pois estavam interessados em formar grandes impérios econômicos, levando suas áreas de influência para outros continentes. Com o objetivo de aumentarem sua margem de lucro e também de conseguirem um custo consideravelmente baixo, estes países se dirigiram à África, Ásia e Oceania, dominando e explorando estes povos. Não muito diferente do colonialismo dos séculos XV e XVI, que utilizou como desculpa a divulgação do cristianismo; o neocolonialismo do século XIX usou o argumento de levar o progresso da ciência e da tecnologia ao mundo. Na verdade, o que estes países realmente queriam era o reconhecimento industrial internacional, e, para isso, foram em busca de locais onde pudessem encontrar matérias primas e fontes de energia. Os países escolhidos foram colonizados e seus povos desrespeitados. Um exemplo deste desrespeito foi o ponto culminante da dominação neocolonialista, quando países europeus dividiram entre si os territórios africano e asiático, sem sequer levar em conta as diferenças éticas e culturais destes povos. Entre novembro de 1884 e fevereiro de 1885 foi realizado o Congresso de Berlim. Neste encontro, os países europeus imperalistas organizaram e estabeleceram regras para a exploração da África. Na divisão territorial que fizeram, a cultura e as diferenças étnicas dos povos africanos não foram respeitadas. Devido ao fato de possuírem os mesmo interesses, os colonizadores lutavam entre si para se sobressaírem comercialmente. O governo dos Estados Unidos, que já colonizava a América Latina, ao perceber a importância de Cuba no mercado mundial, invadiu o território, que, até então, era dominado pela Espanha. Após este confronto, as tropas espanholas tiveram que ceder lugar às tropas norte-americanas. Em 1898, as tropas espanholas foram novamente vencidas pelas norte-americanas, e, desta vez, a Espanha teve que ceder as Filipinas aos Estados Unidos. Um outro ponto importante a se estudar sobre o neocolonialismo, é à entrada dos ingleses na China, ocorrida após a derrota dos chineses durante a Guerra do Ópio (1840-1842). Esta guerra foi iniciada pelos ingleses após as autoridades chinesas, que já sabiam do mal causado por esta substância, terem queimado uma embarcação inglesa repleta de ópio. Depois de ser derrotada pelas tropas britânicas, a China, foi obrigada a assinar o Tratado de Nanquim, que favorecia os ingleses em todas as clausulas. A dominação britânica foi marcante por sua crueldade e só teve fim no ano de 1949, ano da revolução comunista na China. Como conclusão, pode-se afirmar que os colonialistas do século XIX, só se interessavam pelo lucro que eles obtinham através do trabalho que os habitantes das colônias prestavam para eles. Eles não se importavam com as condições de trabalho e tampouco se os nativos iriam ou não sobreviver a esta forma de exploração desumana e capitalista. Foi somente no século XX que as colônias conseguiram suas independências, porém herdaram dos europeus uma série de conflitos e países marcados pela exploração, subdesenvolvimento e dificuldades políticas. Fonte: http://www.suapesquisa.com/historia/imperialismo/

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

TD de recuperação do 9° ano do Colégio Jemina Gois

1. "Somos uma raça superior e devemos governar com dureza [...] Arrancarei deste país tudo que puder. Não vim para espalhar bem-aventurança [...] A população deve trabalhar sempre [...] Não viemos para distribuir o maná [vantagens]. Viemos para criar as bases da vitória. Somos uma raça superior que precisa lembrar que o mais humilde operário alemão é, racial e biologicamente, mais valioso que a população daqui." (Fonte: Adap. de Erich Koch, Comissário do Reich na Ucrânia em março de 1943, in: SHIRER, William L. Ascensão e queda do III Reich. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 1967, vol. 4, p. 13) O Texto permite identificar alguns valores que permeavam a ação alemã na Segunda Guerra Mundial (1939-1945). a) Identifique no texto dois valores da ideologia nazista. b) Cite duas razões que levaram o Brasil a participar da Segunda Guerra Mundial. 2. Hiroshima, Japão. No exato momento em que 60 anos antes a primeira bomba atômica da história devastava a cidade de Hiroshima no Japão, mais de 50 mil pessoas fizeram um minuto de silêncio em homenagem às vítimas do ataque. Às 8:15 min [...] o mundo relembrou a detonação da arma mais poderosa já vista no planeta até então, que matou cerca de cem mil pessoas diretamente e outras milhares nos anos seguintes. Fonte: Adaptado de O GLOBO de 06 de agosto de 2005, p.36. a) Apresente um argumento do governo norte-americano em defesa da ação que devastou Hiroshima, no dia 06 de agosto de 1945, e Nagasaki, três dias depois. b) Considerando a situação militar da Ásia Oriental em meados de 1945, mencione uma crítica aos bombardeios dessas duas cidades japonesas. 