quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
TD de recuperação do 9° ano do Colégio Jemina Gois
1. "Somos uma raça superior e devemos governar com dureza [...] Arrancarei deste país tudo que puder. Não vim para espalhar bem-aventurança [...] A população deve trabalhar sempre [...] Não viemos para distribuir o maná [vantagens]. Viemos para criar as bases da vitória. Somos uma raça superior que precisa lembrar que o mais humilde operário alemão é, racial e biologicamente, mais valioso que a população daqui."
(Fonte: Adap. de Erich Koch, Comissário do Reich na Ucrânia em março de 1943, in: SHIRER, William L. Ascensão e queda do III Reich. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 1967, vol. 4, p. 13)
O Texto permite identificar alguns valores que permeavam a ação alemã na Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
a) Identifique no texto dois valores da ideologia nazista.
b) Cite duas razões que levaram o Brasil a participar da Segunda Guerra Mundial.
2.
Hiroshima, Japão. No exato momento em que 60 anos antes a primeira bomba atômica da história devastava a cidade de Hiroshima no Japão, mais de 50 mil pessoas fizeram um minuto de silêncio em homenagem às vítimas do ataque. Às 8:15 min [...] o mundo relembrou a detonação da arma mais poderosa já vista no planeta até então, que matou cerca de cem mil pessoas diretamente e outras milhares nos anos seguintes.
Fonte: Adaptado de O GLOBO de 06 de agosto de 2005, p.36.
a) Apresente um argumento do governo norte-americano em defesa da ação que devastou Hiroshima, no dia 06 de agosto de 1945, e Nagasaki, três dias depois.
b) Considerando a situação militar da Ásia Oriental em meados de 1945, mencione uma crítica aos bombardeios dessas duas cidades japonesas.
3. Leia o texto a seguir e responda a questão.
Cerca de 20 líderes mundiais reunidos na França deixaram de lado suas divergências políticas - sobretudo no que diz respeito à invasão do Iraque - para comemorar ontem os 60 anos do desembarque das tropas aliadas na Normandia. Nas homenagens aos mortos e aos veteranos de uma das batalhas mais decisivas da História, prevaleceu o espírito de união que garantiu a vitória sobre os nazistas na II Guerra Mundial.
"JORNAL DO BRASIL", Rio de Janeiro, segunda-feira, 7 de junho de 2004. p. 20.
O texto citado faz referência a dois momentos de grande importância para a política mundial, o dia D (6 de junho de 1944) durante a 2 Guerra Mundial (1939/45) e a invasão do Iraque por tropas de uma coalizão, lideradas pelos Estados Unidos da América em 2004.
Com base nesses acontecimentos,
a) Analise a importância do desembarque dos Aliados na Normandia para a II Guerra Mundial.
b) Cite duas razões que geraram as divergências dos líderes mundiais frente à atual situação iraquiana.
4. "Esta guerra, de fato, é uma continuação da anterior."
(Winston Churchill, trecho de seu pronunciamento no Parlamento Inglês, 21/08/1941)
A partir da continuidade admitida no texto, procure caracterizar o capitalismo monopolista, importante elo da crise que permeou os dois conflitos mundiais.
5. A ALCA é parte de um projeto integral dos Estados Unidos que começa há muito tempo, na realidade, há quase dois séculos, quando, em 1823, James Monroe proclama a famosa doutrina que leva seu nome, a da América para os americanos.
ATILIO BORON
Adaptado de http://www.revistaforum.com.br
A política externa dos Estados Unidos sempre se constituiu em um elemento preponderante nas relações entre os povos americanos, apesar das diferentes conjunturas verificadas ao longo desses quase duzentos anos.
a) Descreva o contexto histórico em que surgiu a Doutrina Monroe e aponte seu principal objetivo.
b) Indique a proposta dos idealizadores da ALCA e a principal argumentação dos críticos dessa proposta.
6. A belle époque do começo do século XX acabou num período de caos sistêmico (1914-48), caracterizado por guerras, revoluções e pela crise profunda dos processos globais de acumulação de capital. É bem possível que a belle époque do final do século XX esteja para desembocar num período caótico, em muitos aspectos análogo (mas em outros aspectos bem diferente) ao período 1914-48. Se for o caso, o colapso do comunismo na Europa oriental será visto retrospectivamente como o final, não como o começo, de uma era de prosperidade e segurança para o Ocidente. O fato de o colapso do comunismo ter sido seguido imediatamente pela crise Iraque e Kuwait e a primeira recessão séria da economia americana desde 1982 sugerem que isso pode estar acontecendo.
