CRUZADAS:
Um objetivo ECONÔMICO:
reestabelecer rotas de comércio com a Ásia;
Um objetivo POLÍTICO: recuperar o domínio da
cidade de Jerusalém, então sob domínio muçulmano.
O grupo
social que liderou esse movimento foi o dos SENHORES FEUDAIS. O cronista afirma
que Deus estava ao lado dos cruzadistas, uma vez que os muçulmanos blasfemaram
contra Ele e violaram Sua cidade sagrada (Jerusalém).
O texto do historiador Georges Duby remete a Baixa
Idade Média, séculos XII ao XV, quando a Europa estava sob a égide do
Renascimento Comercial e Urbano caracterizado pela crise do sistema feudal e
pelo surgimento de cidades, bancos, universidades, catedrais em estilo gótico,
maior uso de moedas, economia mais urbana, dinâmica e monetária e o surgimento
da burguesia. Surgiram cidades e no seu interior eram construídas as catedrais
com apoio das Corporações de Ofício que consistiam em uma associação de
artesãos. Estes monumentos religiosos eram a casa do povo, um local sagrado
para as orações para Deus e Santos, celebração das festas católicas, reuniões
das diversas confrarias que surgiram neste contexto.
Durante a Baixa Idade Média se constituíram as
monarquias na Europa, muitas vezes denominadas de monarquias nacionais. Um dos
momentos mais importantes dessa formação, na Inglaterra, foi a elaboração da
Magna Carta, no século XIII, quando o rei João, sem terra, pressionado por
nobres e membros do alto clero, outorgou o documento que garantia direitos e
liberdades, que representava a limitação do poder real. Nesse momento, a
burguesia é uma classe nascente, pouco numerosa e ainda pouco importante, mas
que tem assegurado o direito ao livre comércio no Reino, com algumas garantias
legais.
A vassalagem era a submissão de um indivíduo denominado vassalo a um
senhor ou suserano, jurando-lhe fidelidade e trabalho em troca de proteção e um
lugar no sistema de produção. As redes de vassalagem estendiam-se por várias
regiões, sendo o rei o suserano mais poderoso. Tinha por base a concessão de um
feudo, feita pelo suserano ao vassalo e implicava em fidelidade, lealdade e
reciprocidade entre ambos.
Servidão feudal, consistia na relação de dependência entre o camponês
(servo) preso às terras de um feudo e o senhor feudal. O primeiro devia ao
segundo obrigações, pagas com parte da produção (talha) e trabalho (corveia),
entre outras. Em contrapartida, o senhor devia proteção ao servo e à família
dele.
Colombo pretendia obter recursos para
organizar uma nova Cruzada, evidenciado a finalidades religiosas no seu ímpeto
para as suas viagens.
Expedições militares organizadas pelos cristãos da Europa Ocidental
contra os mulçumanos do Oriente Próximo, considerados infiéis, sob o pretexto
da reconquista de Jerusalém, a Terra Santa para a Cristandade.
O estilo gótico, estilo arquitetónico que se
desenvolveu entre os séculos XII e XV, na Idade Média, caracterizado pela
leveza estrutural na iluminação das naves do interior do edifício, em contraposição à massividade e à deficiente
iluminação interior das igrejas românicas, pela assimetria de algumas
catedrais, pela ulitização de rosáceas e do arco ogival.nos portais e vitrais.
Desenvolveu-se fundamentalmente na arquitetura eclesiástica (catedrais,
monastérios e igrejas).
Durante a Idade Média, a Igreja Católica influenciava o modo de
pensar, a educação e as formas de comportamento. Também tinha grande poder
econômico, pois possuía consideráveis extensões de terras. Em decorrência
desses poderes, exercia também o poder político, verificado na submissão de
reis e nobres à autoridade do Papa.
Aspectos comuns:
-
Os vínculos entre a área urbana e seu entorno rural;
-
O fato de as cidades constituírem centros de trocas comerciais, salvo algumas
exceções, como no caso de Esparta;
-
O fato de algumas comunas medievais apresentarem autonomia política como a
verificada nas poleis grega.
Aspectos específicos de cada uma delas:
- A cidade grega antiga apresentava-se de
forma mais dispersa e possuía um caráter mais urbanístico. Já a cidade medieval
caracterizava-se pela aglomeração de edifícios que, em muitos casos, eram local
de moradia e trabalho. Além disso, seu
espaço era delimitado por muralhas.
- Quanto às estruturas sociais,
na cidade antiga predominava o poder de uma aristocracia vinculada à terra. Na
cidade medieval, devido ao desenvolvimento do comércio (simultâneo ao das
cidades), setores vinculados às atividades mercantis detinham o poder político
e a disseminavam novos valores, com ênfase na liberdade, em contraposição aos
valores calcados na submissão e dependência, típicos da sociedade feudal.
A servidão feudal, caracterizada pelo vínculo dos camponeses à terra,
teve origem no colonato surgido durante o Baixo Império Romano.
As relações de suserania e vassalagem entre os nobres feudais, têm
suas origens no "comitatus", tradição germânica de alianças militares
que estabeleciam laços de fidelidade entre os chefes tribais e seus guerreiros.
Nos séculos XIV e XV, a
Europa medieval foi atingida por sérias crises políticas, econômicas e sociais,
dentre as quais se destacam a peste negra, a crise agrícola e as revoltas
camponesas, que findaram por levar a um lento declínio do feudalismo, que era o
modelo social, político e econômico que organizava a sociedade da época,
abrindo caminho para um novo modelo de sociedade que irá se organizar ao longo
a Idade Moderna. O feudalismo, ou modelo feudal, tinha como características
principais: a descentralização política, as relações de suserania e vassalagem,
uma intensa hierarquização social, a servidão, a economia baseada na
agricultura, o feudo como unidade básica da economia e a hegemonia do
pensamento católico.
Na Europa Medieval, o trabalho manual na era exercido, sobretudo,
pelos camponeses submetidos, em sua maioria, à condição de servos.
A
Igreja determinava os papéis sociais e se utilizava de preceitos bíblicos como,
"vais comer o fruto do vosso suor", para justificar o trabalho manual como destinado à
"terceira ordem" por determinação divina.
Pode-se mencionar que em decorrência do Renascimento Comercial e Urbano no
final da Idade Média, o trabalho artesanal ganhou impulso e sua valorização
pode ser verificada com o surgimento das Corporações de Ofício, das quais
participavam mestres, oficiais e
aprendizes ligados à produção artesanal. Tais corporações, visavam o controle
da produção e seu comércio nas localidades onde se estabeleciam.