3. Leia o texto a seguir e responda a questão. Cerca de 20 líderes mundiais reunidos na França deixaram de lado suas divergências políticas - sobretudo no que diz respeito à invasão do Iraque - para comemorar ontem os 60 anos do desembarque das tropas aliadas na Normandia. Nas homenagens aos mortos e aos veteranos de uma das batalhas mais decisivas da História, prevaleceu o espírito de união que garantiu a vitória sobre os nazistas na II Guerra Mundial. "JORNAL DO BRASIL", Rio de Janeiro, segunda-feira, 7 de junho de 2004. p. 20. O texto citado faz referência a dois momentos de grande importância para a política mundial, o dia D (6 de junho de 1944) durante a 2 Guerra Mundial (1939/45) e a invasão do Iraque por tropas de uma coalizão, lideradas pelos Estados Unidos da América em 2004. Com base nesses acontecimentos, a) Analise a importância do desembarque dos Aliados na Normandia para a II Guerra Mundial. b) Cite duas razões que geraram as divergências dos líderes mundiais frente à atual situação iraquiana. 4. "Esta guerra, de fato, é uma continuação da anterior." (Winston Churchill, trecho de seu pronunciamento no Parlamento Inglês, 21/08/1941) A partir da continuidade admitida no texto, procure caracterizar o capitalismo monopolista, importante elo da crise que permeou os dois conflitos mundiais. 5. A ALCA é parte de um projeto integral dos Estados Unidos que começa há muito tempo, na realidade, há quase dois séculos, quando, em 1823, James Monroe proclama a famosa doutrina que leva seu nome, a da América para os americanos. ATILIO BORON Adaptado de http://www.revistaforum.com.br A política externa dos Estados Unidos sempre se constituiu em um elemento preponderante nas relações entre os povos americanos, apesar das diferentes conjunturas verificadas ao longo desses quase duzentos anos. a) Descreva o contexto histórico em que surgiu a Doutrina Monroe e aponte seu principal objetivo. b) Indique a proposta dos idealizadores da ALCA e a principal argumentação dos críticos dessa proposta. 6. A belle époque do começo do século XX acabou num período de caos sistêmico (1914-48), caracterizado por guerras, revoluções e pela crise profunda dos processos globais de acumulação de capital. É bem possível que a belle époque do final do século XX esteja para desembocar num período caótico, em muitos aspectos análogo (mas em outros aspectos bem diferente) ao período 1914-48. Se for o caso, o colapso do comunismo na Europa oriental será visto retrospectivamente como o final, não como o começo, de uma era de prosperidade e segurança para o Ocidente. O fato de o colapso do comunismo ter sido seguido imediatamente pela crise Iraque e Kuwait e a primeira recessão séria da economia americana desde 1982 sugerem que isso pode estar acontecendo. (G. Arrighi, "A desigualdade mundial na distribuição de renda e o futuro do socialismo".) a) Que nome recebeu a guerra que teve início com a crise entre Iraque e Kuwait a que se refere o autor do texto? b) Nas duas últimas décadas do século XX, imperou em muitos países do mundo um sistema político e econômico que ficou conhecido como neoliberalismo. Quais os princípios desse sistema? TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO Planos, metas e Brasília O "planejamento econômico" estava no ar desde os anos 30, influenciado principalmente pelo sucesso da política do New Deal, aplicada por Franklin Delano Roosevelt à Depressão norte-americana. Como governador de Minas (1945-51), JK adotara o binômio energia/transportes como metas de desenvolvimento. O Plano de Metas foi a primeira medida de planejamento econômico 'stricto sensu', no Brasil. Constava de 31 metas, agrupadas em cinco setores básicos, para os quais deveriam ser encaminhados todos os investimentos públicos e privados do país: energia, transportes, indústrias de base, alimentação e educação (...). A meta 31, denominada meta síntese, era a construção de Brasília, que foi inaugurada em 21 de abril de 1960. Entre 1956 e 1961, a economia brasileira cresceu, em média, 8,1% ao ano (...). A fabricação de automóveis e de material elétrico ultrapassou 25% ao ano. Vários outros setores, como siderurgia, álcalis, celulose e papel, construção e pavimentação de rodovias, ultrapassaram as metas estabelecidas. (Revista "Problemas Brasileiros". n. 352. julho/ago/2002. p. 22) 7. O texto identifica dois momentos da história contemporânea associados, respectivamente, à a) Revolução Francesa, que pôs em prática os ideais de liberdade e fraternidade e à Revolução Socialista, que se inspirou no princípio de igualdade social. b) Primeira Guerra Mundial, que acabou por ressaltar as contradições do capitalismo e à Segunda Grande Guerra, que dividiu o mundo em dois blocos antagônicos. c) Guerra do Oriente Médio, que provocou a crise econômica do mundo capitalista e à Primeira Grande Guerra, que enfraqueceu os países com regimes democráticos. d) Primeira Guerra Mundial, que criou condições para o desenvolvimento do capitalismo moderno e à Revolução Russa, que desmantelou a ordem capitalista e burguesa. e) Segunda Guerra Mundial, que combateu os regimes políticos totalitários na Europa e à Revolução Russa, que promoveu o desenvolvimento econômico dos países pobres. TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO Cultura dos almanaques 1. Como explicar ao meu leitor mais jovem o que é (ou o que era) um ALMANAQUE? Vamos ao dicionário. Lá está, entre outras acepções, a que vem ao caso: folheto ou livro que, além do calendário do ano, traz diversas indicações úteis, poesias, trechos literários, anedotas, curiosidades etc. O leitor não faz idéia do que cabia nesse etc.: charadas, horóscopo, palavras cruzadas, enigmas policiais, astúcias da matemática, recordes mundiais, caricaturas, provérbios, dicas de viagem, receitas caseiras... Pense em algo publicável, e lá estava. 