(G. Arrighi, "A desigualdade mundial na distribuição de renda e o futuro do socialismo".)
a) Que nome recebeu a guerra que teve início com a crise entre Iraque e Kuwait a que se refere o autor do texto?
b) Nas duas últimas décadas do século XX, imperou em muitos países do mundo um sistema político e econômico que ficou conhecido como neoliberalismo. Quais os princípios desse sistema?
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO
Planos, metas e Brasília
O "planejamento econômico" estava no ar desde os anos 30, influenciado principalmente pelo sucesso da política do New Deal, aplicada por Franklin Delano Roosevelt à Depressão norte-americana. Como governador de Minas (1945-51), JK adotara o binômio energia/transportes como metas de desenvolvimento. O Plano de Metas foi a primeira medida de planejamento econômico 'stricto sensu', no Brasil.
Constava de 31 metas, agrupadas em cinco setores básicos, para os quais deveriam ser encaminhados todos os investimentos públicos e privados do país: energia, transportes, indústrias de base, alimentação e educação (...). A meta 31, denominada meta síntese, era a construção de Brasília, que foi inaugurada em 21 de abril de 1960.
Entre 1956 e 1961, a economia brasileira cresceu, em média, 8,1% ao ano (...). A fabricação de automóveis e de material elétrico ultrapassou 25% ao ano. Vários outros setores, como siderurgia, álcalis, celulose e papel, construção e pavimentação de rodovias, ultrapassaram as metas estabelecidas.
(Revista "Problemas Brasileiros". n. 352. julho/ago/2002. p. 22)
7. O texto identifica dois momentos da história contemporânea associados, respectivamente, à
a) Revolução Francesa, que pôs em prática os ideais de liberdade e fraternidade e à Revolução Socialista, que se inspirou no princípio de igualdade social.
b) Primeira Guerra Mundial, que acabou por ressaltar as contradições do capitalismo e à Segunda Grande Guerra, que dividiu o mundo em dois blocos antagônicos.
c) Guerra do Oriente Médio, que provocou a crise econômica do mundo capitalista e à Primeira Grande Guerra, que enfraqueceu os países com regimes democráticos.
d) Primeira Guerra Mundial, que criou condições para o desenvolvimento do capitalismo moderno e à Revolução Russa, que desmantelou a ordem capitalista e burguesa.
e) Segunda Guerra Mundial, que combateu os regimes políticos totalitários na Europa e à Revolução Russa, que promoveu o desenvolvimento econômico dos países pobres.
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO
Cultura dos almanaques
1. Como explicar ao meu leitor mais jovem o que é (ou o que era) um ALMANAQUE? Vamos ao dicionário. Lá está, entre outras acepções, a que vem ao caso: folheto ou livro que, além do calendário do ano, traz diversas indicações úteis, poesias, trechos literários, anedotas, curiosidades etc. O leitor não faz idéia do que cabia nesse etc.: charadas, horóscopo, palavras cruzadas, enigmas policiais, astúcias da matemática, recordes mundiais, caricaturas, provérbios, dicas de viagem, receitas caseiras... Pense em algo publicável, e lá estava.
2. Já ouvi a expressão "cultura de almanaque", dita em tom pejorativo. Acho injusto. Talvez não seja inútil conhecer as dimensões das três pirâmides, ou a história de expressões como "vitória de Pirro", "vim, vi e venci" e "até tu, Brutus?". E me arrepiava a descrição do ataque à base naval de Pearl Harbor, da guilhotina francesa, do fracasso de Napoleão em Waterloo, da queda de Ícaro, das angústias de Colombo em alto mar. Sim, misturava povos e séculos com grande facilidade, mas ainda hoje me valho das informações de almanaque para explicar, por exemplo, a relação que Pitágoras encontrou não apenas entre catetos e hipotenusa, mas - pasme, leitor - entre o sentimento da melancolia e o funcionamento do fígado. Um bom leitor de almanaque explica como uma bela expressão de Manuel Bandeira - "o fogo de constelações extintas há milênios" - é também uma constatação da astrofísica.
3. Algum risco sempre havia: não foi boa idéia tentar fazer algumas experiências químicas com produtos caseiros. E alguns professores sempre implicavam quando eu os contestava ou argüía, com base no almanaque. Pegadinhas do tipo "quais são os números que têm relações de parentesco?" ou questões como "por que uma mosca não se esborracha no vidro dentro de um carro em alta velocidade?" não eram bem-vindas, porque despertavam a classe sonolenta. Meu professor de Ciências fechou a cara quando lhe perguntei se era hábito de Arquimedes tomar banho na banheira brincando com bichinhos que bóiam, e minha professora de História fingiu que não me ouviu quando lhe perguntei de quem era mesmo a frase "E no entanto, move-se!", que eu achei familiar quando a li pintada no pára-choque de um fordinho com chapa 1932 (relíquia de um paulista orgulhoso?).