2. Já ouvi a expressão "cultura de almanaque", dita em tom pejorativo. Acho injusto. Talvez não seja inútil conhecer as dimensões das três pirâmides, ou a história de expressões como "vitória de Pirro", "vim, vi e venci" e "até tu, Brutus?". E me arrepiava a descrição do ataque à base naval de Pearl Harbor, da guilhotina francesa, do fracasso de Napoleão em Waterloo, da queda de Ícaro, das angústias de Colombo em alto mar. Sim, misturava povos e séculos com grande facilidade, mas ainda hoje me valho das informações de almanaque para explicar, por exemplo, a relação que Pitágoras encontrou não apenas entre catetos e hipotenusa, mas - pasme, leitor - entre o sentimento da melancolia e o funcionamento do fígado. Um bom leitor de almanaque explica como uma bela expressão de Manuel Bandeira - "o fogo de constelações extintas há milênios" - é também uma constatação da astrofísica. 3. Algum risco sempre havia: não foi boa idéia tentar fazer algumas experiências químicas com produtos caseiros. E alguns professores sempre implicavam quando eu os contestava ou argüía, com base no almanaque. Pegadinhas do tipo "quais são os números que têm relações de parentesco?" ou questões como "por que uma mosca não se esborracha no vidro dentro de um carro em alta velocidade?" não eram bem-vindas, porque despertavam a classe sonolenta. Meu professor de Ciências fechou a cara quando lhe perguntei se era hábito de Arquimedes tomar banho na banheira brincando com bichinhos que bóiam, e minha professora de História fingiu que não me ouviu quando lhe perguntei de quem era mesmo a frase "E no entanto, move-se!", que eu achei familiar quando a li pintada no pára-choque de um fordinho com chapa 1932 (relíquia de um paulista orgulhoso?). 4. Almanaque não se emprestava a ninguém: ao contrário de um bumerangue, nunca voltaria para o dono. Lembro-me de um exemplar que falava com tanta expressão da guerra fria e de espionagem que me proporcionou um prazer equivalente ao das boas páginas de ficção. Um outro ensinava a fazer balão e pipa, a manejar um pião, e se nunca os fiz subir ou rodar era porque meu controle motor já não dava inveja a ninguém. Em compensação, conhecia todas as propriedades de uma carnaubeira, o curso e o regime do rio São Francisco, fazia prodígios com ímãs e saberia perfeitamente reconhecer uma voçoroca, se viesse a cair dentro de uma. 5. Pouco depois dos almanaques vim a conhecer as SELEÇÕES - READER'S DIGEST - uma espécie de almanaque de luxo, de circulação regular e internacional. Tirando Hollywood, as SELEÇÕES talvez tenham sido o principal meio de difusão do AMERICAN WAY OF LIFE, a concretização editorial do SLOGAN famoso: TIME IS MONEY. Não tinha o charme dos almanaques: levava-se muito a sério, o humor era bem-comportado, as matérias tinham um tom meio autoritário e moralista, pelo qual já se entrevia uma América (como os EUA gostam de se chamar) com ares de dona do mundo. Não tinha a galhofa, o descompromisso macunaímico dos nossos almanaques em papel ordinário. Eu não trocaria três exemplares do almanaque de um certo biotônico pela coleção completa das SELEÇÕES. 6. Adolescente, aprendi a me especializar nas disciplinas curriculares, a separar as chamadas áreas do conhecimento. Deixei de lado os almanaques e entrei no funil apertado das tendências vocacionais. Com o tempo, descobri este emprego de cronista que me abre, de novo, todas as portas do mundo: posso falar da minha rua ou de Bagdad, da reunião do meu condomínio ou da assembléia da ONU, do meu canteirinho de temperos ou da safra nacional de grãos. Agora sou autor do meu próprio almanaque. Se fico sem assunto, entro na Internet, esse almanaque multidisciplinaríssimo de última geração. O "buscador" da HOME PAGE é uma espécie de oráculo de Delfos de efeito quase instantâneo. E o inglês, enfim, se globalizou pra valer: meus filhos já aprenderam, na prática, o sentido de outro SLOGAN prestigiado, NO PAIN, NO GAIN (ou GAME, no caso deles). Se eu fosse um nostálgico, diria que, apesar de todo esse avanço, os velhos almanaques me deixaram saudades. Mas não sou, como podeis ver. (Argemiro Fonseca) 8. O ataque à base naval de Pearl Harbor tornou-se um dos acontecimentos decisivos para o desfecho da Segunda Guerra Mundial. Esse ataque a) representou a primeira grande derrota dos aliados, uma vez que os japoneses passaram a utilizar armas atômicas contra cidades asiáticas, porque estas defendiam os aliados. b) criou condições favoráveis para os aliados na luta contra as forças nazi-fascistas, pois foi um fato histórico decisivo para a entrada dos Estados Unidos da América na guerra. c) contribuiu para o aumento do poderio estratégico e militar dos alemães, haja vista o aniquilamento quase total das forças americanas e de seus aliados no Leste Europeu. d) marcou a derrota final dos países que faziam parte da Tríplice Entente, tornando-se o símbolo da restauração da democracia e do liberalismo em toda a Europa. e) foi importante para o fortalecimento do nazi-fascismo, em razão da vitória esmagadora das forças alemãs sobre o exército soviético e de outros países do Leste Europeu. 9. Apesar de possuírem zonas de influência no mundo, alguns países estavam insatisfeitos e, aliados, entraram na 2 Guerra Mundial. Esses países eram: a) Japão, Espanha e Itália. b) Estados Unidos, Itália e Inglaterra. c) Rússia, Letônia e França. d) Alemanha, Itália e Japão. e) França, Inglaterra e Itália. 10. (BELMONTE, 1943. In: JAGUAR (org.). Caricatura dos tempos. São Paulo: Melhoramentos, 1982.) A caricatura acima refere-se a dois momentos das relações entre a Alemanha e a URSS no entre-guerras. A alternativa que identifica esses momentos é: a) Conferência de Munique - invasão alemã à Polônia b) T ratado de Moscou - Política alemã de expansão para o leste c) Política de Apaziguamento - Pacto tripartite entre Alemanha, Itália e Japão d) Pacto de não-agressão germano-soviético - invasão da URSS pelas tropas alemãs 11. NAKAZAWA, K. "Gen. O dia seguinte". São Paulo: Conrad, 2001, p. 5. Do ponto de vista dos Estados Unidos, as bombas lançadas em Hiroshima e Nagasaki visavam a) a abreviar a guerra com o Japão e a provar aos países europeus a sua superioridade econômica. b) a concretizar o entendimento diplomático com o Japão e a Alemanha, com vistas à consolidação da paz. c) a encerrar a guerra com menos custos de vidas humanas para os dois lados do conflito. d) a testar nova tecnologia militar e a inaugurar o exercício do poder sem utilização de técnicas de terror. e) a sinalizar para a URSS o seu poderio bélico e a terminar a guerra sem maior custo de tropas e armas americanas. 12. O fato concreto que desencadeou a Segunda Guerra Mundial foi: a) a saída dos invasores alemães do território dos Sudetos na Tchecoslováquia. b) a tomada do "corredor polonês" que desembocava na cidade livre de Dantzig (atual Gdansk) pelos italianos. c) a invasão da Polônia por tropas nazistas e a ação da Inglaterra e da França em socorro dos seus aliados, declarando guerra ao Terceiro Reich. d) a efetivação de "Anschluss", que desmembrava a Áustria da Alemanha. e) a invasão da Petrônia por tropas alemãs, quebrando o Pacto Germânico-Soviético. 13. "... a morte da URSS foi a maior catástrofe geopolítica do século. No que se refere aos russos, ela se tornou uma verdadeira tragédia" (Vladimir Putin, presidente da Rússia, abril de 2005) "Para mim, o maior evento do século XX foi o colapso da URSS, que completou o processo de emancipação das nações" (Adam Rotfeld, chanceler da Polônia, abril de 2005) As duas declarações a) coincidem, a partir de pontos de vistas opostos, sobre a importância do desaparecimento da União Soviética. b) revelam que a Polônia, ao contrário da Rússia e dos demais ex-países do Pacto de Varsóvia, beneficiou-se com o fim da União Soviética. c) mostram ainda ser cedo para afirmar que o desaparecimento da União Soviética não foi historicamente importante. d) consideram que o fim da União Soviética, embora tenha sido uma tragédia, beneficiou russos e poloneses. e) indicam já ser possível afirmar, em caráter definitivo, que o fim da União Soviética foi o acontecimento mais importante da história. 14. Em 1989, o líder soviético Mikhail Gorbatchev visita a ilha de Cuba. Nos tempos da Perestroika, o presidente russo tem como meta: a) reaproximar o líder cubano do governo norte-americano com o objetivo de derrubar o bloqueio econômico imposto à ilha caribenha. b) convencer Fidel Castro a abrir o regime para garantir o ingresso de Cuba na nova ordem mundial capitalista. c) informar ao dirigente cubano a retirada dos investimentos soviéticos em Cuba, devido à grave crise econômica em curso na URSS. d) integrar a URSS à nova Organização Latino Americana de Solidariedade patrocinada pelo ditador Fidel Castro. 15. Analise a imagem a seguir. Com base na charge e nos conhecimentos sobre o processo de globalização, é correto afirmar: a) A heterogeneidade cultural foi fator determinante no processo de ampliação da desigualdade social planetária, visto que alimenta práticas repulsivas à incorporação dos benefícios da globalização. b) A globalização resultou no aumento do número de empregos, na ampliação do mercado formal de trabalho, na melhoria dos contratos de trabalho e na ampliação das conquistas sindicais. c) A charge demonstra que, com os processos de globalização, os excluídos no planeta foram brindados com um irreversível processo de incorporação ao mercado consumidor. d) Com o processo de globalização, apesar da abertura de novos mercados, uma parcela significativa da população mundial encontra-se à margem do consumo de produtos básicos. e) A charge retrata a prática conhecida do "dumping" (rebaixamento) comercial, estratégia inerente à globalização econômica que equalizou o acesso às mercadorias no planeta. 16. A partir da observação do quadro, analise as afirmativas a seguir. I - A Eslovênia possui pouca importância no conjunto da lugoslávia, porque tem uma das menores populações e pequena participação na economia e nas exportações. II - A Bósnia, apesar de concentrar boa parte da população iugoslava, não possui uma grande participação na economia. III - Na Sérvia, concentra-se a maior parte dos benefícios econômicos, por isso apresenta o maior índice de participação nas exportações em relação às demais regiões. Está(ão) correta(s) a) apenas I. b) apenas I e II. c) apenas II. d) apenas III. e) apenas II e III.