4. Almanaque não se emprestava a ninguém: ao contrário de um bumerangue, nunca voltaria para o dono. Lembro-me de um exemplar que falava com tanta expressão da guerra fria e de espionagem que me proporcionou um prazer equivalente ao das boas páginas de ficção. Um outro ensinava a fazer balão e pipa, a manejar um pião, e se nunca os fiz subir ou rodar era porque meu controle motor já não dava inveja a ninguém. Em compensação, conhecia todas as propriedades de uma carnaubeira, o curso e o regime do rio São Francisco, fazia prodígios com ímãs e saberia perfeitamente reconhecer uma voçoroca, se viesse a cair dentro de uma.
5. Pouco depois dos almanaques vim a conhecer as SELEÇÕES - READER'S DIGEST - uma espécie de almanaque de luxo, de circulação regular e internacional. Tirando Hollywood, as SELEÇÕES talvez tenham sido o principal meio de difusão do AMERICAN WAY OF LIFE, a concretização editorial do SLOGAN famoso: TIME IS MONEY. Não tinha o charme dos almanaques: levava-se muito a sério, o humor era bem-comportado, as matérias tinham um tom meio autoritário e moralista, pelo qual já se entrevia uma América (como os EUA gostam de se chamar) com ares de dona do mundo. Não tinha a galhofa, o descompromisso macunaímico dos nossos almanaques em papel ordinário. Eu não trocaria três exemplares do almanaque de um certo biotônico pela coleção completa das SELEÇÕES.
6. Adolescente, aprendi a me especializar nas disciplinas curriculares, a separar as chamadas áreas do conhecimento. Deixei de lado os almanaques e entrei no funil apertado das tendências vocacionais. Com o tempo, descobri este emprego de cronista que me abre, de novo, todas as portas do mundo: posso falar da minha rua ou de Bagdad, da reunião do meu condomínio ou da assembléia da ONU, do meu canteirinho de temperos ou da safra nacional de grãos. Agora sou autor do meu próprio almanaque. Se fico sem assunto, entro na Internet, esse almanaque multidisciplinaríssimo de última geração. O "buscador" da HOME PAGE é uma espécie de oráculo de Delfos de efeito quase instantâneo. E o inglês, enfim, se globalizou pra valer: meus filhos já aprenderam, na prática, o sentido de outro SLOGAN prestigiado, NO PAIN, NO GAIN (ou GAME, no caso deles). Se eu fosse um nostálgico, diria que, apesar de todo esse avanço, os velhos almanaques me deixaram saudades. Mas não sou, como podeis ver.
(Argemiro Fonseca)
8. O ataque à base naval de Pearl Harbor tornou-se um dos acontecimentos decisivos para o desfecho da Segunda Guerra Mundial. Esse ataque
a) representou a primeira grande derrota dos aliados, uma vez que os japoneses passaram a utilizar armas atômicas contra cidades asiáticas, porque estas defendiam os aliados.
b) criou condições favoráveis para os aliados na luta contra as forças nazi-fascistas, pois foi um fato histórico decisivo para a entrada dos Estados Unidos da América na guerra.
c) contribuiu para o aumento do poderio estratégico e militar dos alemães, haja vista o aniquilamento quase total das forças americanas e de seus aliados no Leste Europeu.
d) marcou a derrota final dos países que faziam parte da Tríplice Entente, tornando-se o símbolo da restauração da democracia e do liberalismo em toda a Europa.
e) foi importante para o fortalecimento do nazi-fascismo, em razão da vitória esmagadora das forças alemãs sobre o exército soviético e de outros países do Leste Europeu.
9. Apesar de possuírem zonas de influência no mundo, alguns países estavam insatisfeitos e, aliados, entraram na 2 Guerra Mundial. Esses países eram:
a) Japão, Espanha e Itália.
b) Estados Unidos, Itália e Inglaterra.
c) Rússia, Letônia e França.
d) Alemanha, Itália e Japão.
e) França, Inglaterra e Itália.
10.
(BELMONTE, 1943. In: JAGUAR (org.). Caricatura dos tempos. São Paulo: Melhoramentos, 1982.)
A caricatura acima refere-se a dois momentos das relações entre a Alemanha e a URSS no entre-guerras.
A alternativa que identifica esses momentos é:
a) Conferência de Munique - invasão alemã à Polônia
b) T ratado de Moscou - Política alemã de expansão para o leste
c) Política de Apaziguamento - Pacto tripartite entre Alemanha, Itália e Japão
d) Pacto de não-agressão germano-soviético - invasão da URSS pelas tropas alemãs
11.