Td de recuperação dos segundos anos do Colégio Salomé Bastos e Jemina Gois

1. "Guerra improvável, paz impossível." Em que esta frase de Raymond Aron ilustra as relações americano-soviéticas de 1945 a 1989? 2. "Existem hoje, sobre a terra, dois grandes povos que, tendo partido de pontos diferentes, parecem adiantar-se para o mesmo fim: são os americanos e os russos. (...) Para atingir a sua meta, o primeiro apóia-se no interesse pessoal e deixa agir, sem dirigí-las, a força e a razão dos indivíduos. O segundo concentra num homem, de certa forma todo o poder da sociedade. Um tem por principal meio a liberdade; o outro, a servidão. O seu ponto de partida é diferente, os seus caminhos são diversos; não obstante, cada um deles parece convocado, por um desígnio secreto da Providência, a deter nas mãos, um dia, os destinos da metade do mundo". (Alexis de Tocqueville, A DEMOCRACIA NA AMÉRICA, 1835) Comente este texto publicado há mais de um século e meio. 3. "O monopólio da bomba atômica, cujo poder de destruição fora demonstrado em Hiroshima e Nagasaki, deu aos Estados Unidos a temporária ilusão de que seriam os senhores exclusivos do mundo (...) A penetração da ciência nos segredos da desintegração do átomo passou a influenciar as relações internacionais." A partir do texto, esclareça como se chegou: a) ao equilíbrio do terror nuclear; b) à coexistência pacífica. 4. Na fase Pós-Guerra emergiram e se consolidaram dois grandes blocos rivais, liderados pelos EUA e a URSS, originando a Guerra Fria. a) Discorra sobre as diferenças, apenas do ponto de vista econômico, entre capitalismo e socialismo. b) Apresente os nomes dos países onde o socialismo chegou a ser questionado através do Sindicato Solidariedade, da perestroika e da repressão às manifestações na Praça da Paz Celestial. 5. A partir da Perestroika, presenciamos um processo de abertura no leste europeu que vem modificar uma divisão de poderes entre as grandes potências, estabelecidas desde o final da Segunda Guerra Mundial. A reunificação das duas Alemanhas é parte importante destas transformações, pois modifica um regime de equilíbrio vigente há quase cinqüenta anos. Em que condições históricas a Alemanha foi dividida? Quais as conseqüências, para a política mundial, dessa divisão do mundo em dois blocos de poder? 6. "Um dos exemplos do estado de pânico total que dominou a sociedade norte-americana naqueles anos iniciais da década foi a 'cruzada anticomunista' que levou o nome de Macarthismo por causa do senador Joseph MacCarthy." (Dea Fenelon, A GUERRA FRIA,1983) Explique o que foi o Macarthismo e as suas relações com a Guerra Fria. TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO Urbanização descontrolada Na verdade, o grande período da sociedade brasileira foi o pós-guerra, quando é adotado o padrão da sociedade de "bem-estar social". Esse é o melhor momento tanto em termos de crescimento econômico quanto de crescimento ligado a uma política redistributiva. Foram abertos canais de promoção social, com investimentos públicos em infra-estrutura, em serviços de base, educação, saúde e urbanização. Isso perdurou até os fins dos anos 1970, mas a partir daí o país voltou a patinar e tornou-se cada vez mais concentrador de renda. Como, mesmo com retração econômica, a população continuou a crescer, passamos a ter cada vez mais marginalizados e excluídos. Hoje, o que era um problema social virou um problema de segurança e vivemos o agravamento de um quadro que era excludente. Temos uma situação de confronto entre o contigente de excluídos e aqueles que concentram as possibilidades. (Nicolau Sevcenko. In: "Cartacapital", 8/10/2003, p. 38) 7. O período pós-Segunda Guerra Mundial até os anos 1970, foi marcado por uma série de transformações socioeconômicas e políticas na Europa Ocidental, dentre as quais, o fortalecimento da chamada sociedade de bem-estar social, que teve intrínsecas relações com a) a postura isolacionista dos europeus em relação à política instaurada pelas duas superpotências mundiais durante a Guerra Fria. b) o processo de privatizações e de desmantelamento do Estado realizado sob inspiração dos ideólogos do liberalismo econômico. c) as concessões do Estado às organizações de trabalhadores em razão, dentre outras, do temor à proliferação dos ideais socialistas. d) a vitória do Estado neoliberal, que eliminou grande parte dos direitos sociais e políticos conquistados pelas organizações sindicais. e) o intenso intercâmbio comercial realizado com países do Leste Europeu visando sobretudo sua recuperação econômica. 8. (BELMONTE, 1946. In: JAGUAR (org.). Caricatura dos tempos. São Paulo: Melhoramentos, 1982.) A caricatura acima refere-se ao contexto histórico da Guerra Fria, marcado por um sistema de relações na política internacional que estabelece um estado entre beligerância e não-beligerância. A Guerra Fria pode ser caracterizada por: a) cisão no bloco socialista, a partir da oposição entre União Soviética e China b) formação de alianças continentais, devido às tensões decorrentes da descolonização c) ocorrência de conflitos localizados, em função da possibilidade de utilização da energia atômica d) confronto direto entre os Estados Unidos e a União Soviética, em virtude da divisão da Europa pela cortina de ferro 9. O lançamento da bomba atômica sobre Hiroshima e Nagasaki, em 6 de agosto de 1945, provocou a rendição incondicional do Japão, na Segunda Guerra. Nesse momento, o mundo ocidental vivia a dualidade ideológica, capitalismo e socialismo. Nesse contexto, o lançamento da bomba está relacionado com a) o descompasso entre o desenvolvimento da ciência, financiado pelos Estados beligerantes, e os interesses da população civil. b) a busca de hegemonia dos Estados Unidos, que demonstraram seu poder bélico para conter, no futuro, a União Soviética. c) a persistência da luta contra o nazi-fascismo, pelos países aliados, objetivando a expansão da democracia. d) a difusão de políticas de cunho racista associadas a pesquisas que comprovassem a superioridade da civilização européia. e) a convergência de posições entre norte-americanos e soviéticos, escolhendo o Japão como inimigo a ser derrotado. 10. Entre 1961 e 1973, um total de 57.939 norte-americanos morreram no conflito da Indochina, a mais longa e custosa guerra externa na história dos Estados Unidos. A Força Aérea dos EUA jogou sobre o Vietnã uma tonelagem de bombas mais de três vezes superior ao que foi jogado na Alemanha durante a Segunda Guerra. KEYLOR, William R. "The twentieth-century world"; an international history. New York: Oxford University Press, 1996. p. 375. Considerando-se a Guerra do Vietnã, é CORRETO afirmar que a) o conflito foi motivado pela intenção do Governo norte-americano de impedir a expansão do Comunismo no Sudeste asiático. b) os norte-americanos deram apoio decidido às ações de seu Governo no Vietnã e manifestaram insatisfação quando suas tropas foram retiradas de lá. c) os vietnamitas que enfrentavam o exército dos EUA lutavam em condições difíceis, pois não dispunham de apoio externo. d) a saída das tropas norte-americanas e a subseqüente derrota das forças locais pró-Ocidente levou à divisão do Vietnã. 11. A Guerra Fria, nos anos 1950/60, deu lugar à política de distensão entre os EUA e a URSS conhecida como Coexistência Pacífica. Entre as causas que contribuíram para essa mudança, NÃO se encontra a) a grande dianteira econômico-militar alcançada pelos EUA nessa época, que obrigou a URSS a adotar uma posição defensiva. b) a divergência surgida no campo socialista entre a URSS e a China. c) a recuperação econômica da Europa, que permitiu maior autonomia política a alguns países, como a França do governo De Gaulle. d) a relativa equivalência de forças dos blocos que resultou da Guerra da Coréia e do equilíbrio nuclear alcançado entre as duas superpotências. e) a expansão da descolonização afro-asiática, que gerou uma nova realidade política com a Conferência de Bandung (1955) e o estabelecimento do Movimento dos Não-Alinhados (1961). 12. Sobre a queda do muro de Berlim, no dia 10 de novembro de 1989, é correto afirmar que a) o fato acirrou as tensões entre Oriente e Ocidente, manifestas na permanência da divisão da Alemanha. b) resultou de uma longa disputa diplomática, que culminou com a entrada da Alemanha no Pacto de Varsóvia. c) expressou os esforços da ONU que, por meio de acordos bilaterais, colaborou para reunificar a cidade, dividida pelos aliados. d) constituiu-se num dos marcos do final da Guerra Fria, política que dominou as relações internacionais após a Segunda Guerra Mundial. e) marcou a vitória dos princípios liberais e democráticos contra o absolutismo prussiano e conservador. 13. NAKAZAWA, K. "Gen. O dia seguinte". São Paulo: Conrad, 2001, p. 5. Do ponto de vista dos Estados Unidos, as bombas lançadas em Hiroshima e Nagasaki visavam a) a abreviar a guerra com o Japão e a provar aos países europeus a sua superioridade econômica. b) a concretizar o entendimento diplomático com o Japão e a Alemanha, com vistas à consolidação da paz. c) a encerrar a guerra com menos custos de vidas humanas para os dois lados do conflito. d) a testar nova tecnologia militar e a inaugurar o exercício do poder sem utilização de técnicas de terror. e) a sinalizar para a URSS o seu poderio bélico e a terminar a guerra sem maior custo de tropas e armas americanas. 14. Em agosto de 1990, o presidente iraquiano Saddam Hussein ordenava a invasão do Kuweit, pequeno emirado petrolífero, situado entre o Iraque e a Arábia Saudita, com litoral no Golfo Pérsico. A invasão representava a retomada do projeto geopolítico iraquiano, fundado na modernização econômico-militar e na conquista de uma posição de liderança não-fundamentalista do mundo árabe, após uma década de confronto com o Irã. A crise originada pela invasão determinou a intervenção militar dos Estados Unidos, com amplo leque de apoio regional e global, a qual se conclui, em 1991, com a desocupação do Kuweit e a derrota humilhante do Iraque. Dentre as conseqüências regionais do conflito, NÃO é correto mencionar a) a afirmação do Egito como liderança árabe pró-ocidental. b) a confirmação da Arábia Saudita como líder petroleira do Golfo. c) a conquista, pela Síria, da liderança árabe anti-israelense. d) o término do regime fundamentalista do Irã. e) a pacificação interna do Líbano, sob influência da Síria. 15. Considerando-se a fragmentação territorial da ex-Iugoslávia, é CORRETO afirmar que esse processo a) foi um desdobramento dos choques entre as diversas nacionalidades que, até então, compunham o País. b) decorreu da queda da Monarquia, responsável pela unidade política e pela integridade territorial do País. c) resultou da luta da Sérvia, apoiada pela Bósnia, contra Montenegro, de população majoritariamente muçulmana. D) derivou da resistência da Federação à política de Tito, que transformou o País em uma República Social Democrata. 16. A partir de 1980 e intensificando-se na década de 1990, a Europa vem passando por um processo de xenofobização e de expansão de nova forma de racismo contra imigrantes, que também se manifesta no continente americano. É característica deste renascimento da extrema-direita militante, a afirmação de que os a) imigrantes destroem a cultura européia e tiram os postos de trabalho dos europeus, gerando desemprego. b) judeus foram responsáveis pela crucificação de Cristo. c) negros e judeus são geneticamente primitivos e incapazes de criar cultura. d) imigrantes estão se apropriando das empresas européias e globalizando sua economia. e) imigrantes aumentam o custo da produção por causa de seus altos salários e reduzem a competitividade da economia, gerando desemprego. 17. O neoliberalismo predomina nas economias internas das nações e nas relações econômicas internacionais desde o final do século XX. No Brasil, o neoliberalismo manifesta-se a) no crescimento da concentração de riqueza. b) na intensificação do desenvolvimento industrial. c) no fortalecimento das organizações sindicais. d) na diminuição da distância entre ricos e pobres. e) na socialização da produção agrícola. 