NAKAZAWA, K. "Gen. O dia seguinte". São Paulo: Conrad, 2001, p. 5.
Do ponto de vista dos Estados Unidos, as bombas lançadas em Hiroshima e Nagasaki visavam
a) a abreviar a guerra com o Japão e a provar aos países europeus a sua superioridade econômica.
b) a concretizar o entendimento diplomático com o Japão e a Alemanha, com vistas à consolidação da paz.
c) a encerrar a guerra com menos custos de vidas humanas para os dois lados do conflito.
d) a testar nova tecnologia militar e a inaugurar o exercício do poder sem utilização de técnicas de terror.
e) a sinalizar para a URSS o seu poderio bélico e a terminar a guerra sem maior custo de tropas e armas americanas.
12. O fato concreto que desencadeou a Segunda Guerra Mundial foi:
a) a saída dos invasores alemães do território dos Sudetos na Tchecoslováquia.
b) a tomada do "corredor polonês" que desembocava na cidade livre de Dantzig (atual Gdansk) pelos italianos.
c) a invasão da Polônia por tropas nazistas e a ação da Inglaterra e da França em socorro dos seus aliados, declarando guerra ao Terceiro Reich.
d) a efetivação de "Anschluss", que desmembrava a Áustria da Alemanha.
e) a invasão da Petrônia por tropas alemãs, quebrando o Pacto Germânico-Soviético.
13. "... a morte da URSS foi a maior catástrofe geopolítica do século. No que se refere aos russos, ela se tornou uma verdadeira tragédia"
(Vladimir Putin, presidente da Rússia, abril de 2005)
"Para mim, o maior evento do século XX foi o colapso da URSS, que completou o processo de emancipação das nações"
(Adam Rotfeld, chanceler da Polônia, abril de 2005)
As duas declarações
a) coincidem, a partir de pontos de vistas opostos, sobre a importância do desaparecimento da União Soviética.
b) revelam que a Polônia, ao contrário da Rússia e dos demais ex-países do Pacto de Varsóvia, beneficiou-se com o fim da União Soviética.
c) mostram ainda ser cedo para afirmar que o desaparecimento da União Soviética não foi historicamente importante.
d) consideram que o fim da União Soviética, embora tenha sido uma tragédia, beneficiou russos e poloneses.
e) indicam já ser possível afirmar, em caráter definitivo, que o fim da União Soviética foi o acontecimento mais importante da história.
14. Em 1989, o líder soviético Mikhail Gorbatchev visita a ilha de Cuba. Nos tempos da Perestroika, o presidente russo tem como meta:
a) reaproximar o líder cubano do governo norte-americano com o objetivo de derrubar o bloqueio econômico imposto à ilha caribenha.
b) convencer Fidel Castro a abrir o regime para garantir o ingresso de Cuba na nova ordem mundial capitalista.
c) informar ao dirigente cubano a retirada dos investimentos soviéticos em Cuba, devido à grave crise econômica em curso na URSS.
d) integrar a URSS à nova Organização Latino Americana de Solidariedade patrocinada pelo ditador Fidel Castro.
15. Analise a imagem a seguir.
Com base na charge e nos conhecimentos sobre o processo de globalização, é correto afirmar:
a) A heterogeneidade cultural foi fator determinante no processo de ampliação da desigualdade social planetária, visto que alimenta práticas repulsivas à incorporação dos benefícios da globalização.
b) A globalização resultou no aumento do número de empregos, na ampliação do mercado formal de trabalho, na melhoria dos contratos de trabalho e na ampliação das conquistas sindicais.
c) A charge demonstra que, com os processos de globalização, os excluídos no planeta foram brindados com um irreversível processo de incorporação ao mercado consumidor.
d) Com o processo de globalização, apesar da abertura de novos mercados, uma parcela significativa da população mundial encontra-se à margem do consumo de produtos básicos.
e) A charge retrata a prática conhecida do "dumping" (rebaixamento) comercial, estratégia inerente à globalização econômica que equalizou o acesso às mercadorias no planeta.
16.
A partir da observação do quadro, analise as afirmativas a seguir.
I - A Eslovênia possui pouca importância no conjunto da lugoslávia, porque tem uma das menores populações e pequena participação na economia e nas exportações.
II - A Bósnia, apesar de concentrar boa parte da população iugoslava, não possui uma grande participação na economia.
III - Na Sérvia, concentra-se a maior parte dos benefícios econômicos, por isso apresenta o maior índice de participação nas exportações em relação às demais regiões.
Está(ão) correta(s)
a) apenas I.
b) apenas I e II.
c) apenas II.
d) apenas III.
e) apenas II e III.
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