18. "De acordo com o UNAIDS, 25,3 milhões de pessoas têm o vírus da Aids na África subsaariana, o epicentro da epidemia global que atinge 36 milhões de pessoas." (AFRICANOS não sabem que têm o HIV. "O Globo"/2001) O trecho de notícia acima apresenta uma situação de catástrofe sanitária à qual se somam a fome e outras doenças que assolam a África subsaariana, em uma grave ameaça à população africana. A situação atual do continente africano se relaciona corretamente com: a) a saída dos países da África subsaariana dos organismos de representação política internacional, tais como a ONU b) a exclusão econômica da África no contexto de expansão e interesses do capitalismo transnacional c) a industrialização dos países do continente africano sem os necessários investimentos em saúde pública d) o isolamento religioso da África subsaariana provocado pelo fundamentalismo islâmico nessa região e) o afastamento do continente africano do processo de globalização decorrente da supremacia comunista no continente 19. Podemos definir o macartismo como: a) Uma dura campanha de investigações dirigida por parlamentares norte-americanos, voltada a quem fosse considerado suspeito de subversão ou colaboração com os países comunistas. b) Uma campanha anti-semita que se estabeleceu nos Estados Unidos após a Segunda Guerra Mundial e que investigava as vinculações entre os judeus e os dirigentes soviéticos. c) Uma campanha de investigações que se voltou contra sindicalistas, intelectuais e cientistas e poupou os artistas de Hollywood, os diretores de cinema e os escritores norte-americanos. d) Uma campanha publicitária que procurava enaltecer o Senador Joseph McCarthy, candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos da América e que era profundamente anticomunista. e) Uma política de aproximação entre os EUA e a União Soviética liderada, na década de 1940, pelo socialista Joseph McCarthy, em virtude da necessidade de derrotar o nazi-fascismo. 20. Nas décadas de 1960 e 1970, a relação dos EUA com a América Latina a) caracterizou-se pela ausência de investimentos econômicos significativos, uma vez que a região oferecia menores oportunidades de lucro do que os chamados tigres asiáticos. b) alterou-se quando os norte-americanos condicionaram a ajuda financeira aos relatórios de organizações internacionais que avaliavam o respeito aos direitos humanos e à democracia. c) desenvolveu-se de acordo com o programa do Departamento de Estado Norte-americano, com o objetivo de suplantar o domínio político e cultural dos países europeus na região. d) particularizou-se pela aplicação da "política da boa vizinhança", que objetivava industrializar e desenvolver o sul do continente, ainda que sob o controle dos norte-americanos. e) pautou-se por um clima tenso, sobretudo depois da subida ao poder de Fidel Castro e da crise dos mísseis na baía dos Porcos. 21. Observe a imagem: A análise da charge remete a) ao período da Guerra Fria, quando os imperialismos soviético e britânico, associados ao Pacto de Varsóvia e à OTAN, respectivamente, foram controlados pelas tropas de paz da ONU. b) à invasão soviética na Ásia e à dominação inglesa sobre o norte da África, frente à inoperância da Liga das Nações. c) aos conflitos do pós-Segunda Guerra Mundial, como a expansão dos comunistas na Hungria, dos ingleses no Egito, dos nazistas na Polônia e dos norte-americanos na Coréia. d) à histórica impotência da ONU, cujo Conselho de Segurança é dominado por potências vencedoras da Segunda Guerra Mundial, com direito a veto na decisões da Assembléia Geral. e) à atuação da Organização das Nações Unidas, na intermediação dos conflitos militares, como aquela que resultou no acordo de paz que pôs fim à Segunda Guerra Mundial.

TD de recuperação dos primeiros anos do Salomé Bastos e Jemina Gois

1. "Deus colocou o servo na terra para trabalhar e obedecer." Analise os compromissos, fortemente influenciados pela ação de uma instituição feudal, vinculados ao enunciado acima. 2. "A Igreja, durante toda a Idade Média, guiava todos os movimentos do homem, do batismo ao serviço fúnebre. A Igreja educava as crianças; o sermão do pároco era a principal fonte de informação sobre os acontecimentos e problemas comuns. A paróquia constituía uma importante unidade de governo local, coletando e distribuindo as esmolas que os pobres recebiam. Como os homens ficavam atentos aos sermões era freqüente o governo dizer aos pregadores exatamente o que deviam pregar." (Adaptado de Christopher Hill, A REVOLUÇÃO INGLESA DE 1640, 1977) A partir do texto acima escreva quais eram as funções sociais e políticas da Igreja Católica na Idade Média. 3. O feudo era a principal unidade de produção da Idade Média. a) Como se dividia o feudo? b) Explique a função de cada uma das partes do feudo. 4. Qual o papel das cidades na transição da Idade Média para a Idade Moderna? 5. "A idéia de 'bem comum', de 'utilidade comum', tão importante, por exemplo, em Aristóteles, foi aplicada à atividade dos mercadores pelos autores cristãos. Ligando esta idéia à do trabalho, São Tomás de Aquino (1225-1274) declarou: 'se alguém se entrega ao comércio tendo em vista a utilidade pública, se se quer que as coisas necessárias à existência não faltem ao reino, então o lucro, em lugar de ser visto como um fim, é somente reclamado como remuneração do trabalho'." (J. Le Goff, MERCADORES E BANQUEIROS NA IDADE MÉDIA) Esclareça por que a Igreja Católica, na transição do Século XIII para o Século XIV, passou a admitir o lucro variável nas operações mercantis. 6. "A própria vocação do nobre lhe proibia qualquer atividade econômica direta. Ele pertencia de corpo e alma à sua função própria: a do guerreiro. (...) um corpo ágil e musculoso não é o bastante para fazer o cavaleiro ideal. É preciso ainda acrescentar a coragem. E é também porque proporciona a esta virtude a ocasião de se manifestar que a guerra põe tanta alegria no coração do homens, para os quais a audácia e o desprezo da morte são, de algum modo, valores profissionais." Bloch, Marc. A SOCIEDADE FEUDAL. Lisboa, Edições 70, 1987. O autor nos fala da condição social dos nobres medievais e dos valores ligados às suas ações guerreiras. É possível dizer que a atuação guerreira desses cavaleiros representa, respectivamente, para a sociedade e para eles próprios: a) a garantia de segurança, um contexto em que as classes e os estados nacionais se encontram em conflito, e a perspectiva de conquistas de terras e riquezas. b) o cumprimento das obrigações senhoriais ligadas à produção, e à proibição da transmissão hereditária das conquistas realizadas. c) a permissão real para realização de atividades comerciais, e a eliminação do tédio de um cotidiano de cultura rudimentar e alheio a assuntos administrativos. d) o respeito às relações de vassalagem travadas entre senhores e servos, e a diversão sob a forma de torneios e jogos em épocas de paz. e) a participação nas guerras santas e na defesa do catolicismo, e a possibilidade de pilhagem de homens e coisas, de massacres e mutilações de inimigos. 7. O período histórico comumente designado como Transição do Feudalismo para o Capitalismo caracterizou-se por: a) mão-de-obra escrava, grandes extensões de terras dedicadas à monocultura e produção estabelecida pela demanda do mercado interno. b) escravismo antigo, terra de propriedade estatal com usufruto da elite agrária e comércio externo determinado pelo Estado. c) proletariado urbano, concretização dos "trustes" e produção industrial estabelecida por uma demanda artificial. d) acumulação primitiva do capital, liberação da mão-de-obra do campo para a cidade e crescente progresso da técnica aplicada à produção. e) produção de subsistência, propriedade comunal dos campos e comércio estabelecido por rotas domésticas. 8. Entre os fatores que explicam o renascimento do comércio, a partir do século XI na Europa ocidental, podemos apontar: I - A invasão da Europa por diversos povos bárbaros que estimularam as trocas comerciais. II - Uma renovação das práticas agrícolas com a difusão de instrumentos de trabalho como o arado de ferro, a foice e a enxada. III - O movimento das cruzadas que, ao reabrir o Mediterrâneo, intensificou os contatos com o Oriente. Quais estão corretos? a) Apenas I b) Apenas I e II c) Apenas I e III d) Apenas II e III e) I, II e III 9. "Entre os movimentos mais conhecidos da Idade Média estão as Cruzadas, que foram originalmente expedições organizadas pela Igreja, contando com o apoio dos dirigentes políticos das principais monarquias feudais". (Marco Antônio de Oliveira Pais) As Cruzadas no Ocidente tinham por objetivo: a) reconquistar os territórios sagrados do cristianismo na Palestina e reunificar o mundo cristão abalado com o Cisma do Ocidente. b) libertar do domínio muçulmano o Sacro Império Romano Germânico do Ocidente através da união dos reis, Ricardo Coração de Leão, Felipe Augusto e Frederico Barba Ruiva. c) expulsar os muçulmanos da Península Ibérica, promover a expansão cristã nas terras eslavas e combater os hereges albigenses na França. d) libertar as cidades de Gênova e Veneza do domínio islâmico e expulsar os mouros da região de Flandres, reabrindo as rotas comerciais. e) conquistar Jerusalém, organizar na região o sistema feudal e criar ordens monásticas como a dos Templários e dos Hospitalários. 10. "Os homens da Idade Média procuravam na Bíblia um modelo que lhes guiasse o comportamento em relação à usura. [...] As transformações da sociedade ocidental cristã nos séculos XII e XIII tornavam a realidade da prática usurária possível e muitas vezes socialmente útil. [...] Às vésperas do nascimento dos grandes movimentos econômicos que preparam o advento do capitalismo moderno, a teologia medieval salvará o usurário do inferno ao inventar o purgatório. O usurário terá assim atingido seu duplo objetivo: salvaguardar sua bolsa na terra sem perder a vida eterna". (FRANCO Jr. Hilário. "A Bolsa e a vida: a usura na Idade Média". 2. ed. São Paulo: Brasiliense, 1989. s.p.) Com base no texto e nos conhecimentos sobre o tema, considere as afirmativas a seguir. I. Esse momento histórico caracteriza-se pelo início do processo de acumulação de riquezas monetárias. II. Na Idade Média, as práticas da vida material estavam separadas das práticas da vida religiosa. III. Nesse período da história, a sociedade medieval tornava a prática da usura socialmente aceitável. IV. O fenômeno da usura era tanto econômico, quanto moral, clerical ou religioso. Estão corretas apenas as afirmativas: a) I e II. b) II e III. c) III e IV. d) I, II e IV. e) I, III e IV. 11. Na Baixa Idade Média, mais precisamente entre os séculos XII e XIII, o centro-norte da Itália formava um viveiro de prósperas cidades que expressavam o vigor da retomada econômica do Ocidente naqueles séculos. Muitas dessas cidades, em termos político-administrativos, eram a) autônomas, organizadas como repúblicas, e internamente divididas em simpatizantes do papa (guelfos) e simpatizantes do imperador (gibelinos). b) repúblicas, internamente coesas, e aliadas umas às outras na luta contra os poderes universais do papa e do imperador. c) organizadas internamente como democracias, e externamente como uma federação, para tratar com o papa e o imperador. d) governadas por condottieri, que garantiam sua independência frente aos inimigos externos, constituídos pelo papa e pelo imperador. e) soberanas que, para escapar à dominação bizantina e sarracena, financiavam o Império e o Papado. 12. "Diferente dos movimentos de libertação da segunda metade do século XX, a primeira descolonização foi feita por iniciativa dos próprios europeus, ou seja, por colonos que viviam além-mar e pouco devem aos povos nativos dominados por esses colonos." (Marc Ferro, HISTÓRIA DAS COLONIZAÇÕES.) Enquadram-se na primeira descolonização acima referida as independências a) dos EUA e das colônias espanholas. b) do Brasil e das colônias africanas. c) do Brasil e do Haiti. d) do Haiti e de Cuba. e) das colônias africanas e espanholas. Abraços e bons estudos!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!